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Premiere recupera 100 mil assinantes com volta do Campeonato Brasileiro

Everton Ribeiro encara marcação dupla do Ceará em partida do Flamengo no Brasileirão 2020 - Kely Pereira/AGIF
Everton Ribeiro encara marcação dupla do Ceará em partida do Flamengo no Brasileirão 2020 Imagem: Kely Pereira/AGIF

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

19/09/2020 04h00

Chegando a perder cerca de 400 mil assinantes durante a pandemia do novo coronavírus e a suspensão de quatro meses do futebol brasileiro, o Premiere, serviço de pay-per-view do Grupo Globo, começa a dar resultados de recuperação. Nesta semana, o canal de TV paga da emissora conseguiu chegar a marca de 100 mil novos assinantes, batendo uma meta prevista a recuperação de público, após o retorno do futebol brasileiro em julho.

Segundo apurou o UOL Esporte, o maior período de crescimento foi no último mês de agosto. Ao todo, cerca de 55 mil novas assinaturas foram feitas no Premiere, um recorde no espaço de um mês desde julho de 2019, quando o Flamengo começou a se destacar no Campeonato Brasileiro do ano passado.

O plano cumpre uma das metas da Globo para a retomada do futebol brasileiro, que era recuperar pelo menos 200 mil assinantes, metade do que perdeu na pandemia, até o fim deste ano. A subida até além da meta mostra que a teoria da emissora sobre a falta de público nos estádios brasileiros estava correta.

Com os estádios sem público, o torcedor que quiser ver seu time de perto precisaria acompanhar e assinar o serviço obrigatoriamente, o que traria um "boom" de novos clientes e que recuperaria a perda grande que ocorreu entre os meses de abril e julho deste ano.

Outro ponto que chama a atenção nesse sentido é a campanha de publicidade agressiva da Globo para recuperar assinantes. Jogos exclusivos de Flamengo, Corinthians e clássicos, além de um preço mais em conta estão entre as explicações — o Premiere passou a custar R$ 79,90, com pacote anual no valor de R$ 59,90.

Vale ressaltar que, neste ano, a Globo só precisará pagar 37% de tudo o que arrecadar aos clubes com o pay-per-view por renegociações contratuais realizadas por antecipações de cotas. Apenas Corinthians, Flamengo e Grêmio mantiveram um mínimo garantido.

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