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Conmebol TV tira som de torcida e prioriza áudios de jogadores e técnicos

Narrador Napoleão de Almeida e comentarista Chico Garcia estiveram na transmissão de jogo do Athletico na Libertadores - Reprodução
Narrador Napoleão de Almeida e comentarista Chico Garcia estiveram na transmissão de jogo do Athletico na Libertadores Imagem: Reprodução

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

16/09/2020 04h00

Lançado oficialmente ontem (15), a Conmebol TV, o pay-per-view de transmissões da Libertadores e da Copa Sul-Americana, entregou um bom produto em sua estreia. Contando com a equipe esportiva da Band, os jogos de Athletico e Santos foram exibidos sem deslizes do ponto de vista técnico. O espectador, no entanto, sentiu falta de um aspecto importante do futebol que ocorre em meio à pandemia e restrições de público: a ausência do som de torcida - utilizado em outros campeonatos.

Segundo apurou o UOL Esporte, a decisão de vetar a reprodução do som ambiente nos estádios foi da produtora das imagens, que optou por priorizar a captação - e reprodução - de falas de jogadores e técnicos em campo, como tom de curiosidade para o assinante.

O sinal, pelo menos nestas primeiras semanas, será aberto para todos os assinantes das operadoras Claro, Net e Sky, as três maiores operadoras do país. Mas o valor de assinatura já começou a ser propagado e explicado. Durante todo o tempo, os narradores relembravam o espectador que, neste início, os jogos são uma cortesia para apresentar o serviço, e que, em breve, ele precisará pagar. O valor também foi dito: R$ 39,90 - valor este que causou revolta nas redes sociais, por ser acima da média de serviços esportivos.

Sem problemas no primeiro dia

Para um primeiro dia, o serviço entregou algo digno de elogios de quem acompanhou. Na primeira partida, entre Jorge Wilstermann e Athletico Paranaense, o jogo foi narrado por Napoleão de Almeida com comentários de Chico Garcia. O jogo foi feito com tom equilibrado e informações o tempo todo, dosando a emoção na medida certa e exaltando a história grande do atacante Walter, que fez o gol da vitória do Furacão do Paraná depois de ficar muito tempo fora dos gramados.

O áudio também não teve nenhum tipo de problema, sem exageros. Outro ponto analisado por quem viu foi a qualidade técnica das imagens. Ao menos no primeiro dia, a produtora técnica das transmissões da Libertadores entregou um padrão considerado muito bom, sem omitir até mesmo confusões que aconteceram.

Em Santos x Olímpia, a segunda transmissão da noite, um tom mais clássico. Oliveira Andrade, narrador experiente com passagens marcantes por Globo e Record, e que está na Band desde 2014, comandou com comentários de Fábio Piperno. Andrade, por ter um estilo que lembra locutores dos anos 1970 e 1980, acompanhando mais a bola sem gritos em momentos, fez o espectador mais novo estranhar a linha adotada.

Piperno teve boa participação, com boas intervenções e elogiado pela torcida do Santos. Mas principalmente este jogo do Peixe fez o futuro assinante do serviço sentir falta do som ambiente de torcida, que tem sido usado com frequência em transmissões de todo o mundo.

A produtora da Conmebol, neste sentido, preferiu o silêncio de voz da torcida e a troca de falas entre jogadores e técnicos. De fato, foi possível ouvir reclamações e reações curiosas, principalmente de Marinho, do Santos, que reclamou muito da arbitragem. Mas na web, as torcidas sentiram falta de uma animação, mesmo que artificial.

No fim das contas, saldo positivo para a estreante Conmebol TV, que se esforça e começa a entregar novos produtos após o rompimento da parceria com o Grupo Globo nos canais aberto e fechado.

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