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Na Justiça, Fifa se defende e diz que Globo não avisou que não pagaria

Galvão Bueno na cabine de transmissão do Estádio Mineirão em Belo Horizonte na semifinal da Copa do Mundo de 2014 - Memória Globo: João Miguel Júnior/Globo
Galvão Bueno na cabine de transmissão do Estádio Mineirão em Belo Horizonte na semifinal da Copa do Mundo de 2014 Imagem: Memória Globo: João Miguel Júnior/Globo

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

28/08/2020 04h00

Em disputa judicial com a Globo por causa dos direitos de transmissão de torneios como a Copa do Mundo, a Fifa se defendeu afirmando que a emissora carioca não fez um aviso prévio da decisão de ir à Justiça para suspender o pagamento da parcela de US$ 90 milhões que estava previsto para junho. O processo corre no Rio de Janeiro.

Na petição de defesa da sua visão, obtida pelo UOL Esporte, a Fifa afirma que só ficou sabendo mais claramente do que se tratava a situação quando foi procurada para se pronunciar sobre o assunto por repórteres. A entidade diz ainda que não teve tempo de se preparar para a falta desse pagamento.

A Fifa alega que entende que o momento é delicado em consequência da pandemia, mas diz que isso não pode impedir que contratos acordados sejam cumpridos e que existe um planejamento para o dinheiro. A entidade também diz que tem a Globo como sua grande parceira, afirmando que a emissora foi a que mais de exposição para as suas competições no mundo nos últimos anos.

Foi com esse argumento que a Fifa recorreu à decisão liminar favorável à Globo que suspendia o pagamento de US$ 90 milhões referente a um contrato válido entre 2015 e 2022, que contempla a exibição da próxima Copa do Mundo, que vai acontecer no Catar, em 2022. O caso está agora na 14ª Câmara Cível do Rio de Janeiro e deve ser julgado nos próximos dias.

A entidade máxima do futebol ainda tentou um efeito suspensivo para obrigar a Globo a cumprir o pagamento previsto em contrato enquanto a decisão do recurso em segunda instância não era julgada. Tal pedido foi negado, e o mérito agora será decidido pelo desembargador Plínio Pinto Coelho Filho.

No processo, a Globo alega que a pandemia do coronavírus fez todos os grupos de mídia passarem por dificuldades financeiras. Além disso, a empresa diz que competições da Fifa que estavam previstas para este ano foram canceladas e que isso causou prejuízo.

Assim, a emissora alega que o valor ficou impagável. A Globo afirma ser uma boa parceria para a entidade e que pagou em dia as cinco parcelas de contrato previstas desde 2015. Foi com essa interpretação que o grupo conseguiu uma liminar na 6ª Vara Empresarial da Justiça do Estado do Rio de Janeiro em primeira instância para não pagar o valor previsto.

Vale ressaltar que a Corte Arbitral da Suiça, onde fica a sede da Fifa, ainda irá falar sobre a questão em juízo a pedido das duas empresas. Anteriormente procurada pelo UOL Esporte, a entidade alega que espera o cumprimento das obrigações da Globo nessa situação.

Entre os eventos previstos para este ano, estavam a Copa do Mundo de Futsal e as Copas do Mundo Feminina Sub-17 e Sub-20, todas adiadas para 2021. O torneio de futebol que seria realizado nas Olimpíadas de Tóquio também é organizado pela Fifa, mas o contrato não contempla sua exibição.

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