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Globo reforça mulheres em transmissão e já projeta contratar narradora

Renata Mendonça e Nadine Basttos: as novas contratações do Esporte da Globo - Reprodução / Internet
Renata Mendonça e Nadine Basttos: as novas contratações do Esporte da Globo Imagem: Reprodução / Internet

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

15/08/2020 04h00Atualizada em 16/08/2020 15h36

Nas últimas semanas, a Globo anunciou a contratação da comentarista Renata Mendonça - blogueira do UOL - e da ex-arbitra Nadine Basttos. As chegadas não foram à toa. Juntamente com Ana Thaís Matos, as três fazem parte de um planejamento da Globo para aumentar o número de mulheres em postos de transmissões do futebol. O próximo passo é uma narradora, que pode atuar até em TV aberta.

Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, a emissora carioca monitora alguns nomes e se a ideia for seguida à risca, uma narradora será incorporada ao time de Esporte da Globo já em 2021. O foco é ter, muito em breve, uma equipe de transmissão somente composta por mulheres daqui a alguns meses.

Ontem (15), o Grupo Globo anunciou que o empate em 1 a 1 entre Palmeiras e Goiás, no Premiere, foi a primeira transmissão do Campeonato Brasileiro com duas mulheres na equipe - Ana Thaís e Renata Mendonça foram as comentaristas. O narrador Daniel Pereira se disse emocionado por fazer parte desse momento.

O esquema da Globo é que essa equipe feminina faça partidas da Seleção Feminina de futebol e que atue em alguns jogos do Campeonato Brasileiro. Os nomes estão sendo contratados aos poucos para que os seus rostos fiquem conhecidos do público inicialmente e para que as telespectadoras femininas se sintam representadas em jogos do Brasileirão, como já começou a ocorrer no jogo do Allianz Parque.

Se tudo der certo, na próxima Copa do Mundo feminina, em 2023, a Globo pretende exibir jogos da Seleção Brasileira com uma equipe totalmente composta por mulheres. Vale lembrar que a TV Cultura no ano passado, já exibiu um jogo da Seleção Brasileira com narração feita por uma mulher - no caso, Natália Lara.

Também não seria o primeiro nome feminino que faria Esporte na Globo. Glenda Kozlowski nos Jogos Olímpicos de 2016 foi escalada para narrar a ginástica. Mas seu desempenho foi tão criticado, que Glenda foi substituída por Cléber Machado. A experiência foi bem traumática e nunca mais ela se aventurou na narração.

Hoje, o mercado de narradoras femininas já é aquecido e existem nomes em outras emissoras ocupando o seu espaço. No Fox Sports, Renata Silveira narrou recentemente a final da Copa do Nordeste e faz frequentemente jogos de campeonatos europeus. Na ESPN Brasil, Luciana Mariano é a voz feminina em jogos do canal esportivo da Disney.

Na TV aberta, recentemente, Manuela Avena virou a primeira mulher a fazer jogos da Copa do Nordeste na TV no Fox Sports. Os jogos feitos por ela no SBT da Bahia foram líderes de audiência, o que mostra um público que não estranha mais mulheres narrando futebol. Apenas a Globo não tem uma mulher narradora em seu casting. Mas se tudo der certo, isso irá mudar em breve.

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