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F-1 vê último ano de contrato na Globo sem saber se segue na TV brasileira

Reprodução / Twitter
Imagem: Reprodução / Twitter

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

10/03/2020 04h00

Com a abertura da temporada 2020 marcada para o próximo fim de semana, na Austrália, a Fórmula 1 terá o início de um ano decisivo para a sua continuidade na TV brasileira. 2020 é o último ano do atual contrato da principal categoria do automobilismo com o Grupo Globo - tal contrato vigora desde 2016, com duração de cinco anos.

Segundo apurou o UOL Esporte, a Globo tem total interesse na renovação e já conversa com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) desde o último trimestre de 2019 sobre o assunto. A expectativa é resolver a questão com calma nos próximos meses. Mas os resultados da atual temporada também irão ser considerados.

Sem um piloto brasileiro desde 2017, a audiência não é aquela dos tempos de outrora, quando marcava médias acima de 20 pontos nas manhãs de domingo. A Globo também diminuiu a exposição de cobertura da categoria na programação. Mas a F-1 ainda entrega números e questões que não podem ser desconsideradas.

Veja os pontos positivos e negativos para a continuidade da F-1 na Globo:

Ponto Positivo 1: Faturamento

A Fórmula 1 é, atualmente, um dos maiores faturamentos da Globo. Para a temporada 2020, até o momento, foram vendidas para o mercado publicitário cinco cotas de patrocínio, de seis disponibilizadas, pelo valor de R$ 98,8 milhões. Ao todo, a Globo faturou exatos R$ 494 milhões apenas com publicidade. Cervejaria Petropólis (Itaipava), Nivea, Renault, Santander e TIM foram as empresas que compraram as cotas. A única empresa que saiu em relação ao ano passado foi a Claro.

Ponto positivo 2: Ibope nas manhãs de domingo

Em 2019, a Fórmula 1 marcou média nacional de 9 pontos de audiência. O índice foi o melhor em oito anos da categoria na Globo e representou um crescimento bem considerável de 13% em relação a 2018. A corrida que registrou o melhor índice foi o GP do Brasil, no dia 17 de novembro, com 12 pontos de média - no entanto, esta foi exibida à tarde. Em São Paulo, principal cidade e considerada referencia para investimentos publicitários, a F-1 marcou média de 10 pontos em 2019. Só para se ter uma ideia, durante a semana, a Globo não costuma marcar mais de 8 pontos com os programas de Ana Maria Braga, Fátima Bernardes e o É de Casa.

Ponto negativo 1: Cobertura reduzida

Desde 2014, a Globo não exibe treinos para a classificação do grid de largada nas manhãs de sábado por causa da audiência bem abaixo do esperado - com exceção do GP do Brasil. Em seu lugar, apenas um rápido boletim é mostrado dentro do programa É de Casa, o que irrita fãs até hoje. Além disso, em 2019, o pré e o pós-corrida passaram a ser feitos na internet, com a TV exibindo exclusivamente a corrida. Por causa dessas atitudes, fãs da F-1 pedem que a categoria vá para o SporTV, onde sempre tem um tratamento melhor.

Ponto negativo 2: Saída de Reginaldo Leme

Histórico comentarista da Fórmula 1 na Globo desde 1978, Reginaldo Leme está fora de uma cobertura da temporada na Globo em 2020 - a primeira completa sem a presença do jornalista. Saindo da emissora no fim de 2019, Leme terá seu lugar ocupado pelos ex-pilotos Felipe Giaffone e Luciano Burti, que já são comentaristas da categoria na emissora faz alguns anos. A saída de Reginaldo Leme, grande parceiro de Galvão Bueno nas transmissões da categoria, foi um marco negativo para os fãs no Brasil e pode representar um risco de queda na qualidade do que a Globo entrega de cobertura.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que foi informado anteriormente, o contrato entre a Fórmula 1 e a Globo vigora desde 2016 e não 201. O erro foi corrigido.

UOL Esporte vê TV