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Jogos Olímpicos ajudarão a criar 68 mil empregos em Paris até 2024

Os Jogos Olímpicos de 2024 acontecerão em Paris, na França - Julien Mattia/NurPhoto via Getty Images
Os Jogos Olímpicos de 2024 acontecerão em Paris, na França Imagem: Julien Mattia/NurPhoto via Getty Images

em Paris (França)

11/12/2019 19h52

Os Jogos Olímpicos, as medidas de adaptação à transição energética e o projeto de transformação da periferia de Paris gerarão mais de 68 mil empregos na região de Île de France em construções e obras públicas até 2024, segundo anúncio feito nesta quarta-feira pelo governo local.

Em informe divulgado hoje, o governo afirmou que as construções exigirão 46 mil empregos nos próximos quatro anos, enquanto em obras públicas há um potencial de 22,6 mil novos postos de trabalho.

O setor da construção emprega atualmente cerca de 328 mil pessoas na região parisiense, número que deverá aumentar para 374 mil em 2024, a fim de responder à forte procura resultante dos grandes projetos e das substituições por aposentadorias.

A renovação da parte de energia dos edifícios é uma das causas da necessidade de um aumento de pessoal, estimado entre 20 mil e 30 mil trabalhadores.

Em termos de obras públicas, os Jogos Olímpicos e o desenvolvimento da parte de infraestrutura do projeto de revitalização da periferia, como o novo terminal do aeroporto Charles de Gaulle e novas linhas de metrô, levarão à criação de entre 1,8 mil e 5 mil postos de trabalho por ano.

A variedade de trabalhos necessários é muito grande: pedreiros especializados na instalação de concreto armado e de carris, soldadores, operários especializados em tubulações e escavações, gestores de obra, mecânicos ou engenheiros.

O estudo detalhou que a demanda não corresponde à oferta e as empresas de construção civil têm dificuldade em contratar esse tipo de profissional, pois o comércio perdeu atratividade e a formação específica também diminuiu.

"Há uma necessidade urgente de formar e revalorizar as profissões do setor da construção", disse o delegado interministerial encarregado da inserção profissional nos bairros considerados prioritários, Patrick Toulmet ao jornal "Le Parisien".

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