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Rafaela Silva retoma o rumo pós-Rio e conquista seu primeiro ouro no Pan

Rafaela Silva consegue um ippon na semifinal contra a cubana Anailys Dorvigny no Pan - Guadalupe Pardo/Reuters
Rafaela Silva consegue um ippon na semifinal contra a cubana Anailys Dorvigny no Pan Imagem: Guadalupe Pardo/Reuters

Adriano Wilkson

Do UOL, em Lima (Peru)

09/08/2019 19h44

A judoca Rafaela Silva conquistou seu primeiro ouro em Jogos Pan-Americanos ao vencer nesta sexta-feira (9) a categoria leve (até 57 kg) com uma série perfeita de lutas em Lima, todas definidas por ippon.

Na final, levou apenas 1min22 para garantir a vitória sobre a dominicana Ana Rosa e confirmar o ouro. Antes, já havia aplicado um ippon em apenas 34s contra a cubana Anailys Dorvigny. Em sua primeira luta, Rafaela passou pela americana Amelia Fulgentes.

Ouro na Rio-2016, Rafaela vinha retomando sua melhor técnica e conseguiu reencontrar o foco depois de passar mais tempo em eventos que no tatame. Mesmo campeã mundial e olímpia, a judoca estava em busca de uma medalha de ouro em Pan, depois de ter sido prata em Guadalajara-2011 e bronze em Toronto-2015.

"Me ajuda saber que o meu trabalho está dando resultado", afirmou a atleta depois de conseguir o ouro. Ela comentou a aparente facilidade de seu caminho em Lima. "Eu peguei essas adversárias em abril no campeonato aqui e foram lutas mais amarradas. Eu não conseguia colocar o golpe, parecia que eu estava fora de ritmo. Agora vir aqui e conseguir colocar os golpes mostra que meu trabalho está tendo resultado. Chego um pouco mais confiante para o Mundial", afirmou a judoca. O Campeonato Mundial de judô acontece entre 25 e 31 de agosto em Tóquio.

Rafaela, que fez questão de participar do Pan apesar de lhe terem oferecido a possibilidade de se ausentar para descansar para o Mundial, ressaltou tratar diferentes eventos com a mesma importância.

Ela aproveitou que a atual edição do Pan tem o judô acontecendo nos últimos dias do evento para se candidatar a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento.

"Para mim todas as competições têm o mesmo peso, independente se é Olimpíada, se é Mundial, se é Pan-Americano, eu entro sempre com a mesma intensidade, quero sempre dar o melhor pelo Brasil. Mas ainda não tenho o mais esperado. Eu nunca fui porta-bandeira do Brasil em lugar nenhum. A gente nunca participa da abertura e quando acaba [Olimpíada ou Pan] o judô já foi embora e a gente nunca participa do encerramento. Agora a gente tem a oportunidade de participar do encerramento", disse Rafaela.

O COB ainda não informou qual atleta carregará a bandeira brasileira na cerimônia de encerramento do Pan, no domingo.

Cargnin e Juninho Bomba conquistam prata e bronze

No masculino, o judô brasileiro conseguiu mais duas medalhas hoje: a prata de Daniel Cargnin na categoria meio leve (até 66 kg) e o bronze de Jefferson Junior, o Juninho Bomba, na categoria leve (até 73 kg).

Cargnin vinha de vitórias sobre o mexicano Nabor Castillo e o venezuelano Ricardo Valderrama, mas não conseguiu a vitória na final contra o dominicano Mateo Wander, que aplicou um waza-ari e manteve a vantagem até o fim da luta, controlando os ataques do brasileiro.

Juninho Bomba conseguiu o bronze ao derrotar o mexicano Eduardo Araujo com um ippon. Antes o brasileiro havia sido derrotado no golden score pelo venezuelano Sergio Mattey.