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Novak Djokovic confirma sua participação no Aberto dos EUA deste ano

Novak Djokovic anuncia sua participação no US Open e no ATP de Cincinnati de 2020 - REUTERS/Antonio Bronic
Novak Djokovic anuncia sua participação no US Open e no ATP de Cincinnati de 2020 Imagem: REUTERS/Antonio Bronic

Do UOL, em São Paulo

13/08/2020 09h32Atualizada em 13/08/2020 10h50

O número um do mundo, Novak Djokovic, anunciou hoje que participará do Aberto dos EUA e do Masters 1.000 de Cincinnati. Ambos serão realizados no final deste mês, em Nova York (EUA) no complexo de Flushing Meadows.

"Estou feliz em poder confirmar minha participação no Cincy Tennis e no Aberto dos EUA deste ano", disse Djokovic em seu Twitter.

"Não foi uma decisão fácil de se tomar com todos os obstáculos e desafios por todo lado, mas a perspectiva de competir novamente me deixa muito animado", continuou.

Apesar de levar o nome de Masters 1.000 de Cincinnati, o evento não será disputado na cidade em virtude da pandemia do novo coronavírus. Será a quinta vez que o torneio ocorrerá fora de sua sede. A organização optou por usar o complexo de Flushing Meadows, mesmo local do Aberto dos EUA.

Críticas por contrair coronavírus

Em junho, o atleta recebeu muitas críticas após contrair a covid-19 em um torneio beneficente que ele mesmo organizou, chamado Adria Tour. Além dele e da esposa, os tenistas Grigor Dimitrov, Borna Coric e Viktor Troicki também se infectaram.

As fotos das duas primeiras etapas do torneio, em Belgrado e em Zadar, mostram Djokovic e outros atletas se abraçando, jogando basquete e futebol, dançando em boates ou no meio de dezenas de fãs sem respeitar o distanciamento social.

"Eu sinto muito se nosso torneio causou estes problemas", declarou Djokovic em um comunicado publicado no Twitter. "Nós estávamos enganados. Era muito cedo."

Nadal e Federer estão fora do Aberto dos EUA

Outros astros do tênis tiveram uma resposta diferente e decidiram ficar fora do Aberto nos Estados Unidos. É o caso do espanhol Rafael Nadal e do suíço Roger Federer. O espanhol disse que a pandemia do novo coronavírus está fora de controle e que, por estar preocupado com sua saúde, não vai participar do torneio.

"A situação de saúde foi o primeiro problema básico ao tomar minha decisão. A situação parece não estar completamente controlada. Portanto, neste caso, quando consultado com minha equipe, decidimos isso", disse o espanhol, através de videoconferência.

"As circunstâncias me obrigaram a tomar essa decisão. Não quero fazer viagens longas", afirmou o tenista. Ele também atribuiu seu posicionamento ao seu estado de espírito, que hoje, "seria complicado", considerando o que acontece no mundo.

Atual campeão do torneio, Nadal ponderou que sua decisão não permite que ele diga o que é certo a se fazer agora ou não. Nadal disse que respeita os colegas que vão disputar o US Open.

Além do espanhol, a competição também não terá a participação do suíço Roger Ferderer que se recupera, até o fim do ano, de uma cirurgia no joelho. Aos 39 anos, o atleta já disse que a aposentadoria está próxima, mas ele ainda deve jogar em 2021.

Federer passou por duas operações no joelho direito este ano, uma realizada em fevereiro e outra em junho.

Os Estados Unidos têm os maiores números na pandemia de coronavírus. O país registra hoje 5.197.749 de casos confirmados e 166.038 mortes pela covid-19, segundo a Universidade Johns Hopkins.

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