Sobrevivente

Brigas com técnicos e jeito questionador marcaram Cícero Mello desde os primórdios da ESPN no Brasil

Beatriz Cesarini Do UOL, em São Paulo
ESPN

Há 24 anos, a voz forte e o estilo questionador de Cícero Mello marcam a reportagem esportiva, seja em coletivas ou na beira do gramado. Hoje um pouco menos "briguento", ele praticamente testemunhou o nascimento da ESPN Brasil e é um dos repórteres mais velhos em atividade na televisão brasileira.

Quem vê o gaúcho de 63 anos de idade na telinha não imagina que ele se formou em engenharia e teve de contrariar o pai para chegar aos microfones do rádio. Às vezes, nem ele acredita que está há tantos anos trabalhando no jornalismo esportivo.

"Não sei se é pela minha forma de trabalhar... A linguagem que uso na TV é a mesma que eu uso num boteco, com meus amigos. Procuro ser descontraído, da forma que sou com qualquer pessoa num bar, num jantar, numa festa. Procuro passar as informações dessa forma, sem rebuscar demais. Falo por mim como telespectador, quem está em casa não gosta de nada muito rebuscado, aquele repórter que gosta de falar difícil, usar termos complicados, ainda mais no futebol", declarou.

Em longa conversa com o UOL Esporte, Cícero destacou a importância do constante aprimoramento profissional, relembrou discussões memoráveis com Dunga, Edmundo e Luiz Felipe Scolari, analisou as mudanças na cobertura esportiva e detalhou a origem da famosa pergunta "Por que Waldemar?".

Minha principal felicidade é que hoje ninguém dura esse tempo em TV. Toda hora quando tinham aquelas levas de demissões, que é normal em qualquer empresa, eu sempre achava que ia ser mandado embora. Até hoje não sei como sobrevivi. Vinte e quatro anos de TV.

Cícero Mello

Paulo Ricardo foi "mula" de fitas

A sede da ESPN Brasil sempre foi a cidade de São Paulo. Cícero construiu sua carreira no Rio de Janeiro e foi lá que conheceu um 'escritório um tanto quanto curioso da emissora. Com poucos profissionais trabalhando na capital fluminense, o canal não tinha um endereço físico por lá, apenas um carro para transporte. E era lá que Cícero produzia suas matérias.

"A gente tinha uma Kombi, foi o primeiro carro que a TV teve. Eu dizia que a Kombi era o meu escritório. Nunca gostei de andar com laptop. Eu usava também aquelas pastinhas de couro, que você abre e tinha um bloquinho dentro. Sentava no banco e escrevia minhas matérias lá."

Sem estúdio e sem escritório, as produções da ESPN Brasil feitas no Rio eram editadas em São Paulo. Muitas vezes, os profissionais tinham que improvisar para a matéria chegar na capital paulista. Eles iam ao aeroporto, esperavam algum conhecido passar e pediam para que essa pessoa transportasse a fita.

"A Simone, nossa produtora na época, estava com a camisa da ESPN, e abordou o Paulo Ricardo: 'Paulo, eu sou da ESPN'. 'Ah, eu vejo muito'. 'Eu tô com uma fita do Cicero'. 'Eu gosto muito do trabalho dele'. 'Pô, dá para você levar essa fita? Não tem como a gente gerar'", relembrou Cícero.

"Aí, depois, ela avisava: 'Paulo Ricardo está chegando daqui a 50 minutos. Manda o motoqueiro ir lá buscar com ele'. Só tinha eu de repórter. Só tinha uma equipe: um câmera, um assistente, eu e a Simone, que era a produtora-faz-tudo."

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Maurício Sherman descobriu Xuxa, Angélica... e Cícero Mello

Muitos não sabem, mas Cícero se tornou repórter por acaso. Ainda jovem, ele seguiu os passos do pai e se formou em engenharia. Mas tudo mudou quando o amigo Alexandre Sherman, filho do respeitado diretor Maurício Sherman o chamou para fazer participações como comentarista de futebol na rádio Roquette Pinto.

"Um dia, tinham mandado embora dois ou três repórteres e precisavam de um. O Maurício Sherman disse para o Alexandre: 'Não vai ter transmissão do jogo se não tiver repórter'. Ele falou: 'Pai, posso chamar o Cicero? Conhece tudo de futebol, vai a tudo que é jogo comigo, mas nunca trabalhou'. Ele disse: 'Pode chamar'", contou.

O quebra-galho acabou virando coisa séria. Responsável por revelar nomes como Xuxa e Angélica, Maurício gostou muito do estilo de Cícero e o chamou para fazer outras transmissões de jogos. Quando se deu conta, o gaúcho já tinha largado a engenharia para seguir na carreira de repórter.

"Depois que fiz dois jogos, o Maurício me chamou na Roquette Pinto e disse: 'Cicero, você sabe que eu sou descobridor de talentos. Só de bater o olho, vi que tinha jeito pro negócio. Você não é jornalista, não é repórter, não é radialista, não é nada, mas você tem uma coisa que centenas de profissionais que saem formados não têm: talento. Tua voz é muito boa e você tem uma descontração, você fala fluente. Começou assim, uma brincadeira. Da brincadeira, uma rádio me chama, outra chama. Quando fui ver, já tinha virado profissão, e eu estava na Rádio Nacional, que foi onde começou realmente a minha carreira, em 1987."

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Pai foi contra a profissão

Engenheiro e dono de uma construtora, o pai de Cícero foi totalmente contra a decisão do filho de se tornar um comunicador profissional. O repórter chegou a dividir o trabalho na rádio com o estágio na engenharia durante um tempo até receber uma proposta quase irrecusável do pai.

"Eu fazia futebol nos finais de semana e trabalhava o dia a dia como estagiário de engenharia. Mas chegou uma hora que eu tive de optar, contra tudo e contra todos. Meu pai não queria de jeito nenhum: 'Você vai ser repórter de rádio, ganha uma merreca, é isso que você quer da sua vida? Aqui, além de ser engenheiro, você é meu filho, vai herdar a empresa, vai ser dono. Já te proponho, logo de cara, uma sociedade. A próxima obra que a gente tocar você vai ter 50% de tudo. Você entra com trabalho, e eu entro com dinheiro'. Mas o coração pesou, mesmo ganhando menos, para começar a carreira profissional de repórter, de jornalista", lembrou.

Depois que já estava há 10 anos na ESPN, com 20 de carreira, meu pai me chamou e disse: 'Cicero, eu estava errado e você estava certo. Ele nem pensava que eu ia trabalhar em televisão. Ele disse: 'Você conheceu o mundo todo sendo pago para isso. Realmente, eu tenho que reconhecer que eu estava errado'

Cícero Mello, sobre o pai

Lucas Figueiredo / MoWA Press Lucas Figueiredo / MoWA Press

Brigas com Dunga quase o transformaram em personagem

Uma das características mais marcantes de Cícero foi a postura questionadora. O profissional não aceitava respostas simples dos entrevistados e os contestava sempre que julgava necessário. Segundo o repórter, foi um casamento perfeito entre ele e a ESPN, na época comandada por José Trajano.

"Juntou o meu perfil - que isso é uma coisa de pessoa para pessoa, não quero saber se o cara vai ficar chateado ou não - com a ESPN que, na época, era comandada pelo Trajano, um cara muito independente e que gostava que as pessoas fossem assim. Me deu vazão para ser como eu era. Talvez se eu trabalhasse em outra emissora, não seria possível", falou.

O estilo de Cícero rendeu brigas homéricas. Uma delas foi com Dunga, na época técnico da seleção brasileira. As discussões entre treinador e repórter ficaram recorrentes nas coletivas de imprensa. Responsável por contratá-lo na ESPN, Trajano, então, alertou o profissional para que tomasse cuidado para não virar um personagem.

"É que acontecia o seguinte, toda entrevista da seleção, as pessoas queriam ouvir mais a minha pergunta do que o Dunga: 'O que o Cícero vai perguntar hoje?'. A gente estava brigando em todas as entrevistas. O Trajano me chamou um dia, e alertou: 'Cícero, deixa eu te dizer uma coisa. Não é para você deixar de fazer a pergunta que você quiser, continue, se quiser, discutir, brigar, se ele não falar contigo, o problema é dele. Só não queira virar personagem'".

Mais brigas no currículo

Antônio Gaudério/Folhapress Antônio Gaudério/Folhapress

Felipão

"Durante meses, fiquei questionando: 'Felipão, você já sabe a pergunta que eu vou fazer. Por que o Romário não é convocado?'. Ele só dizia: 'Não respondo sobre jogadores não convocados'. 'Então, vou continuar perguntando'. Até que chegou um belo dia, que falei: 'Se ele não vai responder, não vai ter mais coletiva porque eu não vou ceder o microfone para ninguém'. Foi uma confusã. Ele não respondeu e continuou a entrevista. Quando ele saiu na rua, saí atrás com meu câmera, uma multidão de torcedores na porta da CBF: 'Por que você não convoca o Romário?'. Aí começaram: 'Romário, Romário'. Era a pergunta que eles queriam fazer"

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Edmundo

"Acabou o primeiro tempo de um jogo Fluminense x Vasco, pela Copa do Brasil, em São Januário. O Flu estava ganhando de 2 a 0 e eliminando o Vasco. Todo mundo tinha medo de entrevistar o Edmundo nessas condições. Eu fui sozinho nele: 'Edmundo, 2 a 0. Como é que você explica?'. Ele: 'P... que o pariu. Os caras falham lá atrás e tu vem falar comigo? Por que tu não vai falar com os zagueiros?'. Eu continuei: 'Não, quero saber de você que é o capitão'. Aí ele: 'Ah, vai se f...'. Eu virei e falei: 'Tá aí. Isso aí é que vai vestir a camisa da seleção brasileira'. Falei assim mesmo. Ele voltou: 'Que que é?'. 'É isso, mesmo'"

Fabio Martins/AgNews Fabio Martins/AgNews

E mais Edmundo

"Briguei muito com o Edmundo e, quando ele parou de jogar, a pessoa para quem ele informou que encerrou a carreira fui eu, no Carnaval, no camarote. A gente estava brigado, mas ele topou falar. Ele falou: 'Cícero, vou anunciar uma coisa para você que não falei para ninguém. Eu encerrei minha carreira. Não volto mais'. Quando ele falou isso, comecei a chorar. Eu falei: 'Já que você parou a carreira, queria te falar uma coisa, a gente brigou muito, teve muita discussão, chegou a você quase a me agredir, mas eu não tenho nada contra você e desejo que seja feliz no que você fizer'." Aí ele se emocionou, e eu também.

"Por que Waldemar?"

Um dos momentos mais fatídicos da carreira de Cícero Mello foi quando o Flamengo anunciou Waldemar Lemos como seu novo técnico em outubro de 2003, após a demissão de Oswaldo de Oliveira, que fazia um Brasileiro ruim.

Assim que o diretor do Rubro-Negro na época, Eduardo Moraes, conhecido como Vassoura, anunciou Waldemar Lemos, a Gávea foi abaixo. "Waldemar é o c..., p...! Vai tomar no c...! Waldemar é a p... que o pariu!", gritavam os torcedores presentes. Eis que Cícero Mello entoa a seguinte pergunta: "E por que Waldemar?". Pronto, bastaram poucas palavras para o repórter viralizar.

"Essa é a pergunta mais curta que fiz na minha carreira. Mas a mais famosa de todas. O Oswaldo de Oliveira tinha caído e o Waldemar era o auxiliar-técnico dele. A torcida esperando que ia vir um nome de peso, como se fosse, hoje, o Tite, o Renato Gaúcho, o Mano Menezes. De repente, o Vassoura anuncia: 'O novo técnico do Flamengo é o senhor Waldemar'."

"Ninguém nem sabia direito quem era. Os torcedores começaram a se olhar e: 'Isso aqui é Flamengo, vai tomar no c...'. Começaram a xingar, gritar: 'Ah, ah, ah, fora Waldemar'. O cara não tinha nem assumido. Ficou aquele constrangimento, o diretor não sabia o que fazer, a torcida já quase batendo nele, os repórteres cercando sem entender nada. Aí, foi automático, uma hora que deu uma brechinha assim, parou todo mundo, eu virei para ele e falei: 'Por que Waldemar?'", acrescentou.

O vídeo em que Cícero faz a pergunta mais famosa de sua carreira é um dos mais acessados da história do site da ESPN Brasil.

O futebol, queira ou não queira, é trabalho. Quem trabalha em futebol não consegue ser tão fanático como quem não trabalha, porque você começa a ver as sujeiras, os bastidores. Aquilo faz você diminuir um pouco o fanatismo. Nesse gancho de diminuir o fanatismo pelo futebol e pelo Fluminense, o Detroit Pistons e a NBA cresceram

Cícero Mello, sobre seu hobby esportivo

Falar o horário veio do rádio

Você já deve ter notado. Em todas as entradas em links ao vivo, Cícero costumava fazer questão de informar o horário. Pode parecer até uma mania, mas essa marca registrada é um dos ensinamentos que o repórter ganhou no início da carreira, quando ainda trabalhava na rádio.

"Aprendi isso na Rádio Nacional, com Waldir Amaral, que foi o maior nome que teve no rádio. Ele sempre disse: 'Cicero, quando você entrar ao vivo, dá a hora que a pessoa vai saber que está ao vivo, vai olhar e ver que é a mesma hora'", explicou o repórter, que prosseguiu com o ensinamento do locutor morto em 1997.

Mas, depois de um tempo, falar o horário acabou virando motivo de piada entre os espectadores, e o repórter decidiu deixar a marca-registrada de lado. Mas muitos colegas sentem falta e pedem por uma retomada do antigo hábito.

"Quando eu entrava ao vivo, eu dizia: 'Pois não, Paulo [Soares], boa noite. Estamos aqui em São Luís, 22h15'. Mas começou a virar alvo de chacota: 'Repórter babaca, já cansou esse negócio'. Um dia eu enchi o saco e resolvi não dar a hora. E não dei. Quando acabou um SportsCenter, o Antero: 'Ô, Cicero. Hoje você não deu a hora, tua marca. O que houve?'. Eu falei no ar: 'A partir de hoje, eu não dou mais. Encheu o meu saco'. Foi quando o Antero disse: 'Pô, Cicero, isso é marca-registrada sua, todo mundo sabe, é uma coisa carinhosa. Não se deixe levar. Se a gente fosse deixar levar por tudo que falam, a gente nem trabalha mais na televisão'. Mas eu nunca mais dei, não."

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Cansou de ser questionador

Depois de parar coletivas e arrumar briga com Dunga, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, o repórter está mudado. Cícero decidiu adotar um tom mais "light" em suas entrevistas, porque quis se renovar e afastar as críticas.

"Sabe o que é? Chega uma hora que cansa também. Primeiro, porque muita gente diz: 'Pô, cara chato. Quer ser mais importante que o entrevistado'. Isso foi uma coisa que incomodou. E também fiz isso a minha vida toda. Eu cansei de brigar, cansei de discutir, cansei de ter inimigo. Posso fazer a mesma pergunta, que eu fazia de forma grosseira, meio que para provocar o cara, de uma forma bem-educada", explicou Cícero.

O repórter usou como exemplo uma pergunta que fez ao ex-técnico da seleção brasileira Dunga. Na época, o treinador declarou que um empate sem gols com a Colômbia atuando no Brasil era um bom resultado. O velho Cícero questionador rebateu com "duas pedras na mão".

"Eu falei: 'Se você achou que o 0 a 0 foi satisfatório com a Colômbia, país que é pentacampeão do mundo, então é bom o torcedor se preparar que com você o empate é bom resultado, seja o adversário que for'. Ele ficou p..... Eu podia perguntar da mesma forma, hoje, que é o meu jeito: 'Você considerou que o empate foi um bom resultado. Por que? Do jeito que eu fazia a pergunta, já obrigava o cara a responder mal-educado também."

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Monocultura do futebol incomoda

A ESPN Brasil é a casa de Cícero há 24 anos, praticamente o mesmo período de existência da emissora. O repórter viu algumas mudanças acontecerem, desde alterações na condução editorial até demissões de amigos queridos. O profissional acredita que o perfil do canal está em constante transformação para atender o gosto do público.

"Sinto que muitos companheiros competentíssimos saíram por questões financeiras, de economia, outros porque não se adequaram ao novo perfil. Apesar de ser uma emissora muito séria, mudou um pouco o perfil. A gente não tem quase nada de esportes olímpicos. A gente fazia muito. Tinha programa de tênis, programa de basquete, programa de vôlei, natação", opinou Cícero.

Cícero sente falta desse pedaço da cobertura, em especial pelo acesso facilitado a atletas de outras modalidades, e critica a monocultura do futebol.

"Você quer conversar com o Neymar, quer conversar com qualquer jogador nunca tem tempo, acha que já dá muita coletiva e não precisa mais dar entrevista exclusiva. Então eu sinto falta da cobertura de esportes olímpicos, de programas em que as matérias eram mais trabalhadas. Hoje, é tudo imediatismo. O que você faz hoje, tem que entrar na hora. É só futebol. O que impera são os links ao vivo. O que o cara em casa quer ver? Entrevista ao vivo na chegada do ônibus do time no estádio, a zona mista depois do jogo, a coletiva do técnico, as informações sobre contratações, treinos. É tudo imediatismo. Ninguém mais quer ver muito aquelas matérias trabalhadas, que você viajou para outro estado para fazer", disse.

Fuga das redes sociais

Aos 63 anos de idade, Cícero Mello provou que pôde se adaptar às novidades do jornalismo esportivo e sua longevidade na TV é prova dessa versatilidade. Apesar disso, o repórter não consegue tomar gosto pelas redes sociais. Nesse quesito, o gaúcho é tradicional: prefere se manter desligado do mundo virtual.

"As redes sociais tomam muito tempo das pessoas. Vejo minha filha, tem 21 anos e não faz outra coisa na vida. Ela é atriz, mas vive no celular. Minha esposa fica no celular o dia inteiro, nas redes sociais. Eu prefiro o seguinte: acabou meu trabalho, quero fazer as coisas que gosto, como o teatro. Não tem ninguém que vá mais ao teatro do que eu no Rio de Janeiro. Eu vou duas, três vezes por semana. Vou sair daqui da entrevista agora, vou ver se dá tempo ainda de ir a uma peça, às 20h", disse Cícero, que conseguiu chegar a tempo de acompanhar o espetáculo depois do papo com o UOL Esporte.

O repórter vive com o básico da tecnologia, apenas por questões de necessidade, mas faz questão que os aplicativos não tomem tanto tempo: e-mail e WhatsApp.

"Eu procuro ir muito a teatro, cinema, show, ler muito. Eu tenho 14, 15 livros sempre na espera. Sempre estou com livro na mesinha de cabeceira ou na sala fica do lado da televisão", falou.

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