"Não jogaria na Academia"

César Maluco: maior artilheiro da era profissional do Palmeiras analisa o elenco atual alviverde

Roberto Salim Colaboração para o UOL, em São Paulo Eduardo Knapp/Folhapress

Ao Palmeiras não faltam referências ofensivas. As lembradas com maior saudosismo certamente são as duas Academias de Futebol. A primeira, dos anos 60, que foi tricampeã brasileira e bicampeã paulista. A segunda, dos anos 70, ganhou o tricampeonato paulista. Ponto comum entre as duas: o centroavante César Maluco. Ponto pacífico para o ex-camisa 9: nenhum jogador do time atual seria titular daquelas equipes.

"O Palmeiras hoje tem bons jogadores até, mas que me desculpem, nenhum teria lugar nas academias do Palmeiras. Repito: vou pedir desculpas à garotada, mas nenhum deles jogaria na nossa época no ataque do Palmeiras, nas décadas de 60 e 70".

Nesta reportagem, César Lemos explica como virou Maluco, analisa o Palmeiras atual e conta como foi fazer parte das duas gerações mais icônicas da história palmeirense. Com a camisa verde, ele anotou 180 gols oficialmente —embora seus números particulares apontem 191 —e é o maior artilheiro da era profissional (como ele mesmo gosta de dizer) do clube. O recordista é dos tempos de Palestra Itália, ainda no amadorismo: Heitor Marcelino fez 317 gols, anotados de 1916 a 1931.

Eduardo Knapp/Folhapress

No meu tempo, cada time tinha no mínimo cinco craques. Você jogava até com distensão para não perder o lugar no time. Mas hoje... por isso não vou enfeitar o pavão de uma turma que não tem muita graça, nem brilho

César Maluco, atacante de uma época de Pelé, Garrincha, Tostão, Gérson, Rivelino, Zito, Roberto Dias, Ademir da Guia, Toninho Guerreiro...

Cesar Greco

Scarpa e Luiz Adriano se salvam

No Palmeiras, César era o ponto focal de um ataque que tinha jogadores brilhantes como Tupãzinho, Servílio, Ademir da Guia, Hector Silva, Madruga, Leivinha, Gildo, Dorval, Gallardo, Edu Bala e Nei. Qualquer um deles tinha qualidade o suficiente para facilitar sua chegada ao fundo das redes.

"Eles eram meus garçons. Principalmente o Ademir da Guia, meu amigo de 55 anos. Lembro que, quando cheguei, o Zequinha e o Servílio falaram: 'entra em diagonal que a bola vai chegar para você'. E chegava mesmo. Eu dava um 'migué', disfarçava ali pelo meio de campo e, quando a bola caía nos pés dessa gente, eu já disparava", lembra César.

Hoje, a qualidade não é tão grande. Para ele, um se salva: "O Scarpa tem vaga na minha equipe titular de hoje. É o tipo de jogador que é bom para os demais atacantes, porque dá velocidade à equipe e finaliza para o gol".

E como o Palmeiras não tem mais César, o escolhido para a posição seria Luiz Adriano: "Sobe bem, cabeceia bem de olhos abertos e é merecedor de ser titular. Enquanto faz gol, tudo bem. Mas quando não faz, a turma fala pra caramba", analisa o ex-atacante, que volta a usar sua própria história para explicar a corneta.

"Misturam questão particular. Falam de namoro. E eu sei o que é isso, porque, quando namorava a minha futura mulher, o pai dela me chamava de vagabundo", conta. "A sociedade da minha época falava que Jogador de futebol era vagabundo. Hoje, jogador é artista, né?"

Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Wesley e Verón precisam de um Almir Pernambuquinho

Ele também usa o próprio exemplo para elogiar os garotos do Verdão. Enquanto Vanderlei Luxemburgo era o treinador, transformou em titulares os pratas da casa Gabriel Menino e Patrick de Paula e colocou na rotação o também volante Danilo e os atacantes Wesley e Gabriel Verón (na foto acima, Menino, Patrick, Verón, o lateral esquerdo Lucas Esteves, Wesley e o meia Alanzinho).

"O Wesley saiu da base. Então, o pessoal tem que ter calma com ele. É um jogador que precisa ter mais tranquilidade dentro da área. E é aí que eu acho que é necessária a orientação de quem já esteve lá, na mesma situação. Veja o Verón: é outro que ainda é muito afoito. É normal isso, mas é preciso um cara para chegar junto, como eu tive no Flamengo e depois no Palmeiras. No Flamengo, eu estreei com 16 anos no Maracanã".

O responsável por essa aclimatação de César no Flamengo, clube que o revelou, foi um dos mais polêmicos jogadores da história do futebol brasileiro, o também atacante Almir Pernambuquinho. Nos anos 60, César anda era um jovem meio-campista fazendo seus primeiros jogos pelo profissional quando Pernambuquinho o acolheu.

"Eu era um menino e foi o Almir Pernambuquinho quem fez o meu primeiro contrato de gaveta. Ele falou com meu pai, que trabalhava em Niterói e não podia ir até a Gávea, e me orientou quanto ao salário e tudo. Foi meu professor. Foi um paizão".

Para quem não conhece o Pernambuquinho, o UOL publicou uma reportagem sobre ele em abril — Sem limites: Almir Pernambuquinho foi chamado de 'Pelé Branco' e substituiu o Rei, mas morreu assassinado aos 35 anos.

Folhapress Folhapress

Noitadas, brigas e um Aero-Willys sem habilitação

Almir não era o mentor do atacante apenas para assuntos da grande área. Era, também, o companheiro do menino César nas noites cariocas. E a bordo de um Aero Willys 63 que o jovenzinho dirigia sem habilitação pelas ruas do Rio de Janeiro.

"A gente saía com as namoradas e ia terminar a noite em um hotelzinho na Barra. Às vezes, eu o pegava na saída dos jogos no Maracanã. Um dia, teve a briga do Almir contra meio time do Bangu. Quando eu cheguei no vestiário ele estava tirando as meias e eu falei: 'Que merda'. E ele me respondeu: 'Nem fala. Foi mal'. E me mandou sair com o carro ali do setor 4 e encontrá-lo no Garden, no Jardim de Alá, porque ali no Maracanã a coisa ainda poderia esquentar".

Como não poderia deixar de ser, foi esse amigo que, um dia, em uma excursão pela América do Sul, começou a transformar César Lemos no César Maluco. "Estávamos jogando em Guayaquil. Eu entrei em campo como titular na meia-esquerda porque o Silva estava com a seleção brasileira na Copa do Mundo da Inglaterra. Era 1966. Aí, no meio do jogo, o Almir falou pra mim: 'vai jogar lá dentro da área, deixa que eu fico armando aqui'. Eu não queria ir. O zagueiro do Equador batia muito. Vou confessar: eu era meio medroso, não era de dividir, de entrar para rachar".

Acontece que Almir Pernambuquinho falou forte com o menino. E o menino, mesmo reclamando, foi jogar mais à frente e levou os esperados pontapés. "Foi quando o Almir entrou em ação: deu uma porrada no beque equatoriano e o tempo fechou. Eu era moleque, deixei a briga para trás e corri para o vestiário".

César fugiu da briga, mas ali, no Equador, surgia o centroavante que se tornaria Maluco anos depois. "No Flamengo, o Almir me deixou valente. Puxava minha orelha e dizia: se alguém te machucar, eu vou lá. E ia mesmo".

Ale Cabral/AGIF

O Maluco é fã de William. E Borja

Do elenco atual, o mais próximo dos 180 (ou 191) gols de César é Willian. Mas, com 51 gols com a camisa verde, ele não está tão próximo assim... César, ainda assim, gosta do coringa do ataque do Verdão. "Este sim é um goleador. Mas só entra no segundo tempo. Acho que tinha que ser aproveitado o tempo todo. E a equipe ser uma só, não mudar a todo momento. O Rony é muito veloz, mas precisa de tempo para mostrar seu futebol".

E, fiquem admirados, César gostava, sim, de um camisa 9 que foi mandado embora do Palmeiras recentemente após marcar 36 gols pelo time. "O Borja foi prejudicado no Palmeiras. Sabe jogar, sabe cabecear e veio como ídolo de um país que tem bom futebol. Agora, ele não pode fazer gols se a bola não chega nele", defende César.

"Teve um dia que falei para ele: 'você vai ser uma das maiores alegrias do Palmeiras'. Ele estava cabisbaixo e só respondeu que sim. Creio que não me conhecia. Faltou o pessoal recebê-lo com mais carinho, mostrar a ele onde estava chegando", comenta o Maluco, que chegou também a acreditar que Deyverson poderia ser um camisa 9 de respeito: "A vida dele era o gol, podia ter se tornado um dos ídolos, acho que não deu certo de tão feliz que ficava e se perdia".

Fui artilheiro do campeonato paulista de 1971, com 18 gols. O Pelé ficou em segundo com 16. É mole? O time quase não perdia. E eu gostava mesmo de jogar contra o Santos e o Corinthians. Sempre metia gols. Brincava e pedia o bicho antecipado

César Maluco

Folhapress

"Se está dentro da área, está perto do gol"

Os conselhos de César Maluco para os atacantes do Palmeiras

  • Treine como um maluco.

"E eu treinava. Treinava. Não podia errar um passe. Eu não me conformava em errar. E também não me conformava em chutar para fora do gol. Eu ficava às vezes treinando sozinho, sem goleiro mesmo, e só não podia mandar a bola para fora. Era o César corrigindo o César".

  • Não deixe a bola sair da área.

"Outra coisa que aprendi com meus amigos mais experientes: não deixar a bola sair da área. Se a bola está dentro da área, está mais perto do gol. Não recue, nem tire de lá. É um mandamento: se você é atacante, não deixe a bola sair da área. Bata para o gol, porque ou o goleiro pega ou ela entra".

  • Pule em cima do goleiro no cruzamento.

Essa veio de Hector Silva, um uruguaio que veio para o Palmeiras na época de César: "Um dia, ele disse 'lá no Uruguai, quando temos um jogo em casa difícil e está acabando, cruzamos a pelota na área do adversário e dois jogadores sobem com o goleiro. Em cima dele mesmo. Sabe quando o árbitro vai dar falta dentro da minha casa? Nunca! Vai anular um gol aos 44 minutos? Nunca!"

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César chegou Leão ao Palmeiras, mas ficou Maluco

César chegou ao Palmeiras em 1967, vindo do Flamengo, ainda como meio-campista. "Eu já era meio abusado e discutia com o técnico Armando Renganeschi dizendo que eu é que deveria jogar no lugar do Silva. Eu não tinha noção: o Silva era o Pelé do Flamengo. Mas a verdade é que, quando eu jogava no Rio, não era atacante, não. Fazia gols, mas não era o nove. Eu era o dez".

Quando o ex-futuro-10 do Flamengo chegou ao Parque Antártica, porém, seu novo técnico, Aymoré Moreira, tinha outra ideia: "Ele foi logo dizendo que eu ia jogar lá no ataque. Que a informação tinha sido passada por alguém que me conhecia lá do Rio".

O informante era o velho mestre Zezé Moreira, irmão de Aymoré e técnico do Vasco, que já tinha enfrentado César no Flamengo. "Foi ele que disse para o Aymoré que poderia pedir o menino César em troca de Ademar Pantera".

César chegou César Lemos. Virou César Leão no time de Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia, Gildo. "O Djalma Santos e o Servílio achavam que eu tinha o jeito do Vavá, o estilo do Vavá. E então me chamavam de Leão. Era o Cesar Leão, até que o Geraldo José de Almeida, em uma transmissão, me chamou um dia de César Maluco, porque eu comemorava os meus gols subindo no alambrado, vibrando com a torcida."

Era um amistoso no Peru, contra o Sporting Crystal, e o seu Aymoré me chamou: 'Entra lá na frente no lugar do Tupã'. Eu tentei argumentar que não era centroavante, mas ele falou: 'Menino, vai lá e fica à vontade, faz o que você sabe, não se preocupe. Meu irmão, o Zezé, já conversou comigo e me falou quem você é'. Com as palavras dele eu me tranquilizei e fui. Na base do Flamengo, eu fazia muito gol, mas era camisa 10. Ali em Lima, virei camisa 9

César Maluco, sobre como virou centroavante

Arquivo/Estadão Arquivo/Estadão

"Você não precisa quebrar a trave em todo gol"

A idolatria no Palmeiras, no entanto, ainda dependia de um último ensinamento. E quem deu a lição foi Servílio, o filho do Bailarino, jogador que foi cortado da Copa de 1966 quando tudo indicava que ele seria um dos titulares ao lado do Rei Pelé:

"No começo, eu perdia chances de gol e ficava desesperado. Um dia, voltando de uma partida contra o Bahia pelo Robertão, fui sentar lá no fundo do ônibus. O Servílio estava na frente, levantou e veio falar comigo: 'O que está acontecendo?' Eu respondi que estava aborrecido, que tínhamos perdido por 1 a 0 porque eu desperdicei várias chances. E então ele falou: 'Derrota faz parte do jogo. Mas, na hora de finalizar, dose o teu chute. Você não precisa botar tanta força na hora de concluir. Você não precisa furar a rede ou quebrar a trave. Bate na bola: pá, pá, pá...'

Parece que eu escuto até hoje ele falando comigo como bater na bola. Aquilo mudou minha vida dentro da área. É isso que eu digo: precisa de um cara com conhecimento para ensinar a garotada. Os truques, os segredos.

No Palmeiras, hoje, falta exatamente isso: incentivo, orientação e carinho dos mais velhos. Por que o Santos revela tantos atacantes? Porque tem velhos craques orientando a juventude. Gente que sabe o que está falando como o Lima, o Chulapa, o Mané Maria. No Palmeiras, precisaria de alguém para falar com o Gabriel Verón, com o Wesley, com os meninos que estão subindo."

Jogar futebol é um dom, mas é preciso lapidar o talento. Por que o Telê Santana foi o que foi? Porque ele continuava lapidando até os profissionais. E eu vi o Telê jogar e foi um baita jogador. Acontece que hoje tem muito professor de Educação Física que nunca jogou bola no comando...

César Maluco

Eduardo Knapp/Folhapress

"Eu sempre fui da bebida e da noite, mas dia de treino era sagrado"

As Academias do Palmeiras eram times que jogavam bonito. Mas nem por isso eram um time de anjinhos. "Eu sempre fui da bebida e da noite, mas dia de treino era sagrado. Só nos treinos recreativos de segunda-feira é que eu via a turma dos mais velhos vomitando no campo. Era até engraçado", lembra.

Os títulos, contudo, não se importavam com esse comportamento. No Palmeiras, César conquistou cinco títulos brasileiros (a Taça Brasil de 1967, o Robertão de 1967 e 1969 e o Brasileirão de 1972 e 1973).

"O time era tão admirado que, antes do jogo, o zagueiro adversário vinha pedir para trocar a camisa no final da partida. E muitas vezes esse mesmo zagueiro chegava dando porrada. E eu dizia: 'Ô meu, você quer a camisa e vai me quebrar?' Então ele se desculpava. Até o Pelé falava antes do jogo que tinha pedido minha contratação para a diretoria santista. E eu respondia que depois do jogo a gente conversava".

Arquivo/Folha Imagem

A decepção na Copa de 1974

O time era tão bom que o Palmeiras cedeu seis jogadores para a seleção brasileira que foi para a Copa do Mundo da Alemanha, em 1974. É claro que César tinha planos de fazer um Mundial histórico. Se tivesse ouvido os conselhos do técnico Oswaldo Brandão à época, entretanto, nem teria se apresentado ao técnico Zagallo.

"O Brandão falou: 'Não vai porque você e o Ademir da Guia não vão jogar. O Zagallo não vai escalar vocês'. E não me escalou mesmo. Ele tinha o Valdomiro na ponta direita e pôs o Jairzinho no meio. E eu não joguei. Foi uma decepção", lembra o artilheiro.

Na época, o ataque do Palmeiras tinha Edu, Leivinha, César, Ademir da Guia e Nei. O Maluco estava no auge, mas a seleção foi uma tristeza em sua carreira: em 11 jogos fez apenas um gol.

Reprodução/Reprodução

A saída do Palmeiras: "Eu fazia caratê, mas só quebrei a porta"

O mesmo Oswaldo Brandão (na foto acima) que o avisou sobre a Copa seria a causa de sua saída do clube. Um assunto que machuca até hoje. "Em 1969, ganhamos o Ramon de Carranza e eu fiz amizade com um cara que era fã do Palmeiras. Em 1974, ganhamos de novo e o mesmo amigo apareceu no hotel antes do torneio. Combinou que, ganhando ou perdendo a final, ele fazia questão de eu ir jantar em sua casa. Ganhamos o título e ele foi me buscar no hotel, mas a ordem era para ninguém sair", conta César.

"Eu saí e voltei antes da meia noite. No dia seguinte, iríamos viajar para um amistoso contra o Atlético de Madri. Na hora do treino, o Oswaldo Brandão reuniu o grupo junto com o diretor José Gimenez Lopes, o seu Ernani Matarazzo e falou: 'Teve jogador que saiu à noite'. E eu fui logo me adiantando e disse: 'Teve jogador não, fui eu que sai. Mas voltei cedo, você está falando merda e não vai gritar comigo'. Foi aí que a situação ficou descontrolada e o Brandão disse que com ele eu não jogaria mais no Palmeiras. No dia seguinte, eu joguei e fiz o gol da vitória sobre o Atlético".

O que parecia um caso superado ganhou um novo ingrediente quando, no aeroporto de Madri, antes do embarque, o empresário Elias Zaccour disse a César que havia um diretor do Real Madrid querendo contratá-lo.

Folhapress

"Eu estava com 29 para 30 anos e não queria saber de deixar o Brasil. Comentei com os outros jogadores que não aceitaria. E fiquei aliviado quando os dirigentes não aceitaram a proposta de 320 mil dólares e disseram que eu era inegociável.".

Na volta ao Brasil tudo mudou. César se preparava para treinar quando foi chamado à secretaria do Palmeiras para uma conversa com o vice-presidente Nelson Duque.

"Ele me disse que eu já tinha criado vários problemas e que o Palmeiras tinha um prêmio para mim: venderam meu passe para o Corinthians. E eu gritei que não iria. Ele disse que com a camisa do Palmeiras eu não jogaria mais. A vontade que me deu foi sair dando porrada em todo mundo. Na época, eu já fazia caratê. Mas só arrebentei a porta".

Uma saída ao estilo do seu mestre, Almir Pernambuquinho.

Eduardo Knapp/Folhapress Eduardo Knapp/Folhapress

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