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19/08/2007 - 13h14

Terezinha vence 200 m, e Brasil fecha Parapan com dobradinha

Da Redação
Em São Paulo

Depois de Sirlene Guilhermino superar Ádria dos Santos nos 800 m, foi a vez da irmã da atleta, Terezinha Guilhermino, também vencer a favorita para conquistar a medalha de ouro nos 200 m feminino da categoria T11, para deficientes físicos.

No entanto, o índice de Terezinha, 25s16, não supera a melhor marca da prova, 24s99 obtidos nas Paraolimpíadas de Sydney-2000 por Ádria. Pela prata, Ádria fez 26s95.

A prova, que marcou o encerramento do torneio de atletismo e do Parapan, terminou com dobradinha brasileira, já que Ádria levou a medalha de prata. A comemoração, porém, deixou um pouco a desejar, já que as corredoras não se cumprimentaram após a vitória. Ádria cumprimentou seu guia e a medalhista de bronze, a venezuelana Irene Delgado, enquanto Terezinha fez a volta olímpica para comemorar a vitória, também acompanhada de seu guia.

Ádria, que é considerada a maior velocista da delegação, sofreu com uma contração na coxa esquerda na semana anterior ao início da competição, e desistiu de competir as provas de 100 m e 400 m. Mesmo sem dois ouros, a atleta comemorou seu desempenho no Parapan.

"É uma vitória de qualquer jeito. Prometi a minha filha que traria uma medalha, independente da cor", disse Ádria à Sportv. "Estou feliz pelo Brasil, que cada vez tem mais atletas. É importante que mais mulheres passem a competir, que vejam e tomem a iniciativa."

Só em Paraolímpiadas, Ádria acumula quatro medalhas de ouro, seis pratas e dois recordes mundiais, sendo um nos 100 m, com o tempo de 12s34, e outro nos 200 m, com o tempo de 24s99.

Nos 800 m da categoria T12-13, Sirlene superou Ádria dos Santos, que terminou em segundo lugar, em outra dobradinha no pódio para o país. A colombiana Claudia Arcos ficou com o bronze.

Na manhã deste domingo, Sirlene levou bronze no salto em distância feminino, prova em que o Brasil dominou o pódio na categoria T12-13. Joana Silva conquistou o ouro com 821 pontos. Com 801, Indayana Martins ficou com a prata.

Como as duas provas de Sirlene coincidiam no horário, a atleta não teve dúvidas; abandonou a prova do salto em distância após a segunda rodada, para dar tempo de correr os 800 m. Mesmo assim, com 3,98 m, Sirlene assegurou o bronze, já que a provaa foi disputada somente entre as três brasileiras.

Outro destaque do último dia do atletismo foi Shirlene Coelho, que levou o ouro e bateu o recorde mundial na final feminina do lançamento de dardo da categoria F35-38, com um arremesso de 27,59 m. A argentina Perla Muñoz, medalha de prata, estabeleceu a nova marca pan-americana, com 19,08 m. Outra brasileira, Rosenei Herrera levou o bronze com 14,35 m. Anteriormente, Shirlene já havia batido o recorde mundial em três competições nacionais, e agora confirmou a marca no torneio oficial do Rio de Janeiro.