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19/08/2007 - 12h27

Lucas Prado supera lesão, leva terceiro ouro e bate novo recorde

Da Redação
Em São Paulo

Lucas Prado conquistou neste domingo sua terceira medalha de ouro no torneio de atletismo dos Jogos Parapan-Americanos do Rio, disputado no Estádio olímpico João Havelange.

Com lesão por estresse nas duas pernas, Prado levou o ouro nos 400 m na categoria T11 (para deficientes visuais) depois de já ter vencido os 100 m e 200m da mesma categoria. Após a prova, exausto, o atleta caiu ao chão com muitas dores, e foi prontamente atendido pelos médicos do Parapan. Mas o esforço do brasileiro valeu: com 50s44, Prado bateu o recorde pan-americano da prova.

A disputa do brasileiro foi acirrada com o cubano Adrian Ardiles, que obteve 50s89. Outro brasileiro, Hilário Neto também subiu ao pódio nessa prova, com o terceiro melhor tempo, 54s49, e levou o bronze.

Nos 100 metros rasos da classe T11, Prado já havia superado o recorde mundial ao cravar 11s28, melhorando uma marca que já era dele, obtida nas semifinais.

Nascido em Cuiabá, Prado ficou cego aos 18 anos ao sofrer descolamento da retina. Antes de se tornar atleta, ele trabalhava em um banco em sua cidade natal.

Mais três
Na categoria T46, outro brasileiro também chegou à marca de três medalhas de ouro. Yohansson Ferreira venceu neste domingo a prova dos 400 m, com 49s59. O atleta já havia vencido as provas dos 100m e 200m na mesma categoria.

Além disso, o Brasil obteve dobradinha nessa prova, com Emicarlo Souza, que ficou com a prata ao alcançar 49s87. E com 50s55, o venezuelano Oscar Colmenares levou a medalha de bronze.

Na final feminina do lançamento de dardo da categoria F35-38, a brasileira Shirlene Coelho levou o ouro, e engrossou ainda mais o caldo de medalhas do país no atletismo. Neste domingo, Shirlene bateu o recorde mundial da prova, com um arremesso de 27,59 m. A argentina Perla Muñoz, medalha de prata, estabeleceu a nova marca pan-americana, com 19,08 m. Outra brasileira, Rosenei Herrera levou o bronze com 14,35 m.

Anteriormente, Shirlene já havia batido o recorde mundial em três competições nacionais, e agora confirmou a marca no torneio oficial do Rio de Janeiro.