UOL Esporte - Pan 2007
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Arquivo Pessoal

Nome completo:
Rachel Maria de Castro Silveira

Data e local de nascimento:
01/05/1965, em Santos (SP)

Peso/Altura:
70 kg / 1,68 m

Residência:
Santos (SP)

Categoria:
Pistola sport

Participações no Pan:
Winnipeg-1999 e Rio de Janeiro-2007

Campanha no Pan do Rio:
15º na pistola 25 m

Rachel Silveira

Rachel Silveira competiu muito bem acompanhada no Pan-Americano. Ela e o marido, Vladimir, conquistaram a vaga na seleção brasileira de tiro e estiveram juntos no Rio de Janeiro. A Oficial da Aeronáutica recebeu elogios do companheiro pela vaga: "Estou muito feliz pela minha vaga, mas principalmente, pela dela. Ela é quem sofre mais, tem que tomar conta dos filhos, da casa e ainda arrumar tempo para atirar."

No entanto, Vladimir obteve um resultado melhor do que a mulher. Enquanto ele chegou à final da pistola 50 m, ela foi apenas a 15ª colocada na pistola 25m.

A rotina de Rachel é dividida em três turnos: "Tenho o turno do quartel, o turno de mãe e o turno de atleta. São várias etapas da minha vida. Conciliar isso tudo é um pouco difícil, mas a gente vai se dividindo", explica.

A família, porém, acaba sofrendo. "Às vezes, algo fica meio de lado. Talvez eu não esteja me dedicando como deveria. Talvez, se tivesse mais tempo, meus resultados fossem melhores. Mas a gente brinca que o 'talvez' não atira. Temos que encarar as coisas como são. Deu pra treinar assim, então vamos. O Vladimir me ajuda, as crianças me ajudam e a gente vai indo", garante a supermãe de duas garotas, uma de 16 anos e outra de 14.

Outro detalhe inusitado da família é que foi Rachel quem começou a atirar primeiro. Em 1987, a Força Aérea Brasileira foi a primeira das Forças Armadas brasileiras a montar uma equipe de tiro feminina, para disputar competições militares. Rachel estava nessa primeira equipe e, em 1996, passou a representar o Brasil em competições internacionais.

Essa transição, porém, só aconteceu graças a um incentivo. "O professor Braga, que era técnico da seleção nacional, pedia para que as mulheres militares competissem também em nível nacional, porque não havia mulheres em número suficiente para os torneios. De tanto ele insistir, comecei a participar e gostei. Logo depois, comecei a viajar para defender a seleção", lembra.

Assim como o marido, Rachel esteve perto, mas não se classificou para o Pan de Santo Domingo, há quatro anos. "Em 2003, bateu na trave. Minha primeira experiência, em Winnipeg-1999, tinha sido tão boa que acho que fui ansiosa demais para as seletivas de 2003", diz a atiradora, que ficou em quinto lugar no Canadá e não conseguiu melhor seu desempenho no Rio de Janeiro.