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Ana Moser: Ficamos para trás no vôlei de praia mesmo, é uma constatação

Do UOL, em São Paulo

04/08/2021 14h05

Pela primeira vez desde a estreia da modalidade em Jogos Olímpicos, em Atlanta-1996, o Brasil não terá uma medalha no vôlei de praia na Olimpíada de Tóquio, com as eliminações antes das semifinais das quatro duplas do país, com Evandro e Bruno Schmidt eliminados nas oitavas de final e Alison e Álvaro Filho nas quartas de final do masculino, semelhante ao feminino, que teve Agatha e Duda fora nas oitavas, enquanto Ana Patricia e Rebecca ficaram nas quartas.

Em sua participação no UOL News Olimpíadas, Ana Moser endossa as declarações de Alisson, que apontou uma estagnação do Brasil na modalidade, enquanto outros países conseguiram se desenvolver. Ela afirma que é muito mais viável formar atletas na praia do que na quadra, o que facilita na evolução de outros países.

"O que a gente viu tanto no torneio feminino quanto no masculino foi muito o que o Alisson falou, outros países, países nórdicos, a dupla mais forte no masculino é da Noruega, o Alisson perdeu para a dupla da Letônia, então o vôlei de praia começou com uma tradição Estados Unidos, Brasil e Austrália, os três países, só que é um esporte que é fácil de você construir atleta, é mais fácil do que construir um time de vôlei, que são 12. Agora, você construir uma dupla, é mais fácil, é menos custo", diz Ana Moser.

"Enfim, e o pessoal está aprendendo, e a gente está ficando para trás mesmo. Então as meninas, todo mundo sofrendo muito com o calor de Tóquio, pessoal jogando com o sol a pino, todo mundo sofrendo muito, mas nós sofrendo mais do que os outros. Ficamos atrás mesmo, não é nem decepção, é uma constatação", completa.

Em relação às brincadeiras sobre o fato de países que não têm praia conseguirem se sair melhor que o Brasil nesta edição olímpica, a ex-jogadora cita que não é complicada a realização do esporte com a montagens de quadras de areia em diferentes ambientes e o esporte tem se popularizado.

"É uma popularização mesmo do esporte, na Europa muito forte, na Ásia também muito forte, e é aquele negócio, para você construir uma geração de vôlei de quadra é muito mais difícil, na praia é mais fácil", conclui.