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14/08/2004 - 07h27
Apatia decreta a eliminação brasileira na categoria ligeiro

Da Redação
Em São Paulo

Somados os tempos que Alexandre Lee e Daniela Polzin permaneceram no tatame de Atenas, a categoria ligeiro do Brasil limitou sua participação olímpica em pouco mais de seis minutos.

Divulgação/COB 
O ligeiro (até 60 kg) Alexandre Lee, que foi derrotado por falta de combatividade
O paulista, que foi beneficiado no sorteio e entrou direto na segunda rodada, caiu diante do armênio Armen Nazaryan logo na estréia. E ficou sem chance de disputar a repescagem porque seu algoz foi eliminado na seqüência pelo iraniano Masoud Haji Akhondzade.

A participação da carioca foi mais rápida ainda. Em 1min24s, levou um ippon (golpe considerado perfeito, que decreta o nocaute) da chinesa Feng Gao.

Se judoca asiática fosse às semifinais, Daniela ganharia uma oportunidade de disputar o pódio pela repescagem, mas a então favorita ao ouro foi eliminada nas quartas-de-final pela francesa Frederique Jossinet.

"É muito frustrante trabalhar duro por tanto tempo e deixar as coisas acabarem assim, em um vacilo de segundos", disse Daniela, de 25 anos.

Estreantes em Olimpíadas, Lee e Daniela mostraram-se nervosos e pouca resistência ofereceram aos adversários. "Nossa piscóloga trabalhou bem esse lado, mas a Olimpíada pesou muito mais do que outros torneios internacionais", afirmou Ney Wilson, chefe da delegação brasileira.

"O Lee estava muito apático. Não é característica dele perder por falta de combatividade", comentou o dirigente, referindo-se às duas punições que o judoca recebeu e, convertidas em wazari, decretou o resultado (ambos obtiveram também um koká cada um).

"Se ele lutasse como nas seletivas, teria ganho ao menos uma luta. Já a Daniela acho que sentiu mais ainda a pressão."

Apesar das duas fáceis eliminações, Wilson ainda mantém suas esperanças de três pódios. "Esta é uma competição como o Mundial -uns pegam chaves muito difíceis e outros pegam chaves menos difíceis. E voltamos de lá com três bronzes."

Além do médio Carlos Honorato, ele faz expectativa sobre a meio-pesado Edinanci Silva. Ambos lutam no dia 18 e 19, respectivamente.

Neste domingo, é a vez dos meio-leves Henrique Guimarães e Fabiane Fukuda. "A Fabiane caiu numa chave melhor. Acho que não vai ter dificuldades para vencer as duas primeiras lutas. Já o Henrique vai enfrentar um favorito, o sul-coreano Gui Man Bang, mas é experiente o suficiente para superar qualquer rival."

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