PUBLICIDADE
Topo

Rival de Maria Suelen, cubana revela preocupação com saúde mental

Idalys Ortiz foi bronze em Pequim 2008, ouro em Londres 2012 (foto) e prata no Rio 2016 - Quinn Rooney/Getty Images
Idalys Ortiz foi bronze em Pequim 2008, ouro em Londres 2012 (foto) e prata no Rio 2016 Imagem: Quinn Rooney/Getty Images

28/07/2021 22h01

Havana, 28 jul (EFE).- A judoca cubana Idalys Ortiz, dona de três medalhas olímpicas, uma delas a prata conquistada no Rio de Janeiro, em 2016, foi mais uma a levantar o debate sobre saúde mental entre atletas, enquanto disputa a edição de Tóquio dos Jogos.

"O ser humano não é uma máquina", disse a competidora da categoria com mais de 78 quilos para mulheres.

Aos 31 anos, 23 deles no tatame, uma dar judocas de maior destaque da atualidade, levantou o tema um dia após a americana Simone Biles desistir da final por equipes da ginástica artística e no dia em que ela a abriu mão da individual geral, alegando querer cuidar da saúde mental.

Ortiz, em entrevista exclusiva à Agência Efe, garantiu que chegou à capital japonesa com muita confiança de obter bons resultados, como o ouro alcançado em Londres, em 2012, e o bronze que conquistou em Pequim, em 2008.

"Realmente, acredito que estou trabalhando bem e espero que tudo saía da melhor maneira possível", garantiu a judoca cubana, em entrevista à Agência Efe.

Ortiz pisará no tatame nesta sexta-feira no mítico Nippon Budokan, sede do judô nos Jogos de Tóquio, ostentando a condição de número 1 do ranking mundial na categoria para atletas com mais de 78 kg, embora tenha sido quinta colocada no último Campeonato Mundial, realizado em junho, em Budapeste, na Hungria.

Na trajetória olímpica, Ortiz poderá voltar a encontrar a brasileira Maria Suelen Altheman, que a derrotou em combate pela medalha de bronze na competição realizada na capital húngara. Uma nova luta entre as duas poderá acontecer nas semifinais.

A cubana, que entrará diretamente na segunda rodada, pegará na estreia a vencedora do duelo entre a brasileira naturalizada portuguesa Rochele Nunes e a porto-riquenha Melissa Mojica.

"Temos um grande acúmulo de competições, e graças a Deus estou muito bem colocada no ranking mundial, na liderança", disse Ortiz, destacando que a posição a permite lutar "pular" um dos compromissos nos Jogos de Tóquio.

Rotina 'complicada'

Ortiz disse à Efe que tem um dia a dia "bastante complicada", porque além de ser atleta, garante ter responsabilidade com a família e com as atividades domésticas em que contam com seu apoio.

A cubana explicou que costuma utilizar as quartas-feiras como dia de descanso, para "seguir mantendo a estabilidade e administrando bem os treinos".

Além disso, Ortiz explicou que o trabalho preparatório é sua prioridade, embora sempre busque espaço para ler e escutar "música romântica", revelando as preferências nos momentos de lazer.