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Zé Roberto ressalta 'casca grossa' em seleção: 'A gente vai brigar'

José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei  - Wander Roberto/COB
José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei Imagem: Wander Roberto/COB

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/08/2021 12h46

Após a vitória do Brasil sobre a Rússia por 3 sets a 1 no torneio feminino de vôlei das Olimpíadas de Tóquio, José Roberto Guimarães, treinador da seleção brasileira, afirmou que o time tem desenvolvido uma "casca grossa" e que sempre vai brigar por todos os pontos e demonstrou isso na partida de hoje.

"Tem tantas atenuantes, porque, além do trabalho psicológico que é feito, existe o DNA que foi adquirido do masculino, o que nós fizemos para trás no feminino, as derrotas sofridas que nós tivemos, as situações difíceis que atravessamos e isso vai te dando uma casca grossa, uma situação de mostrar que nesses tempos de crise se joga o grupo, se todo mundo se ajuda e não deixa fraquejar na cabeça, a gente tem condições de brigar contra todas as equipes do mundo", disse em entrevista ao SporTV.

"Eu falei pra elas antes que não somos o melhor time do mundo, mas temos essa garra, essa força, então quando o time tem essa atitude pode perder, mas a gente vai brigar. Quando perdemos o primeiro set, você não via as garotas achando que iam perder. Buscamos ponto a ponto, e depois disso todos os sets foram assim", continuou.

"Dor na alma"

O técnico ainda disse que cada ponto sofrido contra as russas "doía na alma", uma vez que poderia se tornar uma chance de as adversárias crescerem no jogo. José Roberto Guimarães ainda destacou o bom funcionamento do bloqueio brasileiro e as entradas de Macris e Rosamaria como pontos importantes para a vitória brasileira.

"Quando a gente tomava um ponto me doía na alma, essa é característica desse jogo. O time da Rússia melhorou da Liga das Nações para cá, ganhou força, e ganhou de adversários importantes, como dos EUA por 3 a 0 - fizeram uma partida excepcional. A gente esperava um time bem posicionado, melhor de ataque, melhor de passe, um bloqueio funcionando. Felizmente fizemos mais bloqueios do que elas, fizemos 16 e elas fizeram 10. Eu acho que esse é o destaque", disse.

"Qualquer erro é mortal contra esse time. O importante foi perder o primeiro set e depois reagir. Esse era o nosso pensamento, diminuir o erro e ajustar o bloqueio defesa e contra-atacar rápido, a entrada da Macris e da Rosamaria também ajudaram e mudaram a distribuição. A gente começou a defender um pouco mais. Esse jogo é pegado sempre e graças a deus deu Brasil de novo", acrescentou.

Recuperação de Macris

O treinador admitiu que havia um receio em colocar Macris no jogo após ela se lesionar na primeira fase da competição. Zé Roberto comemorou o bom jogo da levantadora, que entrou no segundo set.

"As jogadoras adquiriram uma força mental grande e acho que algumas se preparam muito, como é o caso da Macris. Achei uma pena ela se machucar. Eu falei pra ela: 'não sei o que vai ser essa Olimpíadas, mas você se preparou muito para esse momento, esse momento você merece muita coisa, porque você se dedicou fisicamente na alimentação, comportamento, atitude, esse momento é muito especial pra você'. E logo depois ela sofre a lesão no pé. Estava com muito receio, mas ela voltou bem e nos deu outro alento, poder contar com outra jogadora do banco", finalizou.