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Ana Marcela Cunha conquista medalha que faltava para consagrar a carreira

Adriano Wilkson

Do UOL, em Tóquio

03/08/2021 21h01

A nadadora Ana Marcela Cunha conquistou nesta terça-feira (3) a medalha de ouro nos 10 km da maratona aquática feminina. O título, primeiro pódio olímpico da baiana, é a consagração de uma carreira promissora.

Ana Marcela estreou muito cedo em Jogos Olímpicos. Em 2008, em Pequim, a nadadora de apenas 16 anos terminou o torneio em quinto lugar. À época, ela assumiu ter errado na estratégia ao fim da prova, mas a quinta colocação foi promissora para uma atleta tão jovem.

Entretanto, o sucesso não se concretizou em Londres-2012. Ana Marcela sequer se classificou para as Olimpíadas, e a frustração do desempenho fez com que ela adotasse uma postura mais profissional em relação ao esporte. Quatro anos de trabalho extensivo fizeram com que a atleta chegasse à Rio-2016 como favorita —ela havia conquistado três vezes o campeonato mundial.

O favoritismo, porém, não se confirmou. Ana Marcela terminou os Jogos em décimo lugar, e em prantos, uma vez que sabia o quão preparada estava para medalhar na modalidade. No Rio, a brasileira Poliana Okimoto subiu ao pódio ao conquistar um bronze inédito para o país.

Quando a pandemia de coronavírus atingiu o Brasil, em meados de 2020, a baiana passou a treinar em casa com um equipamento ergonômico que simula movimento e esforço feitos na piscina. Foram seis meses longe da água, até que a atleta pudesse retomar os treinos de maneira intensiva: dez vezes por semana, além das sessões de fisioterapia.

A medalha que a nadadora carrega no peito, hoje, é a consagração de uma carreira sólida, de muita cobrança e determinação. É, na verdade, a medalha que faltava para tirar um peso gigante das costas da brasileira. Com isso, o Brasil chega duas vezes seguidas ao pódio da modalidade.