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Evandro e Bruno Schmidt perdem para dupla letã e estão fora das Olimpíadas

Bruno Schmidt, da dupla com Evandro, tenta o ataque contra o bloqueio de Tocs, da dupla com Plavins - Pilar Olivares/Reuters
Bruno Schmidt, da dupla com Evandro, tenta o ataque contra o bloqueio de Tocs, da dupla com Plavins Imagem: Pilar Olivares/Reuters

Beatriz Cesarini

Do UOL, em Tóquio

02/08/2021 01h55

Evandro e Bruno Schmidt pararam nas oitavas de final do vôlei de praia das Olimpíadas de Tóquio. Na madrugada desta segunda-feira (2), do Brasil, a dupla perdeu por 2 sets a 0 para Plavins e Tocs, da Letônia, com parciais de 21/19 e 21/18. O jogo foi de muitos erros de saques brasileiros e de ataque muito eficiente do outro lado.

O Brasil agora espera a dupla Alison e Álvaro Filho para manter o país vivo no torneio masculino. Eles enfrentam Gaxiola e Rubio, às 9h, desta segunda-feira.

Em atuação inspirada de Plavins, os brasileiros sofreram muito com o ataque letão. Ao mesmo tempo, as viradas de bola do Brasil não encaixaram como de costume, e a falta de sorte também pesou para o lado de Bruno e Evandro, que buscaram reagir, mas não conseguiram aproveitar os bons momentos.

Após um começo equilibrado, os letões aproveitaram os erros do Brasil e saíram na frente. Mas Evandro e Bruno não deixaram os adversários abrirem no placar, reagindo bem com ataques e bloqueios, sempre na cola da Letônia. Perto da reta final, no entanto, Pavins e Tocs conseguiram virar mais bolas, chegaram ao set point e ainda viram uma tentativa de reação brasileira, mas fecharam a parcial.

Na volta, o Brasil parecia que ia começar melhor a segunda parcial, mas logo a dupla letã virou e foi comandando o jogo. Quando os brasileiros pontuavam, ainda sofriam com os erros de saque, quebrando as sequências boas. Plavins e Tocs também contavam com a sorte para ampliar a vantagem. O fim do jogo foi parecido com os últimos pontos da primeira parcial, com Bruno e Evandro ensaiando reagir, mas não foi o bastante.

Após a derrota, Evandro e Bruno admitiram a superioridade da equipe adversária durante toda a partida.

"Eles foram muito superiores do primeiro set ao final do jogo. A gente o tempo todo buscando o jogo atrás, então, apesar de histórico, pra lá ou pra cá, essa dupla não ter tido muito desempenho no Circuito Mundial, eles hoje foram superiores do inicio ao fim", definiu Bruno após a partida.

Para a dupla brasileira, ficou "muito difícil" vencer o jogo após ficar tanto tempo atrás no placar. Durante as duas parciais, a dupla da Letônia esteve à frente.

"A gente o tempo todo perdia tempo com excesso de cobrança, com desespero, querendo resolver no saque, às vezes buscando muita tranquilidade, para jogar o jogo atrás, às vezes aparentando ser passivo também. Então foi muito complicado", acrescentou.

Bruno valoriza participação

Apesar da eliminação, a participação da dupla brasileira com Evandro e Bruno Schmidt juntos foi valorizada pelos dois. Em fevereiro, após contrair covid-19, Bruno ficou dias internados na UTI e batalhou para se recuperar a tempo dos Jogos Olímpicos.

"Acho que a gente merecia isso pelo que a gente passou, e muito mais pelo momento da covid, e nosso time foi extremamente afetado. Se você fosse perguntar quatro, cinco meses atrás, eu tava saindo do hospital. Não sabia nem se estaria aqui, se ia conseguir me recuperar a tempo, se iam me substituir, se eu ia perder uma participação dessa", disse Bruno.

O brasileiro, que foi medalha de ouro na Rio-2016, superou as adversidades e conseguiu a participação nos Jogos. Aos 34 anos, questionado sobre uma possível aposentadoria, o brasileiro respondeu que vai parar quando perceber que não está mais conseguindo desempenhar bem dentro da quadra.

"O Bruno é um Bruno que vai se cuidar depois do ano que passei, mais difícil a minha vida. Estou feliz de estar vivo. Muita gente foi perdida nesse momento de covid, eu quase fui um deles. E mesmo com isso tudo, eu tive o privilégio de, com um excelente parceiro, estar jogando uma Olimpíada", concluiu.