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Brasil perde para a França e é eliminado do handebol feminino em Tóquio

Ale Nascimento, da seleção brasileira de handebol, no jogo contra a França nas Olimpíadas de Tóquio-2020 - Gaspar Nobrega/COB
Ale Nascimento, da seleção brasileira de handebol, no jogo contra a França nas Olimpíadas de Tóquio-2020 Imagem: Gaspar Nobrega/COB

Felipe Pereira

Do UOL, em Tóquio

02/08/2021 00h29

O Brasil está fora das Olimpíadas de Tóquio-2020 no handebol feminino. As brasileiras acabaram derrotadas pela França, por 29 a 22 na noite deste domingo (1º). Em jogo dominado pelas francesas, a seleção ensaiou reações, mas não conseguiu buscar o placar. A derrota por 29 a 22 elimina a seleção e impõe ao Brasil seu pior resultado em Olimpíadas desde Pequim-2008.

O time brasileiro entrou em quadra precisando de, no mínimo, uma igualdade para avançar na quarta colocação do grupo. Mas a França também jogava pela sobrevivência, sem margem de erro, precisando vencer para seguir em Tóquio. Mais eficiente, a seleção europeia teve uma defesa sólida e um ataque que funcionou bem mais que o do Brasil.

Com três derrotas, um empate e uma vitória, as brasileiras dão adeus às Olimpíadas e se juntaram ao time masculino, que também ficou pelo caminho na fase de grupos.

Primeiro tempo

O jogo começou com as duas equipes nervosas, desperdiçando muitos ataques com erros e parando em boas defesas das duas goleiras. Os erros se seguiram até a metade do primeiro tempo. A partir daí, as francesas cresceram no jogo. Com muito volume de jogo na defesa, e um ataque criativo, as europeias abriram 14 a 8, faltando seis minutos para o fim da etapa inicial.

A passividade da defesa brasileira ficou clara quando a goleira Babi gritou, desesperadamente, para que suas companheiras apertassem a marcação sobre o ataque adversário. Com uma eficiência ofensiva de 71%, as francesas foram para o vestiário com uma confortável vantagem de seis gols: 17 a 11.

Segundo tempo

Com outra postura em quadra, o Brasil voltou mais ligado e sólido para a etapa final. Em meio boas defesas de Renata e o ataque encaixando melhor, os primeiros minutos foram de domínio brasileiro. Mas a França se recompôs e conseguiu se ajeitar defensivamente para segurar o ímpeto das brasileiras. Não demorou para o jogo voltar para as mãos das europeias, que logo colocaram uma boa diferença no placar.

O Brasil mostrou muita dificuldade de reverter a situação e viu as adversárias abrindo ainda mais a margem de gols. Nos dez minutos finais, a França tinha dez gols de frente, e ficou fácil para as europeias segurarem o resultado. As brasileiras ainda sofreram com a falta de sorte durante toda a partida, perdendo gols por pouco e carimbando a trave várias vezes.

Com poucas perspectivas de chegar ao empate, o Brasil foi tentando encostar no placar, mas não teve sucesso.

"A gente chegou muito confiante e estávamos jogando super bem. A gente veio determinada a avançar de fase, a ganhar uma medalha, e depois dos dois primeiros jogos essa chama se acendeu. No jogo contra a Espanha, a frustração foi enorme, porque dava para ganharmos. O que a gente não queria era enfrentar essa situação com a França, que hoje foi superior, a defesa estava uma parede", resumiu a goleira Babi, uma das líderes desta geração.