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Jacobs surpreende, vence os 100m rasos e dá 2º ouro à Itália no atletismo

Marcell Jacobs, da Itália, é o novo campeão olímpico dos 100 m rasos - Jewel SAMAD / AFP
Marcell Jacobs, da Itália, é o novo campeão olímpico dos 100 m rasos Imagem: Jewel SAMAD / AFP

Beatriz Cesarini

Do UOL, em Tóquio

01/08/2021 09h57

A Itália tem oficialmente o homem mais rápido do mundo. Marcell Jacobs surpreendeu favoritos, foi mais veloz, bateu 9s80 e conquistou a medalha de ouro nos 100 metros rasos nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Fred Kerley, dos Estados Unidos, com 9s84, e Andre de Grasse, do Canadá, com 9s89, completaram o pódio. O chinês Bingtian Su, que fez o melhor tempo das eliminatórias, ficou apenas em sexto, com 9s98.

A prova vivia uma hegemonia da Jamaica, que venceu as últimas três edições das Olimpíadas com o astro Usain Bolt. Desta vez, entretanto, o país nem teve representante na final, pela primeira vez desde Sydney-2000, nenhum jamaicano marcou presença entre os oito melhores do mundo.

O atleta italiano largou bem, mas a primeira metade da prova foi dominada por Fred Kerley. No fim, Marcell Jacobs disparou e ultrapassou seus concorrentes. Akani Simbine, da África do Sul, com 9s93, ficou em quarto, e Ronnie Baker, dos EUA, que chegou a ficar em segundo, fez 9s95 e terminou no quinto lugar.

Zharnell Hughes, atleta da Grã-Bretanha, queimou a largada na primeira tentativa e foi retirado da prova, reduzindo a sete o número de competidores. O nigeriano Adegoke se lesionou e não completou a prova.

Diversidade

A final nas Olimpíadas de Tóquio foi marcada pela diversidade de nacionalidades, contando com dois norte-americanos, Ronnie Baker e Fred Kerley, o chinês Bingtian Su, dono do melhor tempo nas eliminatórias ao lado de Baker, o britânico Zharnel Hughes, o sul-africano Akani Simbine, o italiano Lamont Marcell Jacobs, o canadense Andre de Grasse, e o nigeriano Enock Adegoke.

Itália fatura dois ouros

A Itália levou outra medalha de ouro no atletismi no Estádio Olímpico de Tóquio. Gianmarco Tamberi subiu ao lugar mais alto do pódio no salto em altura, empatado com Mutaz Essa Barshim, do Catar, com 2,37m.

Empatados também nos critérios de desempate dos outros saltos, os dois decidiram não continuar com suas tentativas e dividir o lugar mais alto do pódio. O bronze ficou com Maksim Nedasekau, de Belarus, que alcançou a mesma marca, mas estava atrás no desempate de outros saltos.

Venezuelana pulveriza recordes

A venezuelana Yulimar Rojas pulverizou o recorde olímpico logo na primeira tentativa da final do salto triplo feminino. Continuou a saltar e, na última chance, superou também o recorde mundial, que já durava 26 anos. A marca de 15,67m foi 17 centímetros melhor que a anterior, chocando o mundo.

Yulimar Rojas faturou o ouro e quebrou recordes olímpico e mundial no salto em distância em Tóquio - Hannah Mckay/Reuters - Hannah Mckay/Reuters
Yulimar Rojas faturou o ouro e quebrou recordes olímpico e mundial no salto em distância em Tóquio
Imagem: Hannah Mckay/Reuters

Rojas é treinada pelo cubano Ivan Pedroso, campeão olímpico da prova em 2000. Agora treinador, viu sua pupila ser campeã olímpica e recordista mundial na mesma noite, e outra atleta sua, a espanhola Ana Peletiero, conquistar o bronze.