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Nubia fica fora da final do salto triplo, e Brasil vê dia ruim no atletismo

Nubia Soares não conseguiu se classificar à final do salto triplo nas Olimpíadas de Tóquio - Matthias Hangst/Getty Images
Nubia Soares não conseguiu se classificar à final do salto triplo nas Olimpíadas de Tóquio Imagem: Matthias Hangst/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/07/2021 07h57

O Brasil não teve bons resultados na segunda sessão de provas do primeiro dia do atletismo, nesta sexta-feira (30), nas Olimpíadas de Tóquio. Em sua segunda participação nos Jogos Olímpicos, a saltadora Nubia Soares ficou fora da final do salto triplo, assim como Geisa Arcanjo, no arremesso do peso, e o revezamento 4x400m misto.

Nubia estava no Grupo B das classificatórias e teve como melhor marca seu último salto, de 14,07m, que lhe deu o 17º lugar geral. A brasileira teve dificuldade na corrida e acabou invalidando sua primeira tentativa. Na segunda, desequilibrada, alcançou 14,04m. Na terceira e última chance, fez 14,07m, insuficiente para avançar -- a finlandesa Kristiina Makela chegou à final na 12ª e última vaga, com 14,21m.

Prata na Rio-2016 e recordista mundial, a venezuelana Yulimar Rojas teve o melhor salto das qualificatórias e se classificou à final com 14,77m. Atual campeã olímpica, a colombiana Caterine Ibarguen chega a decisão no sétimo lugar, com 14,37m.

Geisa Arcanjo vai mal no arremesso do peso

Outra brasileira em prova individual nesta sexta-feira, Geisa Arcanjo teve um dia ruim no arremesso de peso e também acabou eliminada nas classificatórias. A campeã mundial júnior em 2010 amargou uma de suas piores provas em grandes eventos na carreira.

Geisa Arcanjo teve um dia ruim e ficou na 30ª posição no arremesso de peso - Patrick Smith/Getty Images - Patrick Smith/Getty Images
Geisa Arcanjo teve um dia ruim e ficou na 30ª posição no arremesso de peso
Imagem: Patrick Smith/Getty Images

Sétima colocada em Londres-2012, seu melhor resultado pessoal em Olimpíadas, ela marcou apenas 16,46m, queimou suas duas outras tentativas e terminou na 30ª posição entre 32 concorrentes. O arremesso foi bem distante de suas melhores marcas, que já superaram os 19 metros e se aproximaram do recorde sul-americano de Elisângela Adriano (19,30m).

Desfalcado, revezamento bate recorde, mas fica fora da final

Sem seus melhores atletas, o Brasil não foi nem sombra do time que faturou a prata nos 4x400m misto no Mundial de Revezamentos, este ano, na Polônia. O quarteto formado por Pedro Burmann, Tiffani Marinho, Tabata Vitorino e Anderson Henriques ficou na sétima posição de sua bateria eliminatória, com o 12º lugar geral, longe de conquistar uma das oito vagas da primeira final da prova.

"Acho que é questão de acertos individuais para melhorar o coletivo. Eu, se tivesse conseguido passar o bastão um pouco mais na frente, para aliviar as meninas, teria melhorado o tempo", disse Pedro Burmann, que abriu a prova, e entregou para Tiffani. "Tive um pouco de dificuldade. Foi uma corrida muito forte. Os tempos foram próximos do recorde mundial, nós melhoramos o tempo do Brasil, fizemos nossa melhor prova, mas não foi suficiente", disse Pedro.

Revezamento 4x400m do Brasil bateu recorde sul-americano, mas ficou fora da final em Tóquio - Wagner Carmo/CBAt - Wagner Carmo/CBAt
Imagem: Wagner Carmo/CBAt

Alison dos Santos e Geisa Coutinho, que participaram daquele quarteto medalhista na Polônia, estiveram fora. Piu preferiu focar nos 400m com barreiras, onde tem chances de medalha, assim como Lucas Carvalho, melhor atleta do país nos 400m. Na prova, que estreou nas Olimpíadas, o Brasil bateu o recorde sul-americano, com 3min15s89, mas sentiu o alto nível da disputa.

"Essa prova mostrou que veio para ganhar lugar nas Olimpíadas. A gente está feliz com o resultado, porque melhoramos a marca, batemos o recorde sul-americano, mas os Jogos Olímpicos têm times muito fortes, que correram tempos muito baixos. Infelizmente não deu para ir à final", afirmou Tabata.

Na primeira das eliminatórias, antes de o Brasil entrar na disputa, a equipe dos Estados Unidos cruzou a linha de chegada na frente, mas acabou sendo desqualificada, assim como a República Dominicana. Os norte-americanos eram os favoritos para conquistar a medalha de ouro, mas ficaram de fora da final.

Etíope vence 10.000m, holandesa inicia 'saga'

O dia se encerrou com a tradicional prova dos 10.000m. O etíope Selemon Barega anotou 27min43s63 e ficou com a medalha de ouro, seguido pelos ugandenses Joshua Cheptegei e Jacob Kiplimo, que completaram o pódio.

Outro destaque do primeiro dia de atletismo em Tóquio foi a holandesa Sifan Hassan, que cumpre uma "saga" no Japão. Etíope de nascimento, ela deixou o país aos 15 anos rumo a Europa e, refugiada, foi acolhida nos Países Baixos.

A holandesa Sifan Hassan é um dos grandes nomes do atletismo nas Olimpíadas de Tóquio - Christian Petersen/Getty Images - Christian Petersen/Getty Images
Imagem: Christian Petersen/Getty Images

Nos primeiros Jogos Olímpicos após a "era Usain Bolt", ela desponta como um dos grandes nomes da competição, já que corre os 1.500m, os 5.000m e os 10.000m, provas de distâncias muito diferentes. Nas eliminatórias dos 5.000m, Hassan ganhou fácil, soltando e abrindo os braços na reta final, como a estrela jamaicana. Seu objetivo é medalhar nas três provas, o que nunca aconteceu na história das Olimpíadas.