PUBLICIDADE
Topo

Thiago Braz é recordista e atual campeão olímpico. E ainda assim é azarão

Thiago Braz posa com "Chapolin brasileiro" após conquistar medalha de ouro na Rio-2016 - Franck Fife/AFP Photo
Thiago Braz posa com "Chapolin brasileiro" após conquistar medalha de ouro na Rio-2016 Imagem: Franck Fife/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

30/07/2021 15h36

O nome de Thiago Braz ganhou o mundo nas Olimpíadas do Rio-2016. Ele nem era o favorito no salto com vara, mas conseguiu superar o francês Renaud Lavillenie ao saltar 6.03, conquistar a medalha de ouro e ainda bater o recorde olímpico diante de um estádio Nilton Santos lotado.

Embora seja o atual campeão olímpico, Braz chega para as Olimpíadas de Tóquio novamente como um azarão. A disputa do salto com vara começa nesta sexta-feira, a partir das 21h40 e terá a final na próxima terça-feira (3), às 7h20 (horários de Brasília).

O favorito da vez é o sueco Armand Duplantis, de apenas 21 anos, atual recordista mundial da modalidade. Chamado de "Fenômeno", o jovem saltou 6.15 ao ar livre e 6.18 em ambiente fechado no ano passado e foi eleito o melhor atleta do atletismo do planeta pela World Athletics (a federação mundial da modalidade).

O sueco Armand Duplantis é o atual recordista mundial e favorito no salto com vara - CHRISTINE OLSSON/TT/REUTERS - CHRISTINE OLSSON/TT/REUTERS
O sueco Armand Duplantis é o atual recordista mundial e favorito no salto com vara
Imagem: CHRISTINE OLSSON/TT/REUTERS

Além dele, o brasileiro terá que superar novamente o francês Lavillenie, ouro em Londres-2012, prata no Rio-2016 e tricampeão mundial indoor. Outro favorito, o norte-americano Sam Kendricks, bicampeão mundial e bronze nos Jogos do Rio, testou positivo para covid-19 e está fora das Olimpíadas.

Mas, como fez há cinco ano, Braz quer surpreender, passar de "azarão para sensação", embora não tenha ainda conseguido repetir a marca histórica das Olimpíadas do Rio. É verdade que as lesões atrapalharam e impediram o brasileiro de disputar o Mundial de 2017 e o Meeting de Ostrava no ano seguinte, por exemplo. Na atual temporada, a melhor marca dele foi 5.82 no World Continental Tour 2021 em junho, quando ficou em quarto lugar.

Em relato ao UOL em 2020, Braz admitiu que não conseguiu lidar com a fama repentina em decorrência do ouro olímpico. "Eu me culpo por ter sido tão imaturo, de não ter conseguido lidar com as expectativas, com as responsabilidades que passei a ter. Em minha defesa, digo com certeza: não é possível alguém dormir anônimo e acordar famoso. Ninguém se prepara para lidar com o que acontece depois de um ouro olímpico."

Agora, ele diz que amadureceu. Será que em Tóquio, mesmo longe do calor da torcida, ele vai surpreender os favoritos novamente?