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Próximo adversário, Egito já venceu e deixou lições ao Brasil de Jardine

Matheus Cunha durante amistoso contra o Egito em novembro de 2020; ele fez o gol da derrota por 2 a 1 - Ricardo Nogueira/CBF
Matheus Cunha durante amistoso contra o Egito em novembro de 2020; ele fez o gol da derrota por 2 a 1 Imagem: Ricardo Nogueira/CBF

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

29/07/2021 04h00

Brasil e Egito se enfrentam no próximo sábado (31), às 7h, pelas quartas de final do futebol masculino nas Olimpíadas de Tóquio.

As duas seleções não são desconhecidas entre si, porque se enfrentaram num amistoso no Cairo em 17 de novembro do ano passado. Na ocasião, o Egito venceu a equipe do técnico André Jardine de virada, por 2 a 1, e deixou lições neste ciclo olímpico que até hoje são revisitadas.

A principal herança daquele amistoso para a comissão técnica é a cobrança pela manutenção de elevado nível de concentração, porque os dois gols do Egito foram marcados no intervalo de oito minutos ainda no começo do segundo tempo. O cochilo custou caro e o Brasil não conseguiu reagir nem com um time recheado de estrelas internacionais, como Rodrygo e David Neres.

O elenco do Brasil mudou quase completamente desde aquele amistoso. Em razão dos vetos de clubes europeus às convocações e à possibilidade de três jogadores acima de 24 anos serem incluídos na competição, o grupo escolhido para Tóquio-2020 tem apenas dois remanescentes do jogo contra o Egito: Reinier e Matheus Cunha, que foi o autor do gol do Brasil no dia.

Daniel Fuzato; Emerson (Dodô), Lyanco, Gabriel Magalhães (Murilo) e Caio Henrique (Tetê); Maycon, Wendel (Marco Antônio) e Reinier (Evanilson); David Neres (Mauro Junior), Rodrygo e Matheus Cunha foi a escalação brasileira naquela oportunidade.

Do time inicial do Egito são sete remanescentes em 2021, com destaque para os autores dos gols El-Raki e Ahmed Rayan. O primeiro foi uma jogada de bola aérea, que também tem sido problema nas Olimpíadas, e o segundo numa saída de bola errada. As questões defensivas também foram estudadas ao longo do ciclo, mas seguem perturbando — foram três gols sofridos em três jogos, sendo dois em jogadas pelo alto.

Jogadores - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Jogadores da seleção brasileira reunidos durante jogo contra a Arábia Saudita pelas Olimpíadas
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

O Brasil teve apenas quatro derrotas em suas 23 partidas preparatórias para as Olimpíadas. Além do Egito, Japão (3 a 2), Argentina (1 a 0) e Cabo Verde (2 a 1) venceram o time de André Jardine.

Atual campeão olímpico do futebol masculino, o Brasil também já conquistou três medalhas de prata (Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012) e duas de bronze (Atlanta-1996 e Pequim-2008) e precisa vencer o Egito no sábado para se classificar para as semifinais e entrar na disputa pelo pódio que seria o quarto consecutivo.