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Sebastian Coe diz que proibição da cannabis deve ser revista

Sha"Carri Richardson venceu a seletiva dos 100m rasos - Patrick Smith/Getty Images
Sha'Carri Richardson venceu a seletiva dos 100m rasos Imagem: Patrick Smith/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/07/2021 04h01

Para o presidente da World Athletics (Federação Internacional de Atletismo), Sebastian Coe, a regra sobre o uso de cannabis por atletas deve ser revista. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), após o dirigente e ex-atleta ser questionado pela ausência da velocista Sha'Carri Richardson, que ficou fora das Olimpíadas de Tóquio-2020 após ser pega no antidoping com a substância.

"Não é irracional ter uma revisão sobre isso. Ela vai se recuperar. É uma derrota para a concorrência. Sinto muito por ela. Perdemos um talento excepcional", afirmou Coe.

A velocista, que tinha o objetivo de se tornar a primeira americana em 25 anos a ganhar o título olímpico feminino dos 100m rasos desde Marion Jones, testou positivo para a cannabis no mês passado depois de a seletiva americana da prova.

Sha'Carri foi suspensa por um mês e teve os resultados da seletiva anulados, o que a excluiu dos Jogos de Tóquio. Na época, ela disse que fumou maconha enquanto estava lidando com a notícia da morte da mãe.

"Deveria ser [revista]. Você se adapta e ocasionalmente reavalia. A Unidade de Integridade do Atletismo é absolutamente a melhor organização para olhar para isso. Falei com David Howman [presidente da Unidade] sobre isso. A AIU vai olhar para isso à luz das circunstâncias atuais", revelou o presidente da World Athletics.

A suspensão de Sha'Carri gerou uma onda de simpatia, inclusive do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que pede a revisão das regras antidoping.

A cannabis é proibida pela WADA (Agência Mundial Antidopagem, na sigla em inglês), mas se os atletas provarem que a ingestão não está relacionada ao desempenho, então, recebem uma punição mais curta do que os habituais dois ou quatro anos para outras substâncias proibidas.