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Insatisfeito, Caio Souza foca na final do salto: 'Recuperar corpo e mente'

Caio Souza participou das finais individuais da ginástica masculina - Ricardo Bufolin/CBG
Caio Souza participou das finais individuais da ginástica masculina Imagem: Ricardo Bufolin/CBG

Do UOL, no Rio

28/07/2021 12h49

O Brasil entrou na disputa do individual masculino das Olimpíadas de Tóquio, nesta quarta-feira (28), com a expectativa de bater a melhor marca da história na prova da ginástica artística. Mas não foi dessa vez. Na final, o campeão pan-americano Caio Souza ficou apenas na 17ª colocação, com a nota 81.532.

"Estou feliz com a minha apresentação. Óbvio que tive erros, treinamos muito para que não aconteçam, mas eu estou feliz porque hoje eu me tornei um finalista olímpico. Isso é indescritível. Então, estou muito satisfeito com o que aconteceu, apesar de tudo", contou Caio, disputa a final do salto no dia 2 de agosto, às 5h.

Na Olimpíada do Rio, em 2016, Sérgio Sasaki foi o nono colocado da prova. Melhor generalista da seleção em Tóquio, Caio até começou bem e deu esperanças de bater o resultado.

Na metade da prova, o ginasta de Volta Redonda era o quinto colocado entre os 24 finalistas, apenas 0.165 atrás dos três primeiros. Três erros nos aparelhos restantes — barra fixa, solo e cavalo — entretanto, abaixaram as médias altas do brasileiro, que acabou no 17º lugar.

"Infelizmente não foi o resultado que eu queria, mas estou feliz e realizado pela final olímpica de todo jeito. Agora vou descansar, a gente precisa ter uma folga, recuperar o corpo e a mente. Temos que manter o foco, vamos ter alguns dias a mais para treinar e na segunda voltar e dar o meu melhor na final", afirmou.

A boa notícia ficou por conta do "caçula" da delegação. O paulista Diogo Soares foi o 20º colocado na prova, mas mostrou muito potencial e assertividade nos movimentos. Confiante e tranquilo, o jovem de 19 anos fez uma apresentação correta e deu esperanças para o futuro da ginástica artística do país.

"Foi sensacional. A experiência que vou levar daqui é imensa. Aprendi muito estando aqui, olhando os outros atletas, convivendo com a seleção. Minha cabeça mudou depois dessa competição. Antes eu achava que os Jogos Olímpicos era algo impossível, de outro mundo, mas esses atletas também erram, competem mal. Eu vi que é possível chegar perto destes caras. Eu senti que tenho capacidade de chegar. Meu sonho é estar no lugar desses caras e depois dessa experiência abriu meus olhos. Estou bem feliz", declarou.

Após entrar na grande final na 24ª e última vaga, Diogo melhorou suas marcas em 0,200, já que nas eliminatórias, anotou 81.332 pontos no somatório.

"Nervosismo para mim só atrapalha. Tem que fazer o esforço que acontece no treino valer. Quando novo, porque errava de nervoso, não sabia o que corrigir, se era movimento ou psicológico. Tive um trauma por causa do nervoso. Então hoje independente da competição vou lá, faço meu melhor, se eu acertar, fico feliz, se errar, corrijo. Normalmente fico mais nervoso depois. Primeiro penso no resultado, em outras coisas. No momento só penso em fazer a série e dar meu melhor", afirmou.