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Inspirado por Scherer, Scheffer quer deixar legado para novos nadadores

Beatriz Cesarini

Do UOL, em Tóquio

27/07/2021 00h54

A partir do momento que o brasileiro Fernando Scheffer ganhou a medalha de bronze nos 200m livre nas Olimpíadas de Tóquio-2020, a internet brasileira explodiu pela semelhança do nome do mais novo medalhista brasileiro com um outro nadador histórico: Fernando Scherer, o Xuxa.

"Na verdade, desde pequeno faziam essa associação. Eu dava o meu nome e falavam que era nome de nadador, e eu falava que era também", disse Fernando Scheffer, após conquistar o bronze em Tóquio.

Não demorou então para Fernando Scheffer passar a ser chamado de "Xufa", em alusão ao medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta-1996 e Sydney-2000. Agora, Scheffer espera servir de inspiração para novos garotos e garotas tomarem gosto pela natação.

"Acho que o esporte é muito mais do que resultado, do que medalha. Mais importante é o legado que a gente deixa. É importante a gente poder conquistar essa medalha para mostrar que o caminho existe, não é porque a gente é brasileiro que a gente não pode subir no pódio também. Do mesmo jeito que o Fernando Scherer me inspirou um dia, espero que o Fernando Scheffer possa inspirar outras pessoas também. Acho que esse é o mais bonito do esporte, deixar nosso legado, que existe um caminho que pode ser seguido", resumiu o mais novo medalhista brasileiro.

A última vez que o Brasil havia conquistado uma medalha olímpica nos 200m livre foi em Atlanta-96, com Gustavo Borges. A caminhada de Scheffer na seleção brasileira começou em 2016, quando ele disputou o Mundial de piscina curta, em Windsor, Canadá. Os primeiros grandes resultados vieram em 2018, no Pan de Lima: ele subiu ao lugar mais alto do pódio para receber a medalha de ouro em duas oportunidades: no revezamento 4x200m e nos 200m livre.