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O que dizem atletas que recusaram vacina contra covid antes das Olimpíadas

Michael Andrew, dos EUA, nas Olimpíadas de Tóquio - Tom Pennington/Getty Images
Michael Andrew, dos EUA, nas Olimpíadas de Tóquio Imagem: Tom Pennington/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

25/07/2021 04h00

A decisão do nadador Michael Andrew, dos EUA, de não se vacinar contra covid-19 gerou críticas de fãs e internautas antes do início dos Jogos Olímpicos. Ao justificar a decisão, o atleta disse que não gostaria de perder treinos por causa de possíveis efeitos colaterais do imunizante.

"Eu não estou completamente vacinado. Eu não tomei nenhuma dose. Minha razão por trás disso é que eu não queria inserir no meu corpo algo que eu não sei como cairia. Para um atleta de elite, tudo é muito calculado e entendi que, dentro do meu ciclo de treinamento de olho na seletiva olímpica, eu não queria arriscar ficar alguns dias fora da piscina. Podia ser que, se tomasse a vacina, eu precisasse ficar alguns dias afastado", disse em coletiva de imprensa.

A decisão de Andrew foi duramente criticada também pela ex-nadadora norte-americana Maya DiRado, que conquistou dois ouros, uma prata e um bronze nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

"O fato de Michael tomar uma decisão que coloca um pouco de risco para seus companheiros de equipe para seu próprio bem-estar percebido me frustra", escreveu DiRado no Twitter.

Atletas do tiro com arco também recusaram a vacina

Brady Ellison, dos EUA, durante a competição de tiro com arco nas Olimpíadas de Tóquio - Justin Setterfield/Getty Images - Justin Setterfield/Getty Images
Brady Ellison, dos EUA, durante a competição de tiro com arco nas Olimpíadas de Tóquio
Imagem: Justin Setterfield/Getty Images

Andrew, que tem chance de medalhar nos 50m livre, nos 100m peito e nos 200m medley, prova em que é líder do ranking mundial, não é o único competidor a recusar a vacina.

Brady Ellison, que tem três medalhas olímpicas no tiro com arco, e sua parceira na equipe mista também estão defendendo publicamente o direito de recusar a vacina.

"É cem por cento uma escolha pessoal, e qualquer pessoa que diga o contrário está tirando a liberdade das pessoas", disse Ellison à Reuters. "Eu disse que se eles tornassem obrigatória [a vacinação], eu não iria", afirmou o atleta que confirmou que ele e a esposa já se curaram de covid-19.

Mackenzie Brown afirmou que também não foi imunizada porque as vacinas disponíveis, segundo ela, não foram suficientemente testadas. "Eu teria optado por não participar dos Jogos se tivesse que tomar a vacina também."

Os dois atletas disseram que estão cumprindo os protocolos de saúde e segurança da equipe olímpica, incluindo o uso de máscara em campo e a realização de testes diários para covid-19. "Não me sinto um perigo para a sociedade. Tenho feito o teste uma ou duas vezes por semana desde abril", disse ele.

Ellison e Brown já foram eliminados da modalidade de duplas mistas, mas seguem na disputa individual em Tóquio.

Segundo a agência de notícias Reuters, o departamento médico da equipe olímpica dos Estados Unidos afirmou que 83% dos 600 atletas da equipe foram totalmente vacinados, mas que toda a delegação será tratada como não vacinada para garantir que sejam cumpridos os protocolos de saúde e segurança para evitar a propagação da doença.