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Pedro Bassan quer ser os olhos brasileiros em Tóquio na sua 7ª Olimpíada

Pedro Bassan, repórter da Globo há anos - Globo/João Cotta
Pedro Bassan, repórter da Globo há anos Imagem: Globo/João Cotta

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

30/06/2021 04h00

Repórter da TV Globo há 24 anos, Pedro Bassan (49) está embarcando para sua sétima Olimpíada e, mesmo assim, o frio na barriga segue presente. Nos Jogos de Tóquio, o contexto é completamente diferente de todos os outros por causa da pandemia e, com isso, o jornalista pretende ser uma espécie de representante dos brasileiros no Japão.

"Eu serei muito honesto e digno com o trabalho dos atletas, porque é a vida deles. Eles deram o melhor de si. Eles estão se cuidando, treinando bastante mesmo com a pandemia de coronavírus. A gente tem que ter muito respeito pelo trabalho deles. Quero ser olhos e coração da torcida perto deles, já que não vai ter ninguém de fora. Acho que esse senso de justiça temos que levar sempre", destacou Bassan ao UOL Esporte.

A ausência da torcida não é a única medida tomada pelo governo japonês para evitar a propagação do coronavírus. Todas as pessoas envolvidas na Olimpíada terão de cumprir um protocolo rigoroso, que começa antes da chegada a Tóquio.

"A grande diferença em relação aos outros Jogos é que a gente tem que tomar muito cuidado com os protocolos todos. Isso consumiu dias da nossa preparação: reuniões que a gente fez do grupo todo... Formulários que tivemos que preencher do governo japonês e do comitê organizador, exames de PCR", explicou o repórter.

"O pessoal que já chegou lá contou que os trâmites no aeroporto, no dia da chegada, estão levando de cinco a seis horas pelo menos. Tem que ter muita paciência. Essa está sendo a nossa maior preocupação, porque todos os protocolos são muito rigorosos. Mesmo acostumados com as recomendações, é um outro nível de alerta que temos que atender", acrescentou.

Mesmo com experiência de sete Olimpíadas in loco, com direito a premiação do COI após a Rio-2016, Pedro Bassan afirmou que, desta vez, está levando mais interrogações do que respostas na bagagem.

"Numa cobertura olímpica, a falta de contato pode interferir. A gente não vai entrar nas áreas do Brasil. A falta de contato com os atletas e todo o cuidado vai ser diferente de tudo. Não sei como vão transcorrer os Jogos. Não sei como está o ânimo das pessoas. Estamos indo para cobrir o que a gente encontrar. São os Jogos com o maior ponto de interrogação que eu estou indo de todos que já fui", falou Bassan.

Por fim, o repórter "voltou ao tempo" para dar um conselho ao Pedro Bassan de 1996, ano em que teve a primeira oportunidade de cobrir uma Olimpíada.

"Eu diria para ele descansar bastante antes de ir, porque quando chega lá o trabalho é 'punk'. A gente dorme muito pouco. É uma cobertura mais intensa do que Copa... Copa são os jogos, uma modalidade. Mesmo sendo um período mais longo, é mais pausado. Olimpíada não tem ritmo, toda a hora tem alguém quebrando o recorde, fazendo algo incrível, uma super história para contar... A gente vai de lá para cá, dali para lá. A gente dorme muito pouco, come do jeito que dá e trabalha muito", concluiu.