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Giovane busca o segundo ouro em sua quarta participação olímpica

Em 21 anos dedicados ao voleibol, Giovane Gávio passou por muitos altos e baixos. De melhor bloqueador da Copa do Mundo de 1989 até se sagrar campeão e melhor atacante da Copa do Mundo de 2003, muita coisa mudou na vida e na carreira do ponteiro da seleção masculina. Gigio, no entanto, soube dar a volta por cima e chegar aos 33 anos como um dos melhores e mais vitoriosos jogadores do mundo.

O mineiro Giovane Farinazzo Gávio nasceu em Juiz de Fora, em 7 de setembro de 1970. Logo na infância, se interessou pela prática esportiva, mas ainda não pelo vôlei. No início, a modalidade que mais o atraiu foi o judô. Aos 12 anos, no entanto, Gigio decidiu trocar o tatame pelas quadras, por influência da irmã Giseli - que atualmente joga vôlei de praia. Seu início foi no clube Bom Pastor e logo já jogava também na equipe do Colégio dos Jesuítas, onde estudava. Aos 16 anos, recebeu do Banespa um convite para jogar em São Paulo.

Dois anos depois de se mudar para a capital paulista, o atacante foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. Aos 19 anos, recebeu seu primeiro prêmio individual: foi eleito o melhor bloqueador do mundo na Copa do Mundo de 1989. Um ano depois, seu talento foi reconhecido no exterior, e Giovane acabou embarcando para a Itália para disputar o mais competitivo campeonato de vôlei do mundo. Em 1992, foi escolhido como o melhor jogador estrangeiro da temporada.

Nesse mesmo ano, foi contemplado com o maior título de sua carreira: a medalha de ouro em Barcelona-1992, a única até hoje dos esportes coletivos do Brasil nos Jogos. Em meio a outras estrelas como Marcelo Negrão, Maurício e Tande, foi o único brasileiro escolhido para a seleção do torneio. Em 1993, a seleção dirigida por José Roberto Guimarães sagrou-se campeã da Liga Mundial, e Giovane conquistou o título de melhor jogador do mundo.

No ano seguinte, a seleção masculina começou a sofrer um declínio, que se confirmou em Atlanta-1996, na qual amargou uma modesta quinta colocação. Um dos maiores alvos da crítica pelo fraco desempenho da seleção, Giovane decidiu se afastar das quadras em 1997. Junto com Tande, resolveu investir no vôlei de praia. Não deu muito certo: conquistou apenas um título nacional em 1998.

Vendo que não tinha mais chances de classificação para Sydney-2000 no vôlei de praia, decidiu retornar às quadras. O Brasil novamente não obteve um bom desempenho, ficando em sexto lugar. De volta ao país, Giovane ainda teve uma passagem problemática pelo Vasco, onde não recebeu salários e chegou, segundo ele mesmo define, ao fundo do poço.

A volta por cima ocorreu depois de receber o convite do técnico Bernardinho para integrar a seleção. Apesar de, no início, permanecer boa parte do tempo no banco de reservas, Giovane contribuiu com sua experiência para fortalecer o jovem elenco. Em pouco tempo, os resultados começaram a aparecer. Em 2001, o Brasil ergueu o troféu da Liga Mundial. No ano seguinte, venceu o campeonato Mundial e, em 2003, mais dois títulos: a Liga e a Copa do Mundo. Neste torneio, disputado no Japão, o experiente ponteiro demonstrou que a fase ruim havia sido definitivamente superada. Já como titular, Gigio foi eleito o melhor atacante da Copa.

Hoje, aos 33 anos, considerado pelo técnico Bernardinho como um dos líderes da seleção brasileira, Giovane embarca para Atenas em busca de sua segunda medalha de ouro. Depois de sua quarta participação olímpica, Giovane pretende aposentar a camisa 3 da seleção, com a qual conquistou as maiores alegrias de sua carreira.


  Quadro da modalidade
  País Total
  1º BRA 1 0 0 1
  1º CHN 1 0 0 1
  3º RUS 0 1 1 2
  4º ITA 0 1 0 1

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