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EFE
O francês David Douillet, bicampeão olímpico na categoria peso pesado

Não existem dúvidas de que foi no Japão que a prática das artes marciais se firmou e floresceu, partindo para o mundo como um esporte internacional. Durante o período feudal do Japão, no apogeu dos samurais, foram desenvolvidos sistemas de lutas com e sem armas. A arte de combater sem armas fez surgir novas escolas. Sobreviveram, no final, dois tipos de combate: o sumô, que é a luta corporal, e o jiu-jitsu, com base na habilidade.

Jigoro Kano, professor e estudioso do jiu-jitsu, julgou necessária a criação de um estilo menos violento. Para isso, fundou em 1882 sua própria escola, a Kodokan, passando a ensinar uma nova modalidade, a qual chamou judô, palavra surgida dos conceitos "ju" (flexível) e "do" (caminho) e que pode ser traduzida como "caminho da flexibilidade".

Em 1909, o Japão recebeu um convite do barão de Coubertin para integrar o Comitê Olímpico Internacional (COI), e Jigoro Kano foi selecionado para representar o país, tornando-se o primeiro membro asiático da organização. Precisando de atletas e de uma estrutura organizada, o Japão criou em 1911 a Associação Atlética Amadora do Japão, e Kano foi nomeado seu presidente. Seu novo cargo lhe permitiu viajar ao exterior para divulgar o judô e também codificar as regras praticadas pelas diferentes escolas.

A primeira competição internacional foi disputada em 1926, entre a escola japonesa Budokai e uma equipe da Alemanha. Porém, apenas em 1952 foi fundada a Federação Internacional de Judô (IJF). Pouco depois, em 1956, foi disputado o primeiro campeonato Mundial.

Considerada a mais nobre das artes marciais, o judô é uma das duas únicas disputadas nas Olimpíadas (a outra é o taekwondo, incluído a partir de Sydney-2000). Foi introduzido no programa oficial olímpico em Tóquio-1964, justamente no Japão, beneficiado pela prioridade que cada país organizador tinha para designar um esporte. Em sua estréia, foi dominado pelos japoneses. Das quatro medalhas de ouro possíveis, o Japão venceu três, sendo que na modalidade em que perdeu, a absoluta, fez o vice-campeão. Na edição seguinte, porém, na Cidade do México-1968, o judô não fez parte do programa da Olimpíada.

Em Munique-1972, o judô foi definitivamente integrado à lista de esportes. Novamente houve domínio japonês: três ouros e um bronze nas cinco categorias disputadas. A União Soviética foi o país que mais se aproximou, com quatro medalhas (sendo apenas uma de ouro). Em Montreal-1976, a supremacia japonesa foi ainda maior: três ouros, uma prata e um bronze. A União Soviética consolidou-se como a segunda potência, com cinco medalhas (duas de ouro).

Em Moscou-1980, com o boicote do Japão, alguns países europeus começaram a despontar. Os soviéticos mantiveram suas cinco medalhas (novamente duas de ouro). O destaque foi a França, que ganhou duas de ouro e uma de prata. Em Los Angeles-1984, Yasuhiro Yamashita, um dos maiores judocas que já disputaram uma Olimpíada, conseguiu um feito notável: mesmo tendo se contundido na fase inicial, venceu todas as suas lutas subseqüentes, chegando ao ouro. Seus rivais chutavam sua perna lesionada, mas ele conseguiu triunfar mesmo assim. Ao longo de sua carreira, Yamashita permaneceu invicto por 184 lutas.

Em Barcelona-1992, a categoria feminina foi incluída nos Jogos Olímpicos. A partir daí, Japão e Coréia do Sul consolidaram a hegemonia no esporte, dividindo o maior número de medalhas. Em Atlanta-1996, a França ganhou duas medalhas de ouro, consolidando-se como uma nova potência.



  Quadro da modalidade
  País Total
  1º JAP 8 2 0 10
  2º CHN 1 1 3 5
  3º COR 1 1 1 3
 16º BRA 0 0 2 2

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