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Camas da Olimpíada permitem sexo a dois; o problema é mais gente

Reprodução/Twitter@IOCmedia
Imagem: Reprodução/Twitter@IOCmedia
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/07/2021 16h25

Transar na Vila Olímpica de Tóquio-2020 pode não ser recomendável por uma série de razões. Riscos de infecção pelo coronavírus, gasto extra de energia, risco de lesão antes de competir... Mas as 18 mil camas de papelão reciclável projetadas para servirem de repouso para os atletas olímpicos e paraolímpicos não é um desses impeditivos, a não ser para quem for adepto de sexo envolvendo mais de duas pessoas. Aí pode ser perigoso.

A resistência dessas camas em contexto de atividade sexual é um tema presente na imprensa mundial desde que ela foi anunciada, em setembro de 2019. Em janeiro de 2020, durante a apresentação da novidade pela empresa Airweave, isso foi perguntado para um porta-voz da empresa, que disse que transar não põe em risco a estrutura, preparada para aguentar 200 quilos.

"Fizemos várias experiências, jogando peso sobre elas. Se essa orientação das duas pessoas for respeitada, (as camas) podem suportar a carga", afirmou, conforme publicado pelo UOL em janeiro de 2020. Na época, a notícia já rendeu memes na internet, pelo risco implícito no caso de sexo com mais de duas pessoas.

O tema "sexo na Vila Olímpica" é recorrente em Jogos Olímpicos. Na Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em 2018, o aplicativo de encontros Tinder registrou um aumento de 350% nos acessos. No Rio de Janeiro, em 2016, foram distribuídos 450 mil preservativos, o equivalente a 42 por atleta.

Em Tóquio, serão distribuídas 150 mil camisinhas, mas os organizadores deixaram claro que pretendem que esses preservativos sejam levados para casa pelos atletas, uma vez que o distanciamento social é regra número 1 desses Jogos. "A distribuição de preservativos não é para uso na Vila, mas para que os atletas os levem de volta aos seus países de origem para aumentar a conscientização", disseram os organizadores à agência de notícias Reuters.