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Sem vaga olímpica, seleção de basquete admite dividir Petrovic com clube

Aleksandar Petrovic - Divulgação CBB
Aleksandar Petrovic Imagem: Divulgação CBB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

07/07/2021 14h13

A seleção masculina de basquete pode ter que dividir o técnico Alexsandar Petrovic com um clube no próximo ciclo olímpico. Ontem (6), uma página especializada em basquete noticiou que o treinador croata teria acertado para comandar o Pesaro, da Itália, na próxima temporada. E levaria com ele o ala Leo Demétrio, que defendia o Flamengo.

Pelo Twitter, Petrovic, que vem se esforçando para se comunicar em português, reagiu à notícia: "O meu desejo é continuar a ver a seleção nacional, mas também envolver-me no ritmo diário dos treinos", escreveu, deixando claro que sua ideia é, sim, ter dois empregos concomitantes.

O croata foi anunciado pela CBB em setembro de 2017 e tem contrato para dirigir o Brasil até depois da Olimpíada de Tóquio, para a qual o time comandado por ele não conseguiu vaga. Petrovic tem o salário pago pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), mas a definição da renovação ou não é da confederação, que quer mantê-lo.

Procurada pela reportagem, a CBB respondeu, via assessoria de imprensa, que vê a possibilidade de dividir Petrovic não apenas como "viável", mas também "interessante do ponto de vista técnico". "Assim como os atletas treinam todos os dias, ter um treinador trabalhando diariamente em um clube é bom para ele e para o basquete brasileiro", disse a entidade, que pretende se reunir nos próximos dias para discutir a situação.

Em outras modalidades, como vôlei e handebol, é comum um técnico se dividir entre clube e seleção, porque os calendários não se misturam, mas o basquete recentemente adotou calendário semelhante ao futebol, com "datas Fiba", de eliminatórias para eventos como o Mundial e os torneios continentais. As competições nacionais, porém, precisam parar nessas datas.