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Joanna Maranhão fala sobre gravidez e lembra "limbo" após aborto

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Joanna Maranhão, atleta brasileira

Do UOL, em São Paulo

23/07/2019 09h36

Na reta final da gestação do menino Caetano, Joanna Maranhão falou sobre o desafio de criar um garoto em um país como o Brasil e sobre o aborto que sofreu na primeira gravidez.

Em entrevista à revista Marie Claire, a atleta revelou que pensou em não engravidar novamente após sofrer aborto em 2018 e que ficou "no limbo" durante um período.

"Quando perdi meu filho, estava no limbo. Não queria engravidar de novo: estava imersa na dor e não conseguia olhar para o futuro. Foi pontual, uma dor profunda. Perder um filho é algo muito difícil", afirmou.

Joanna também comentou sobre o desafio de criar um menino em um país como o Brasil. Segundo a atleta, Caetano terá a educação necessária para saber quais atitudes machistas deverá evitar.

"O primeiro exame que fiz, revelou 80% de chance de o bebê ser uma menina. Já estava sonhando com minha feministinha empoderada, quando descobrimos que era um menino. Então, falei para o meu irmão, Silvio Jr., padrinho do meu filho, que teríamos um grande desafio para educar Caetano. Além do pai e da mãe, ele também terá por perto os avós, que são maravilhosos, mas um pouco tradicionais. Tenho em mente que, quando ele for à escola, por exemplo, e os coleguinhas tratarem as meninas de uma maneira que não trataríamos em casa, deverá sentir o contraste. Ele vai ficar confuso sobre qual a maneira correta de se comportar, mas estaremos sempre por perto para lhe dar suporte e mostrar quais são as atitudes machistas que deve evitar", disse.

A atleta também falou sobre a Lei Joanna Maranhão, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com Joanna, a vitória não é apenas dela, mas de todos que lutam pela causa.

"A vitória não é minha, mas de todos que lutam pela causa. É só o meu nome que está lá, por causa da proporção do meu caso, mas a lei é de todo mundo. É um passo, não é uma solução. Estamos engatinhando nesse assunto ainda. E, agora, lutando contra uma agenda política religiosa que vem de encontro a tudo isso", afirmou.

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