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Amanda Nunes: campeã do UFC conta como teve de ser convencida a virar mãe

As lutadoras do UFC Amanda Nunes e Nina Ansaroff com a filha Reagan - Reprodução/Instagram @amanda_leoa
As lutadoras do UFC Amanda Nunes e Nina Ansaroff com a filha Reagan Imagem: Reprodução/Instagram @amanda_leoa

Ana Flávia Oliveira

Do UOL, em São Paulo

08/03/2021 04h00

Quem vê o sorrisão de Amanda Nunes com a filhinha Reagan Ann Nunes, de apenas cinco meses, nos braços, pode não imaginar que a maternidade não estava nos planos da campeã do UFC. A esposa de Amanda, a também lutadora da organização Nina Ansaroff, teve que convence-la a ser mãe.

"Nina sempre teve o desejo de ser mãe. Para ela, o sonho de ser mãe vinha antes do sonho ser campeã do UFC. Ela começou a conversar comigo há um tempo, eu nem era nem campeã do UFC ainda. Ela tinha esse desejo, esse sonho. Eu queria ser campeã do UFC. Eu estava focada e pedi um tempo para ela, para que eu pudesse me dedicar a minha carreira", conta Amanda que no último sábado (6) venceu a australiana Megan Anderson na disputa pelo cinturão dos peso-pena (até 66kg) —e Reagan roubou a cena ao aparecer no octógono com a mamãe-leoa após a luta.

Em entrevista exclusiva ao UOL, Amanda revelou que os diferentes planos para o futuro geraram um pequeno conflito no casal. A chavinha mudou quando a brasileira se tornou tia, apenas quatro dias após nocautear Cris Cyborg e se tornar a primeira lutadora dona de dois cinturões do UFC —o pena e o galo (até 61kg).

"As coisas mudaram há uns dois anos, quando minha sobrinha Larinha nasceu. Eu nunca tinha tido proximidade com uma criança. Quando aconteceu uma coisa mais próxima assim, de ter uma criança na família, eu comecei a sentir [o desejo de ser mãe]. Falei "caramba, eu acho que eu quero'. Eu comecei a pensar mais, eu comecei a conversar com a Nina sobre o assunto".

Pouco mais de um ano depois, em março de 2020, Nina e Amanda, juntas há oito anos, anunciaram a gravidez. Amanda curtiu cada fase da gestação da esposa, postando fotos e ensaios de Nina com barrigão nas redes sociais. Agora, a mamãe-leoa não perde oportunidade de mostrar aos seguidores o desenvolvimento da pequena.

"A maternidade está sendo incrível. A Reagan é uma menina bem tranquila, risonha. As pessoas falaram que a gente ia ter trabalho, ter que acordar a noite, que a gente nunca mais iria dormir direito, mas tem sido o oposto. Reagan é muito abençoada. Ela veio do jeito que a gente queria: muito tranquila."

Amanda e Nina, que volta ao UFC em 10 de abril para enfrentar a norte-americana, com nacionalidade brasileira, Mackenzie Dern, se revezam entre os treinos e cuidados com a pequena. Elas até levam a filha para a academia American Top, na Flórida, onde treinam. A dupla função não tem sido obstáculo.

"A gente nunca quis que outra pessoa cuidasse dela. É nossa filha, e nós queremos cuidar dela. Então encaixamos ela no nosso schedule [agenda] para não deixarmos de lado nossas obrigações. E tem sido maravilhoso. E Reagan está inserida nisso", disse Amanda.

Amanda Nunes e a filha Reagan na academia American Team - Reprodução/Instagram @amanda_leoa - Reprodução/Instagram @amanda_leoa
Amanda Nunes e a filha Reagan na academia American Team
Imagem: Reprodução/Instagram @amanda_leoa

Além de ser presença nos treinos, a pequena viajou com as mães da Flórida para Las Vegas para acompanhar de pertinho a primeira luta da Leoa depois da maternidade. "Ela veio no avião, quietinha. As pessoas até se surpreenderam com ela, porque ela veio dormindo, acordou, tomou a fórmula [leite] e dormiu de novo. Estamos aqui no hotel e ela está aqui com a gente", contou Amanda em entrevista ao UOL antes da luta contra a australiana Megan Anderson.

Falando em treino, Amanda diz nos últimos anos mudou a mentalidade em relação à preparação para as lutas, e que isso também a ajuda a ter mais tempo para curtir a família.

"Antes eu treinava mais, bem mais, queria treinar de manhã, de tarde e de noite, principalmente quando eu comecei. Eu já tive overtraining (excesso de treinamento), já passei dos limites. Agora eu deixo para fazer meus treinos todos na parte da manhã, e a tarde eu vou para casa, fico com minha família, passeio com cachorro. É um treinamento bem mais inteligente, mais focado. Eu também não tenho mais 20 anos, preciso pensar nisso, meu corpo não é mais o mesmo."

O sorrisão de Amanda não é de graça, ela tem motivos de sobra para isso e nem precisa ter um interlocutor. "Às vezes, estou indo para treino e começo a rir sozinha porque lembro de alguma bobagem que ela fez, da risada dela. E tem a motivação de voltar para casa porque sei que vou vê-la. Eu já era feliz, agora estou muito mais".

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