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Amanda Nunes já é tão grande que escanteou "fantasma" de Ronda Rousey

Amanda Nunes com os cinturões do UFC no peso-pena e peso-galo - Jeff Bottari/Zuffa LLC
Amanda Nunes com os cinturões do UFC no peso-pena e peso-galo Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC

Do UOL, em São Paulo

09/06/2020 04h00

Quando Ronda Rousey vai voltar? A pergunta que marcou o período entre as duas derrotas da norte-americana no UFC simplesmente deixou de existir. Ronda não parece mais querer voltar a competir profissionalmente. E o UFC seguiu a vida graças a outro fenômeno das divisões femininas: Amanda Nunes.

Os feitos da brasileira dominaram o noticiário e fizeram dela o grande nome do UFC. Na coletiva do último sábado, após a fácil vitória dela sobre Felicia Spencer, Dana White colocou Amanda no mesmo patamar de Anderson Silva e Jon Jones, fazendo questão de destacar que "sempre haverá um próximo oponente".

O aviso de Dana faz sentido se olharmos o que aconteceu com Anderson. Chris Weidman tinha um jogo que encaixava com o do brasileiro e soube dominar os quatro rounds das duas lutas e colocou fim a uma dinastia que parecia que jamais seria derrotada.

Mas é difícil imaginar que o mesmo acontecerá com Amanda em um futuro próximo. A brasileira já venceu todas as lutadoras que um dia foram campeãs dos galos ou dos penas do UFC, o que inclui Ronda Rousey. Amanda aposentou a rival com um nocaute em apenas 51 segundos.

Até mesmo o futuro de Amanda é difícil de prever. Ao que tudo indica, sua próxima adversária sairá do duelo entre Holly Holm e Irene Aldana, que se enfrentarão no próximo dia 1º de agosto. Vale lembrar que Holm foi nocauteada por Amanda no ano passado, na disputa que valia o cinturão dos galos.

Enquanto espera sua próxima adversária e se prepara para a chegada de sua filha com Nina Ansaroff, também lutadora do UFC, Amanda seguirá como o grande nome da organização. Mesmo que Ronda um dia volte - o que é bastante improvável -, o status não será mais o mesmo. Agora, o UFC tem alguém ocupando o posto que no passado parecia que jamais seria ocupado por alguém que não fosse a norte-americana.