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Filho de Belfort joga bola no tatame e sonha ser 'igual ao Neymar'

Maurício Dehò

Do UOL, em Boca Raton

26/10/2013 06h00

Filho de um astro do UFC, Davi, de 8 anos, adora ir para a academia com o pai, Vitor Belfort. Brinca de jiu-jítsu, arrisca alguns socos e chutes e... joga bola no tatame? Pois é. Mesmo com tantos incentivos e até por gostar de acompanhar a carreira do pai, o garoto tinha tudo para sonhar ser lutador. Mas aquele desejo de boa parte dos jovens brasileiros acaba falando mais alto: ele quer é ser jogador de futebol.

Vitor - pai também de Vitória (6) e Kyara (4) - sempre gosta de exibir seu lado família. Davi está sempre acompanhando o pai em eventos e viagens e tem até sua conta no Twitter. Uma delas mostra o seu outro grande ídolo, Neymar.

E tem mais: ele já quis até outro esporte, o da bola laranja. “Antes eu queria ser jogador de basquete e agora quero ser de futebol. Eu queria [ser lutador], mas agora estou mais para futebol do que luta. Quero jogar no Barcelona, igual ao Neymar”, disse o garoto, ao lado do pai, em um passeio próximo à cidade de Boca Raton, onde Vitor e a mulher, Joana Prado, moram com os filhos.

“Eu sempre vou aos treinos do meu pai, eu amo ir. Fico assistindo, algumas vezes treino ou jogo futebol no tatame...”, contou ele. “Eu gosto de tudo, mas o que mais gosto é de jiu-jítsu. Nocaute é melhor, mas eu gosto muito de finalização também.”

A academia de Vitor, a Blackzilians, costuma ter um momento especial para que os lutadores levem seus filhos, aos sábados, quando o ambiente tem clima de família, apesar das porradas trocadas no ringue ou no octógono.

Assim como Davi, as irmãs têm algumas ambições esportivas. Ambas praticam ginástica artística e dizem que sonham em competir quando forem “gente grande”. A mais ousada é a caçula Kyara, que diz que também quer ser cantora.

Mesmo sendo pequenos, os filhos de Vitor já conseguem acompanhar sua carreira. Davi conta que os sábados de luta do pai viram grandes eventos na casa da família.

“Eu vejo as lutas do meu pai, mas eu fico muito nervoso”, diz ele, dando ênfase. “Muito nervoso! A gente convida nossos amigos e tudo, é a maior festa. Quando ele ganha é mais uma festa, a gente fica louco.”

O único incômodo do garoto acaba ficando pelo assédio em cima de seu pai. Se nos Estados Unidos nem sempre ele é parado, no Brasil qualquer saída à rua é garantia de pausas para autógrafos e fotos.

“Eu acho muito legal (ter um pai lutador), mas acho um pouquinho ruim que quando saio com algum lugar com o meu pai, várias pessoas ficam tirando foto com ele e não dá para eu curtir o tempo que ele tem”, cornetou ele.

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