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Faixa-preta de jiu-jítsu da Gracie Barra é acusado de bater na noiva

Rodrigo "Rodé" Gomes, lutador de jiu-jitsu, acusado de agredir a noiva Noemi Ramos - Reprodução
Rodrigo "Rodé" Gomes, lutador de jiu-jitsu, acusado de agredir a noiva Noemi Ramos Imagem: Reprodução

Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

04/03/2019 13h37Atualizada em 04/03/2019 18h36

A administradora de empresa e atleta Noemi Ramos registrou um boletim de ocorrência acusando o professor, lutador e faixa-preta de jiu-jítsu Rodrigo "Rodé" Gomes de tê-la agredido com um tapa no último sábado (2) em Luziânia, Goiás. Rodé era noivo de Noemir e é dono de uma franquia da academia Gracie Barra em Brasília, onde dá aulas para adultos e crianças.

Além do boletim de ocorrência registrado na Delegacia da Mulher de Brasília, Noemi postou no Instagram uma foto que mostra uma lesão em seu lábio superior, que seria resultado da agressão sofrida em um rancho onde o casal passava o Carnaval com um grupo de amigos do lutador. Além dessa lesão, ela teria sofrido escoriações na cabeça e no lábio inferior, e passou por um exame no Instituto Médico Legal.

Noemir - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Segundo a atleta, que treinou na unidade Gracie Barra Cruzeiro, Rodé a agrediu depois que ela perdeu a chave do carro do lutador. No relato que fez à reportagem e à polícia, Noemi conta que Rodé, que estava bebendo na festa, se irritou quando não encontrou a chave e não conseguiu entrar em seu carro.

"Nem vi de onde veio o tapa, só sei que foi tão forte que caí e bati a cabeça. Fiquei um tempo desacordada", afirmou Noemi, de 41 anos, que mantinha um relacionamento de quase sete anos com o professor. "Ele sempre foi agressivo, me xingava, puxava meu cabelo, já chegou a aplicar um mata-leão, mas agora a coisa passou de todos os limites e resolvi falar."

Rodé - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Noemi já havia registrado uma queixa contra Rodé, mas a retirou depois que ele prometeu que mudaria de comportamento. No sábado, a atleta, que está nas artes marciais desde os 20 anos, foi auxiliada por outras mulheres que estavam no rancho, mas ninguém se prontificou a levá-la de volta pra casa, em Brasília, a 60 km da cidade goiana.

No dia seguinte, na chegada da polícia, o lutador já havia saído do local. Noemi afirmou que as testemunhas da agressão não corroboraram seu relato aos policiais porque seriam todos amigos de Rodé.

Procurado para comentar o episódio, Rodrigo Rodé enviou à reportagem uma mensagem na qual se diz vítima da situação. "O relato não consiste com a veracidade dos fatos ocorridos. Conforme testemunhas presenciais, tudo será esclarecido a quem de direito. Não fiz nada, sou vítima. Estou tranquilo e com a consciência limpa." Faixa-preta há mais de uma década, o lutador tem participação em campeonatos mundiais, brasileiros e é campeão regional.

Agora ex-noiva do lutador, Noemi não voltou para casa porque tem medo que Rodé, que tem as chaves da residência, apareça para atacá-la. Formada em direito, ela pediu à Justiça uma medida protetiva que o impeça de se aproximar dela, mas a medida ainda não foi conferida.

No Instagram, Noemi recebeu mensagens de solidariedade de outras atletas, mas também foi abordada por amigos de Rodé que tentaram demovê-la de denunciar a agressão. O professor Renato Juninho, dono de outra franquia da Gracie Barra em Brasília, fez um comentário público na postagem, dizendo que Noemi "é doente" e "quem tem boca fala o que quer".

Fundada pelo faixa-preta Carlos Gracie Jr., a Gracie Barra tem mais de 300 filiais espalhadas pelo mundo.

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