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Campeã gaúcha de jiu-jitsu imobiliza homem após furto em supermercado

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

07/02/2019 04h00

Lutadora profissional de jiu-jítsu, Patrícia Melo, 26 anos, imobilizou um homem que fugia de quatros seguranças do supermercado que o acusavam de roubar duas caixas de bombom. A atleta reconheceu o fugitivo, um suposto usuário de drogas que sempre perambulava pela vizinhança da casa dela, em Caxias do Sul (RS). O caso aconteceu na última terça-feira (dia 5).

"Primeiro, apenas segurei o homem. Vi que ele estava quase conseguindo fugir e forcei com a perna para que caísse no chão. Enquanto derrubava, entrei com uma chave de braço".

Patrícia conta que os seguranças estavam exaltados e partiram para agressão. A lutadora lembra que eles diziam coisas como "eu te conheço" e tentavam descontar a raiva no homem. Ela colocou o homem numa posição que impedia socos e chutes.

"Os seguranças deram uns tapas nele na hora que conseguiram chegar no ladrão. 'Por que fugiu? Te conheço!' Falavam essas coisas de segurança. Quando vi que o pessoal ia bater, coloquei o homem contra o chão para evitar que apanhasse".

Patrícia imobilizou um homem que furtou uma loja de chocolates - Reprodução Facebook - Reprodução Facebook
Imagem: Reprodução Facebook

A lutadora pediu para acionarem a Brigada Militar (como a Polícia Militar é chamada no Rio Grande do Sul) e percebeu que toda a confusão ocorreu por causa de duas caixas de bombom. Algumas pessoas insistiram para que ela permitisse agressões e a resposta foi um não contundente. Então Patrícia pôs o homem sentado no chão e aplicou um mata-leão. Demorou cerca de 15 minutos até o carro da polícia chegar. 

Neste intervalo, Patrícia acalmou a mãe, Rosane, que foi visitá-la. A atleta estava abrindo o portão quando o suspeito e os seguranças apareceram correndo. Ao ver a filha em luta corporal, a mãe dela ficou nervosa. A cena foi rápida e inusitada. 

A lutadora carregava a cachorra no colo, colocou o animal nos braços da mãe e agarrou o suspeito. Depois que ele estava imobilizado, Patricia explicou à mãe que não havia motivo para se preocupar porque era treinada e tinha certeza que o homem estava desarmado. 

"Se ele tivesse armado, teria apresentado a arma durante o crime ou na fuga para afastar os seguranças".

Patrícia treina jiu-jítsu há três e começou a competir em 2017. Neste período, conquistou 13 títulos e se tornou a primeira colocada no ranking gaúcho e está na segunda posição na região Sul. 
 

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