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Brasil perde estreia do Mundial para o Qatar e legião de naturalizados

Do UOL, em São Paulo

15/01/2015 17h13

Danijel Saric é bósnio. Joga no Barcelona, já foi campeão europeu de clubes e eleito o melhor jogador do campeonato espanhol. Mesmo assim, foi o grande nome de uma partida entre Brasil e a seleção do Qatar, no jogo de abertura do Mundial masculino de handebol.

O goleiro é um dos sete atletas que o país árabe importou para o torneio que está organizando. E que levaram o time asiático de um patamar baixo para o nível de forças a ser respeitada na modalidade. O Brasil, que ainda busca afirmação em um bloco intermediário, sofreu com isso. Perdeu por 28 a 23 e agora tem de vencer pelo menos duas vezes nos próximos quatro jogos para se classificar para as oitavas de final.

Aos 37 anos, o jogador do Barcelona fez muita diferença no duelo contra o time brasileiro. Ele fez 20 defesas na partida, com média de 42,55% de eficiência - como comparação, os goleiros brasileiros fizeram 18 defesas na partida, com 36,7% de paradas. Saric, porém, não foi o único importado a jogar muito. O Brasil também se complicou com Markovic, um gigante de dois metros nascido em Montenegro, que marcou seis vezes, e com o francês Roine, campeão do mundo em 2011, autor de três gols. Os outros estrangeiros são o cubano Rafael Capote (3 gols), que desertou em 2007 durante o Pan do Rio, o espanhol Borja Vidal, o bósnio Memisevic (3 gols) e o montenegrino Stojanovic. Para fazer justiça, um qatari nascido no país, Hassab Alla, também marcou seis vezes.

Pelo Brasil, algumas atuações chamaram atenção. O principal deles foi o goleiro Cesar Almeida, o Bombom, que pegou dois tiros de sete metros e parou em vários momentos o ataque rival no segundo tempo. Já o ponta Chiuffa, com seis gols, e o central Alexandro Pozzer, com cinco, foram os artilheiros do time. A seleção, comendada pelo espanhol Jordi Ribera, chegou a equilibrar o jogo, principalmente quando usou uma base de atletas que atuam na Espanha em quadra. Os jovens João Pedro, José Guilherme e Arthur, por exemplo, conseguiram impor força no ataque.

O problema é que o time ficou sempre atrás no placar, e por diferenças signifcativas, de três ou quatro gols. Sempre que o Brasil tinha chance de empatar o placar, porém, parava no goleirão bósnio.

Na próxima rodada, a equipe verde-amarela joga contra a atual campeã mundial, a Espanha, no sábado.

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