UOL Esporte Ginástica
 
31/10/2008 - 08h09

Candidatos respondem as perguntas do UOL

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA CBG FORAM SABATINADOS PELO UOL
Já passei por todas as funções que se possa ter na ginástica. Por toda a experiência em todos esses segmentos e por ter ficado muito tempo na confederação, me senti em condições de disputar essa eleição.Por que quer ser presidente da CBG?Porque é um desejo de todos que amam a ginástica chegar, um dia, à presidência. E, como profissional da ginástica, tenho condições de fazer um bom trabalho.
Ela fez tudo da melhor maneira possível. Às vezes, não é possível fazer tudo. Mas o importante é que ela tentou.O que acha da administração de Vicélia Florenzano? Qualquer pessoa que tenha vivenciado a evolução da ginástica brasileira não pode negar os méritos da Vicélia. Se hoje os brasileiros assistem, debatem, conhecem os ginastas, é devido ao excelente trabalho da atual gestão.
Eu mesmo fiz uma proposta neste ano para que isso fosse mudado. Fiz em nome da Federação do Distrito Federal. Mas isso é uma coisa discutível. Eu não pretendo ficar tanto tempo assim, porque eu acho que a mudança, às vezes, é boa.Você concorda com sucessivas reeleições? Se a gestão estiver sendo vitoriosa, apresentando bons resultados, se o presidente estiver motivado, compromissado com o futuro de sua entidade, ele pode se perpetuar e mesmo assim fazer um bom trabalho.
Já tive, depois não tive. E hoje não sei. Saí por problemas profissionais que eu prefiro manter entre mim e ela.Como é a sua relação com a atual presidente Vicélia Florenzano? Tem o apoio dela? A melhor possível. A professora Vicélia é neutra na eleição, e torce para quem vencer fazer uma boa administração
- Fundação da sede administrativa permanente da Confederação Brasileira de Ginástica, desvinculada do centro de treinamento.
- Aquisição de um sistema de informática integrando as áreas de administração, finanças e competições
- Criação da Loja CBG com uma linha de produtos ligados à entidade e também uma linha de produtos licenciados dos ginastas.
- Criação da Escola Nacional de Ginástica, com o objetivo de formar, capacitar e qualificar técnicos, árbitros e dirigentes.
- Fortalecimento dos clubes e das federações, visando ao aumento do número de ginastas de alto rendimento.
Quais suas principais propostas? - Preparar um bom projeto para todas as seleções no próximo ciclo olímpico.
- O fomento ao trabalho de base e descoberta de novos talentos da ginástica.
- Capacitação permanente de técnicos, árbitros e corpo diretivo.
Só o retorno dos ginastas [das seleções] já cria uma possibilidade de os clubes trabalharem o marketing e procurarem recursos. A CBG estará ajudando os treinadores de clubes com as questões técnicas. Poderemos, dependendo dos nossos recursos, emprestar equipamentos para os ginastas treinarem nos seus clubes.Como será a relação entre a CBG e os clubes? A CBG deve estar em sintonia com as federações, pois elas são o elo entre a confederação e os clubes. A nossa gestão será participativa, na qual o diálogo prevalecerá em busca da melhor solução.
Não vou acabar com a seleção permanente, mas temos de encontrar outro formato. Talvez os ginastas não fiquem concentrados por tanto tempo.Você pretende manter a seleção permanente de ginástica artística feminina? Como nosso modelo de gestão é participativo, discutiremos junto com a nossa equipe de trabalho e com todos os presidentes das federações.
Minha proposta é que a CBG tenha um caderno de encargos técnicos para os centros, assim como existe um caderno de encargos para as cidades que quiserem receber a Copa de 2014. Aquela entidade que atender melhor a esse caderno técnico, vai levar [as seleções] para lá. O centro de treinamento da seleção será mantido em Curitiba? Esse é um assunto para analisarmos no futuro. Precisamos ponderar sobre a viabilidade e as condições dos locais para sediar uma seleção
Nós pretendemos contratar estrangeiros e precisamos procurar outro técnico. A questão dos técnicos é primordial para o aprimoramento dos centros. Queremos uma comissão técnica permanente. Mas além dos estrangeiros, teremos técnicos brasileiros na equipe, como o Renato [Araújo, técnico do Flamengo].Você gostaria de manter Oleg Ostapenko? Tem preferência por técnicos estrangeiros?Todos sabem que Oleg foi um dos principais colaboradores para a evolução da ginástica brasileira juntamente com os técnicos nacionais. Sem dúvida ele deixou sua marca. Mas esse assunto será tratado com mais profundidade durante a fase de transição. Neste caso, não podemos levar em conta somente o que preferimos, mas o que é possível
A CBG teve de tomar uma decisão que eu acho que era a mais certa naquele momento. Olhando para as outras modalidades, como o vôlei, elas começaram assim. Nós temos de tentar copiar o que o vôlei fez. Claro que com algumas adaptações.A CBG fez bem em priorizar o esporte de alto rendimento em detrimento da base?Isso foi favorável, porque a partir do momento em que a ginástica produziu a primeira campeã mundial, atraiu os olhares da mídia e dos patrocinadores.
Vamos contratar profissionais e empresas que trabalham com consultoria para a captação de recursos. Sou professor, me especializei, mas preciso de profissionais gabaritados para essas questões.Como angariar novos recursos para a CBG?Com a criação de novos projetos.
Eu a conheço há muitos anos e trabalhamos juntos algumas vezes. É uma pessoa muito agradável. Não me considero de oposição nem de situação. Sou um candidato com propostas consistentes para a CBG.O que você sabe sobre seu concorrente?As duas chapas possuem profissionais com grande vivência e experiência no meio da ginástica. O importante é que estamos numa disputa política pautada por princípios democráticos.
MARCO MARTINS X LUCIENE RESENDE

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