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Ginasta vice-campeã brasileira morre em acidente, e família chora: "é um anjo que a gente perdeu"

Eduarda Mello de Queiroz, ginasta de apenas 17 anos, morreu na manhã deste domingo - Reprodução Facebook
Eduarda Mello de Queiroz, ginasta de apenas 17 anos, morreu na manhã deste domingo Imagem: Reprodução Facebook

José Ricardo Leite e Lucas Menegale

Do UOL, em São Paulo

16/09/2012 14h53

A ginasta Eduarda Mello de Queiroz, 17, morreu na manhã deste domingo após um acidente de carro na descida de Domingos Martins, quilômetro 23 da rodovia BR-262, na cidade de Viana, no Espírito Santo.

Eduarda havia sido em 2012 vice-campeã brasileira de ginástica rítmica na prova de conjunto.

O veículo tinha ainda outras duas pessoas. O motorista do carro, Luiz Felipe Moroewsky Costa, está internado em estado grave no Hospital São Lucas, na cidade de Vitória. A também ginasta Natália Gaudio, 19 anos, sofreu apenas ferimentos leves.

De acordo com relato da Polícia Federal da rodovia, o motorista perdeu o controle na curva, saiu da pista, caiu em uma ribanceira e colidiu em uma árvore. Natália foi salva pelo cinto, enquanto Eduarda e Luiz Felipe foram arremessados para fora do veículo. Eduarda morreu ainda no local.

Os três voltavam de uma casa noturna de Marechal Floriano e voltavam para Vila Velha. Não foi feito teste de bafômetro em Luiz Felipe por ele ser resgatado já desacordado. Apesar disso, ex-companheiras dizem que a ginasta não era de frequentar baladas.


“Estamos nos sentindo péssimos, é uma coisa que ninguém esperava. Quando alguém está doente, você se prepara e é uma coisa. Agora, uma menina de 17 anos? Todo mundo está muito abalado”, falou Francine Mello, tia de Eduarda, ao UOL Esporte.

A familiar chorou e fez questão de ressaltar as qualidades da sobrinha. “Uma menina maravilhosa, inteligente e estudiosa. Era querida por todo mundo, não tinha ninguém que falasse qualquer coisa da Duda”, falou.

“Ela era um anjo, o nosso anjo que a gente perdeu”, continuou.

O acidente abalou também os dirigentes da Confederação Brasileira de Ginástica. “A gente precisa saber o que aconteceu pra saber como a confederação pode ajudar e pra dar o suporte necessário. A gente tem que ter informações precisas porque é um momento muito delicado para a família”, falou Klayler Mourthé, supervisor de seleções da entidade.