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  11/01/2007 - 13h24
Beckham deixa o Real e assina por cinco anos com time dos EUA

Das agências internacionais
Em Madri (Espanha)

O meia David Beckham deixará o Real Madrid ao fim da atual temporada. O jogador anunciou nesta quinta-feira, que não renovará seu contrato com o clube espanhol, que termina em junho. O destino dele será o futebol dos Estados Unidos.

Reuters
David Beckham acerta com time dos EUA e define saída do Real Madrid para junho
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PERFIL DE DAVID BECKHAM
O anúncio de sua saída coincide justamente com o momento em que foi barrado pelo técnico Fabio Capello do time que enfrenta o Bétis, nesta quinta, pela Copa do Rey. Ao lado do inglês, também foram afastados os atacantes Ronaldo e Cassano e o lateral-direito Michel Salgado.

"Nesta semana, o Real me pediu para tomar uma decisão sobre meu futuro e para fazer a oferta de prorrogação de contrato por mais duas temporadas", afirmou Beckham.

"Depois de discutir diversas opções com minha família e meus conselheiros, se eu deveria ficar aqui em Madri ou partir para outro grande clube britânico e europeu, decidi assinar com o L.A. Galaxy e jogar na MLS a partir de agosto deste ano."

Na despedida, por meio de um comunicado, Beckham mostrou gratidão por clube e torcedores e pela cidade.

"Gostaria de agradecer aos torcedores e ao povo de Madri, que nos recebeu e tratou bem, fazendo com que minha decisão se tornasse mais difícil", afirmou o meia. "Aproveitei o tempo que joguei aqui e sou extremamente grato ao clube por me dar uma oportunidade de jogar por uma grande equipe e à incrível torcida."

Mas deixou claro que o fato de ter contrato assinado com outro clube não vai interferir em seu desempenho. "Vou continuar dando 100% a meu treinador, companheiros e fãs. Acredito que Capello levará esse clube e seus torcedores ao sucesso que eles merecem."

Fiquei triste com a notícia, mas quando soube do valor do negócio, parei de chorar por ele
Ricardo Egues, 38,
torcedor do Real
Beckham, titular da seleção inglesa nas Copas do Mundo de 1998, 2002 e 2006, assinará contrato de cinco anos para jogar pelo Los Angeles Galaxy e, aos 31 anos de idade, será o jogador mais famoso a atuar na liga profissional norte-americana (MLS). Ele deve receber nada menos que US$ 250 milhões no período, ou por volta de US$ 1 milhão por semana.

A chegada de Beckham pode inaugurar no futebol norte-americano uma nova era de grandes astros. Recentemente, o New York Red Bulls chegou a anunciar o interesse na contratação de Ronaldo, que deve se desligar do Real Madrid ainda neste mês de janeiro.

Recentemente, Victoria Beckham, esposa do jogador, esteve em Los Angeles para procurar uma casa na ilustre e rica região de Beverly Hills. Especula-se que uma mansão em estilo espanhol avaliada em US$ 15 milhões tenha agradado a mulher do astro inglês.

Histórico

Beckham chegou ao Real Madrid em 2003 naquele que foi considerado um grande golpe de marketing do clube para atingir os aficionados do mercado asiático. Ele vestiu a camisa de número 23, a mesma do astro Michael Jordan na NBA, mas não obteve o sucesso esperado dentro de campo.

ERA PELÉ E NOVOS TEMPOS
Os Estados Unidos experimentou o primeiro contato com estrelas de primeira grandeza do futebol internacional na década de 70, quando a contratação de Pelé pelo extinto New York Cosmos inaugurou uma época de craques pelos gramados do país. Depois do ex-astro do Santos, outros 'peso pesados' como o alemão Franz Beckenbauer, o irlandês George Best e o brasileiro Carlos Alberto Torres passaram pela incipiente liga norte-americana.

Na década de 90, pouco tempo após de organizar a Copa de 1994, os Estados Unidos fizeram a segunda tentativa de erguer uma liga profissional de futebol no país. Mas, de cara, a MLS (Major League Soccer) se desenvolveu com um teto salarial, que impedia a contratação de grandes estrelas estrangeiras.

Recentemente, depois de um processo de mais de dez anos na estabilização da liga, os dirigentes locais decidiram quebrar essa lei, permitindo que cada equipe integrante do campeonato possa ter um jogador com ganhos superiores ao teto salarial da MLS.
De cara, entrou em um elenco recheado de astros, no qual teria de brigar por vaga com Figo, que atuava na mesma posição. Para que todos os "galácticos" entrassem no time -já contava com Ronaldo, Raúl, Zidane e Figo-, o inglês teve de ser deslocado para atuar como volante.

Beckham, que foi dirigido por Vanderlei Luxemburgo, jamais teve o sucesso de seus companheiros, como Figo e Zidane, até ser mandado para o banco de reservas, como fez Capello. Só restava ao Real tratá-lo como um verdadeiro garoto-propaganda, já que a imagem do jogador tem boa aceitação em grande parte do mundo.

Se a imagem de Beckham deu grande força publicitária e garantiu uma inesgotável fonte de renda ao Real, que superou o Manchester United como clube mais rico do mundo em 2006, o mesmo não aconteceu com o time de futebol, que colecionou fracassos nos últimos três anos.

O último título do Real foi o Campeonato Espanhol de 2003, pouco antes de Beckham se apresentar, após uma transferência que valeu cerca de US$ 30 milhões ao Manchester. De lá para cá, o time viu o arqui-rival Barcelona levar dois títulos nacionais e um da Liga dos Campeões.

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