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  04/12/2005 - 18h04
Flamengo goleia Paysandu e termina o ano "na boa"

Da Redação
No Rio de Janeiro

O Flamengo terminou o ano oferecendo ao "salvador" Joel Santana uma invencibilidade de nove jogos. Neste domingo, na despedida do Campeonato Brasileiro, o time rubro-negro venceu o Paysandu por 4 a 1, no Mangueirão.

DESTEMPERO
O jogo já estava definido - o Flamengo vencia por 4 a 1 -, mas o técnico do Paysandu, Carlos Alberto Torres resolveu encontrar um culpado pela pífia campanha da sua equipe: a arbitragem.

Fora de controle, o treinador agrediu verbalmente o auxiliar e depois invadiu o campo para tirar satisfações com o árbitro Paulo César Oliveira. Proferindo xingamentos, o capitão do Tri precisou ser contido pelo atacante Róbson.

No vestiário, ele disse que houve um complô das "grandes forças" para rebaixar o Paysandu.

"Viajar para cá ninguém gosta. Então o que se faz? Rebaixa o Paysandu e evitam as vindas a Belém", acusou.
Deste modo, o treinador, que ainda não decidiu se trocará a Gávea pelo Japão, fecha sua "operação resgate" com êxito. Em 27 pontos disputados, ele conquistou 21 (seis vitórias e três empates) e garantiu a permanência dos cariocas na Primeira Divisão antes mesmo da última rodada.

Como o Paysandu também já estava rebaixado para a Série B, o confronto foi uma mera formalidade para cumprir tabela. Descompromissados, os times jogaram ofensivamente e desperdiçaram diversas oportunidades.

Leonardo Moura abriu o placar para os visitantes e Rodrigo igualou. No segundo tempo, Renato, duas vezes, e Leonardo Moura garantiram a goleada.

Porém, nem só de festa foi a partida no Mangueirão. Aos 30min da etapa final, o volante Vânderson caiu no gramado sentindo dores no peito e foi retirado do estádio de ambulância. Segundo o departamento médico, ele só foi encaminhado ao hospital por precaução. O diagnóstico do cardiologista Henrique Custódio foi de taquicardia motivada por estresse.

Após 42 rodadas, o Flamengo somou 55 pontos e terminou na 15ª posição. Agora, o clube começa a se estruturar para a próxima temporada. As primeiras medidas serão as renovações contratuais dos jogadores que agradaram neste ano.

O paraguaio César Ramírez foi o primeiro a assinar o novo compromisso. Estão nesta situação também o zagueiro Renato Silva e os meias Renato e Souza.

Já o Paysandu precisará "juntar os cacos" para disputar a Segunda Divisão. O clube terminou na penúltima posição, com 41 pontos e deve formar uma nova equipe em 2006. O técnico Carlos Alberto Torres continuará no clube.

O jogo
Sem nada a perder, as duas equipes começaram sem preocupações defensivas. O primeiro lance mais incisivo foi do Paysandu, aos 3min, quando Rafael Moura chutou forte e Diego defendeu. Na sobra, Rodrigo bateu cruzado e novamente o camisa 1.

O goleiro flamenguista continuou como protagonista do jogo. Aos 10min, Rafael Moura esbarrou na "muralha". Na sobra, foi a vez de Róbson perder o duelo para Diego.

FOMINHA
Disputando a artilharia com Romário, Róbson exagerou no individualismo neste domingo. Antes da partida, o jogador já deu mostras de que o "eu" falaria mais alto do que o grupo.

"Será o jogo da minha vida. Para a minha carreira vai ser excelente ficar com essa artilharia", afirmou.

Quando a bola rolou, o centroavante aparentou nervosismo. Ele distribuiu broncas nos companheiros - a quem oferecera R$ 1 mil por assistência que resultasse em gol -, desperdiçou boas chances e tentou cavar pênaltis.

Robgol enfrentou um jejum de nove jogos nesta reta final e estacionou nos 21 gols. Seu concorrente direto não bobeou, marcou duas vezes contra o Paraná e sagrou-se o principal artilheiro do Brasil.

"A gente falou a semana toda para jogar em função do centroavante. Muita gente quis decidir o jogo e deu nisso", tentou justificar o atacante.
Ao contrário dos mandantes, o Flamengo foi à frente, mas demorou a finalizar. Quando o fez, aos 13min, saiu na frente. Leonardo Moura avançou pela direita e tocou para Obina. O atacante fez inteligente corta-luz e o lateral-direito aproveitou para tocar com precisão no canto esquerdo de Ronaldo.

O gol motivou os cariocas. Aos 15min, Rodrigo ajeitou de cabeça e Obina, também de cabeça, obrigou Ronaldo a se esticar para colocar a escanteio.

Quando a defesa cochilou, aos 21min, Diego novamente apareceu bem para colocar a escanteio um chute forte de Ademílson. A atuação do goleiro flamenguista seguiu destacada.

Aos 36min, Marabá chutou da entrada da área e Diego defendeu parcialmente. Na sobra, livre, Rafael Moura pegou forte e novamente o goleiro espalmou.

No contra-ataque, Renato deixou Obina livre, mas o atacante esbarrou em Ronaldo, que fez grande intervenção. O Paysandu conseguiu o empate aos 42min. Rodrigo recebeu na ponta esquerda, entrou na área e chutou cruzado, sem chance de defesa.

O time bicolor voltou melhor na etapa final e aos 8min Rafael Moura chutou e Diego defendeu. No contra-ataque, aos 9min, André Santos fez longo lançamento, Renato dominou, driblou Felipe Saad e bateu forte no canto para desempatar.

Depois de 60 jogos ininterruptos em campo, Diego se contundiu e deu lugar, pela primeira vez no ano, a Getúlio Vargas.

O Flamengo teve a chance de fazer o terceiro aos 15min, mas Leonardo Moura arrematou nos pés de Ronaldo o bom cruzamento de Renato.

Em desvantagem na disputa da artilharia com Romário, Róbson perdeu a oportunidade de igualar-se aos 20min, mas chutou por cima. O atacante se benzeu após o erro.

Os visitantes sacramentaram a vitória aos 30min. Diego Souza cruzou da direita, Renato apareceu na segunda trave e, de cabeça, marcou seu 12º gol no Campeonato Brasileiro.

Aos 32min um lance de muita apreensão. O volante Vânderson, do Paysandu, jogou a bola para a lateral e desabou em campo, queixando-se de dores no peito. De imediato, os médicos das duas equipes entraram em campo e o jogador deixou o Mangueirão de ambulância.

O Flamengo aproveitou-se do descontrole do Paysandu e marcou o quarto. Renato entrou pela esquerda, deu um leve toque para o meio e Leonardo Moura completou para o gol vazio.

Um minuto depois, Róbson teve a chance derradeira de empatar com Romário na artilharia, mas Getúlio apareceu bem e fez a defesa.

No fim, uma cena lamentável. Descontrolado, o técnico do Paysandu, Carlos Alberto Torres, invadiu o campo e ofendeu o árbitro Paulo César Oliveira.

PAYSANDU
Ronaldo; Ademílson, Váldson, Felipe Saad e William (Balão); Vânderson, Marabá, Gian (Luis Augusto) e Rodrigo; Róbson e Rafael Moura (Zé Augusto)
Técnico: Carlos Alberto Torres

FLAMENGO
Diego (Getúlio); Leonardo Moura, Renato Silva, Rodrigo e André Santos; Fabiano, Diego Souza (Josafá), Júnior e Renato; Fellype Gabriel (Souza) e Obina
Técnico: Joel Santana

Data: 4/12/2005
Local: estádio Mangueirão, em Belém (PA)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Geraldo Vollet (SP) e Marcelo Van Gasse (SP)
Cartões amarelos: Felipe Saad (P), Fabiano (F), Ronaldo (P)
Gols: Leonardo Moura, aos 13min, Rodrigo, aos 42min do primeiro tempo; Renato, aos 9min; Renato, aos 30min, Leonardo Moura, aos 40min do segundo tempo

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