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  03/11/2005 - 22h13
Palmeiras, outra vez, ajuda salvação do Flamengo

Da Redação
Em São Paulo

Se o Flamengo permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro na próxima temporada, novamente pode apontar o Palmeiras como um dos principais responsáveis. Pela terceira vez nos últimos cinco anos, o time carioca precisava superar o rival paulista para manter esperança de seguir na elite do futebol nacional. Na noite desta quinta-feira, contou com uma falha do goleiro Marcos para vencer por 1 a 0 em pleno Parque Antarctica e seguir sonhando com sua salvação.

Folha Imagem
Ramírez chuta e, com falha de Marcos, faz o gol da vitória do Flamengo sobre o Palmeiras
O resultado desta quinta-feira faz a torcida carioca recordar duas situações anteriores. Em 2001, o Flamengo chegou à última rodada precisando vencer o Palmeiras para não ser rebaixado. Jogando em Juiz de Fora, fez 2 a 0 no time paulista (gols de Juan e Roma) e se safou do descenso.

Três anos depois, em 2004, Flamengo e Palmeiras voltaram a se encontrar na fase decisiva do Campeonato Brasileiro. A quatro rodadas do fim, o time paulista estava na quinta colocação e recebeu o desesperado adversário carioca, que estava na zona de risco e venceu por 2 a 1.

"Ainda estamos vivos. Essa vitória era importante demais para nós e conseguimos fazer um excelente jogo contra o Palmeiras aqui em São Paulo. Vamos seguir brigando até o final do Brasileiro para honrar a camisa do Flamengo e não deixar o nosso time cair", prometeu o meia Renato, um dos maiores destaques do time carioca nesta quinta-feira.

Se a vitória sobre o Palmeiras aumenta a esperança do Flamengo, ainda não tira o time carioca da zona de rebaixamento para a Série B. O clube rubro-negro chegou a 41 pontos, mas mantém a 19ª colocação por ter uma vitória a menos que o Coritiba (17º) e saldo de gols inferior ao do Figueirense (18º).

Quanto ao Palmeiras, que perdeu nesta quinta-feira uma série invicta de oito partidas no Campeonato Brasileiro, o sonho de classificação para a Copa Libertadores ficou ainda mais distante. As quatro primeiras equipes do Brasileiro garantirão vaga no torneio sul-americano. O time paulista, que estacionou nos 58 pontos e no quinto posto, manteve três de desvantagem para o quarto colocado Goiás.

A PRIMEIRA VEZ
A derrota desta quinta-feira derrubou um histórico amplamente favorável do treinador Emerson Leão. Isso porque ele nunca havia sido superado, no Parque Antarctica, como comandante do Palmeiras.

Leão chegou ao Palmeiras em julho deste ano. Desde então, o time paulista disputou nove partidas em seu estádio e não havia perdido nenhuma até esta quinta-feira.

No entanto, o histórico favorável de Leão no Palmeiras não se limita a esta temporada. Em 1989, quando também comandou a equipe paulista, o treinador também não foi derrotado no Parque Antarctica.

Somadas as duas passagens, Leão ficou 16 jogos sem perder como treinador do Palmeiras no Parque Antarctica.
"As coisas ficaram mais complicadas, é verdade. Precisávamos de um placar positivo jogando em casa, mas não conseguimos render o que a nossa equipe pode. Não desistimos, mas ficamos mais longe da Libertadores", admitiu o goleiro Marcos.

As duas equipes voltarão a campo no próximo domingo. O Flamengo disputará, às 16, o clássico contra o Botafogo no estádio Raulino de Oliveira. Mais tarde, às 18h10, o Palmeiras jogará contra o Atlético-PR na Arena da Baixada.

O jogo
Após muito mistério, o técnico Joel Santana surpreendeu ao escalar o Flamengo. Em vez do meia Fellype Gabriel, ele colocou o volante Júnior no meio-campo. Com isso, reforçou a marcação sobre as principais peças de criação do Palmeiras.

"A nossa idéia foi vir aqui para anular os pontos fortes deles e aproveitar nossa velocidade no contra-golpe. Foi uma marcação quase individual", analisou o lateral-direito Leonardo Moura, da equipe carioca.

O problema é que, se foi muito bem na marcação, o Flamengo não apresentou qualquer eficiência no ataque. O time visitante teve muita dificuldade para criar jogadas no Parque Antarctica e, quando criou, mostrou com finalizações extremamente ruins o porquê de ser a equipe que menos marcou gols no Campeonato Brasileiro.

Na primeira vez em que concluiu com algum perigo, aos 45min do primeiro tempo, o Flamengo abriu o placar. Ramirez recebeu na direita, perto da entrada da área, e arriscou de pé direito. A bola passou por baixo do goleiro Marcos, que demorou muito para cair. "Falhei e tenho que assumir isso. Era um lance perfeitamente defensável, mas eu fiquei esperando o Gamarra travar. Não achei que fosse passar", contou o camisa 1 alviverde.

Preocupado com a morosidade do Palmeiras na etapa inicial, o técnico Emerson Leão colocou o meia Pedrinho no lugar de Cristian durante o intervalo. "Ele pediu um pouco mais de movimentação. O Marcinho e o Washington [atacantes da equipe paulista] quase não tocaram na bola no primeiro tempo porque a marcação do Flamengo foi muito forte", analisou o reserva alviverde.

A entrada de Pedrinho deu mais movimentação ao meio-campo do Palmeiras. Com isso, Marcinho passou a receber mais a bola e criou duas ótimas oportunidades para empatar a partida no Parque Antarctica.

No entanto, o bom início do Palmeiras no período complementar foi apenas um lampejo. O time paulista caiu de produção e ficou totalmente desorganizado em campo. Isso aumentou quando o técnico Emerson Leão colocou o meia Diego Souza no lugar do lateral-esquerdo Michael, o que fez os donos da casa perderem suas jogadas pelas laterais do campo (Baiano, na direita, também insistia em investidas pelo meio).

Perdido, o time paulista pouco fez para ameaçar o gol defendido por Diego. E o Flamengo, satisfeito com a vitória, apenas administrou a posse de bola nos minutos finais para garantir o resultado positivo em São Paulo.

PALMEIRAS
Marcos, Baiano, Daniel, Gamarra e Michael (Diego Souza); Correa, Marcinho Guerreiro, Juninho Paulista e Cristian (Pedrinho); Marcinho e Washington (Cláudio)
Técnico: Emerson Leão

FLAMENGO
Diego; Leonardo Moura, Renato Silva, Rodrigo e André Santos; Jônatas, Diego Souza (Fellype Gabriel), Renato e Júnior; Josafá (Fabiano) e Ramirez (Souza)
Técnico: Joel Santana

Local: estádio do Parque Antarctica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Antônio da Cruz dos Santos e Edmo Oliveira Santos (ambos do SE)
Cartões amarelos: Diego Souza (F) , Ramirez (F), André Santos (F)
Gols: Ramirez, aos 45min do primeiro tempo

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