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  02/11/2005 - 23h34
Triste, Corinthians perde série e reduz conforto

Da Redação
Em São Paulo

Fotocom
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol na vitória sobre o Corinthians no Mineirão
Uma fratura na fíbula da perna direita durante o empate com o Vasco, no último domingo, tirou o meia Roger do restante do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, na primeira partida sem seu camisa 7, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro por 2 a 1 em Belo Horizonte, deu fim a uma invencibilidade de 18 partidas e viu sua situação se tornar menos confortável na liderança do torneio nacional.

"A única diferença do Corinthians com o Roger para o Corinthians sem o Roger é que a nossa equipe ficou mais triste", lamentou o meia Hugo, escolhido para substituir o camisa 7 na partida desta quarta-feira.

Mais triste, o Corinthians sofreu sua primeira derrota sob o comando de Antônio Lopes. O último revés do time paulista havia acontecido no dia 24 de agosto, em Caxias do Sul, quando o Juventude fez 1 a 0. Desde então, em 18 partidas, o clube alvinegro havia somado dez vitórias e oito empates.

O placar negativo do Corinthians nesta quarta-feira coloca mais emoção na reta final do Campeonato Brasileiro. O time paulista estaciona nos 71 pontos e se mantém na primeira colocação. Entretanto, o vice-líder Internacional depende apenas de suas forças (ainda tem o confronto direto com a equipe do Parque São Jorge) para se sagrar campeão.

RECORDE MANTIDO
A derrota desta quarta-feira impediu o Corinthians de igualar um recorde no Campeonato Brasileiro. A equipe paulista havia vencido suas 14 partidas anteriores e precisava de apenas mais uma para repetir a série obtida em 1993.

Naquela ocasião, quando o Corinthians era dirigido por Mário Sérgio, a invencibilidade de 15 jogos só caiu na fase semifinal, quando o Vitória fez 2 a 1 sobre o rival alvinegro em Salvador. A equipe baiana disputou a decisão daquela competição contra o Palmeiras, que ficou com o título.

A seqüência invicta do Corinthians nesta temporada, contudo, não se limitou ao Campeonato Brasileiro. O time paulista também ficou quatro jogos sem perder na Copa Sul-Americana e totalizou 18 jogos sem um revés.
"O campeonato nunca esteve decidido. Sabíamos que ia ser complicado e que nós não conseguiríamos ganhar todos os nossos jogos. O equilíbrio no Brasileiro é muito grande", analisou o centroavante corintiano Nilmar.

Enquanto o Corinthians passa por um momento de incerteza, o Cruzeiro curte momento excelente. O time mineiro alcançou nesta quarta-feira sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Com isso, chegou a 57 pontos e à sexta posição da tabela.

Com isso, a quatro pontos da zona de classificação para a Copa Libertadores, o Cruzeiro ganha motivação para as últimas rodadas do Brasileiro. "Temos uma meta bastante clara de alcançar uma vaga e precisamos vencer todas as partidas para isso. Vamos trabalhar e seguir com essa dedicação que nós apresentamos nos últimos jogos", prometeu o centroavante Alecsandro.

O próximo compromisso do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro é o confronto com o Fortaleza, no próximo sábado, às 18h10, em Fortaleza. No dia seguinte, às 16h, o Corinthians disputará o clássico paulista contra o Santos.

O jogo
NEM A SUPERSTIÇÃO...
O Cruzeiro precisou superar mais que o time do Corinthians para vencer nesta quarta-feira. O time dirigido por Paulo César Gusmão também levou a melhor diante da superstição do treinador Antônio Lopes, do clube paulista.

Lopes entrou em campo com uma camisa branca, e o Corinthians terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0. Preocupado, o comandante alvinegro trocou de roupa no intervalo. Com isso, Nilmar deu um alento ao técnico e empatou a partida. Aos 35min, entretanto, Kelly definiu a vitória mineira.
Sem Roger (lesionado) e Rosinei (suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo), o treinador Antônio Lopes escalou um meio-campo bastante defensivo no Corinthians. "A principal diferença para a equipe que vinha atuando é que eu ajudo mais na marcação. Vamos tentar ser mais compactos", disse Hugo, que ganhou a concorrência com Carlos Alberto e atuou ao lado de três volantes (Wendel, Fabrício e Marcelo Mattos).

A postura extremamente defensiva do Corinthians deu espaço ao Cruzeiro, que dominou completamente o início do confronto. Porém, apesar de ter superioridade total na posse de bola, o time mineiro não conseguiu criar lances de perigo à meta defendida por Fábio Costa.

Mais incisivo que o Cruzeiro, o Corinthians apostou nos contra-golpes. O time paulista utilizou as laterais do campo para fazer sua saída de bola (com Eduardo Ratinho e Gustavo Nery) e desperdiçou uma ótima oportunidade com Nilmar, aos 15min. "Precisamos melhorar nas conclusões. Eu bati mal em uma chance clara, mas o negócio é levantar a cabeça e seguir tentando", minimizou o camisa 9 da equipe alvinegra.

Aos 40min, o Cruzeiro transformou sua superioridade na posse de bola em vantagem no placar. Wendel tentou cortar um cruzamento da esquerda, subiu totalmente desajeitado e tocou a bola com a mão. A cobrança do pênalti coube a Kelly, que colocou no canto direito de Fábio Costa.

GRANDE SUSTO
O volante Fábio Santos, do Cruzeiro, protagonizou uma cena assustadora nesta quarta-feira. O jogador dividiu uma bola com Gustavo Nery aos 35min do primeiro tempo, sofreu um choque na região abdominal e caiu no gramado.

Imediatamente, Fábio Santos foi cercado por vários jogadores das duas equipes, que utilizaram suas camisas para abanar o volante. "Ele sofreu uma parada respiratória", contou Paulo de Faria, médico do Corinthians, que ajudou no socorro ao atleta.

"Ele ficou alguns segundos sem conseguir respirar devido a uma pancada muito forte um pouco abaixo do peito", confirmou o médico Ronaldo Nazaré, do Cruzeiro.

Com Fábio Santos caído, a ambulância do Mineirão se deslocou até o volante. Entretanto, o jogador se levantou depois de alguns segundos e retornou à partida.
Mesmo depois da mudança do placar, contudo, o panorama da partida seguiu inalterado. O Cruzeiro tinha mais posse de bola, e o Corinthians assustava nos contra-ataques. No segundo tempo, em um destes contra-ataques, Nilmar empatou. O camisa 9 recebeu passe de Hugo na direita, a 1min, adiantou a bola e chutou cruzado, no ângulo direito de Fábio.

A chance animou o Corinthians, que passou a criar oportunidades em lançamentos longos e teve mais volume de jogo no segundo tempo. Com isso, o técnico Paulo César Gusmão mudou o Cruzeiro e colocou o atacante Wando no lugar do meia Adriano.

Mais aberto, o time mineiro se lançou ao ataque e melhorou o nível da partida. As duas equipes criaram muito na etapa final e os goleiros Fábio (do Cruzeiro) e Fábio Costa (do Corinthians) tiveram muito trabalho para manter a igualdade.

Quando o empate parecia certo, porém, o Cruzeiro teve uma nova penalidade a seu favor. Fabrício tentou cortar um cruzamento da direita aos 35min e colocou a mão na bola, num lance parecido com o de Wendel. Kelly bateu no mesmo canto (o lado direito de Fábio Costa) e deu a vantagem aos mineiros.

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Marcelo Batatais (Edu Dracena), Irineu e Wagner; Maldonado, Fábio Santos, Adriano (Wando) e Kelly; Diego e Alecsandro (Francismar)
Técnico: Paulo César Gusmão

CORINTHIANS
Fábio Costa; Eduardo Ratinho (Edson), Marinho, Betão e Gustavo Nery (Jô); Wendel, Fabrício, Marcelo Mattos e Hugo (Carlos Alberto); Tevez e Nilmar
Técnico: Antônio Lopes

Local: estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima (RJ)
Cartões amarelos: Gustavo Nery (COR), Betão (COR), Maldonado (CRU), Diego (CRU), Fábio (CRU), Marcelo Mattos (COR), Fabrício (COR)
Gols: Kelly, de pênalti, aos 40min do primeiro tempo; Nilmar, a 1min, Kelly, de pênalti, aos 35min do segundo tempo

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