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  22/10/2005 - 20h08
Cruzeiro dá o troco e vira para cima do Paysandu

Da Redação
No Rio de Janeiro

O Cruzeiro aproveitou o mando de campo para conseguir uma vitória sobre o Paysandu na revanche da partida da última quarta-feira, na qual foi goleado por 4 a 1, em Belém. Neste sábado, no Mineirão, depois de estar perdendo por dois gols, o Cruzeiro reagiu e buscou a virada, garantindo o placar final de 4 a 3, em jogo válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A partida da última quarta aconteceu para repetir o confronto da 12ª rodada, que foi anulada em função do escândalo da arbitragem, do qual o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi o pivô. Neste sábado, mais uma vez os torcedores viram uma partida de muitos gols, mas com a vitória para o outro lado.

CRUZEIRO SEMPRE VENCEU EM BH
Com a vitória assegurada, o Cruzeiro manteve também o histórico favorável contra o Paysandu em partidas disputadas em Belo Horizonte. Nas seis vezes que as equipes se enfrentaram na capital mineira, o Cruzeiro saiu vencedor.

O retrospecto teve início em 1974, quando o time celeste aplicou uma goleada por 4 a 1. Na segunda ocasião, em 1977, o Cruzeiro voltou a vencer por quatro gols, mas dessa vez não sofreu nenhum.

Depois de quinze anos (2002) sem jogar contra o Paysandu em Belo Horizonte, o Cruzeiro recebeu a equipe paraense no estádio Independência e venceu por 3 a 1. A vitória por 2 a 1, em 2003, teve sabor especial. Com aquele triunfo, o time comemorou de forma antecipada o título do Brasileirão.

Antes da vitória deste sábado, o último triunfo havia sido no Brasileiro do ano passado. Martinez foi o autor da vitória por 1 a 0, a mais simples no confronto, em jogos disputados em Belo Horizonte.
Com o resultado, o Cruzeiro passou a somar 48 pontos, mas permanece na nona colocação, dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Embora a disputa seja complicada, o resultado mantém as esperanças mineiras de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem.

"O mérito é todo deles [jogadores], que voltaram [para o segundo tempo] de uma forma diferente. Tiveram uma entrega muito grande e estão todos de parabéns, porque eles souberam ter equilíbrio, ainda mais perdendo um jogo para uma equipe que está em ascensão", falou o técnico do Cruzeiro, elogiando a postura dos seus comandados.

O Paysandu, que vinha de uma seqüência de três vitórias, todas de virada, conheceu o lado inverso da moeda e deixou escapar um triunfo que seria fundamental na luta contra o rebaixamento. Com a vitória do Figueirense sobre a Ponte Preta, o time paraense voltou à zona de rebaixamento e está com 35 pontos, na 19ª posição.

Essa foi a primeira derrota de Carlos Alberto Torres no comando do Paysandu, que nunca conseguiu vencer o Cruzeiro em solo mineiro. O resultado também confirma o péssimo aproveitamento paraense fora de casa. Até agora, o Paysandu venceu apenas duas, empatou três e perdeu 12 jogos disputados no estádio dos adversários.

O Cruzeiro volta a campo nesta terça-feira, pela 34ª rodada. O adversário será o Coritiba, às 20h30, no estádio Couto Pereira, na capital paranaense. Para esta partida, o técnico Paulo César Gusmão poderá contar com o volante Marabá e os meias Kelly e Adriano, que estavam suspensos.

Na quinta, também às 20h30, o Paysandu receberá o Corinthians, no Mangueirão e, para enfrentar o líder do Brasileirão, terá as voltas de Vanderson e do artilheiro Róbson, também suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

O jogo
O Cruzeiro começou tentando pressionar o Paysandu, mas quem abriu o placar, logo aos 9min, foi a equipe paraense. Ceará fez boa jogada pela direita, passou por Moisés e cruzou rasteiro para Rafael Moura, que tocou para fazer o seu quarto gol no Campeonato Brasileiro.

Aos 22min, o time mineiro quase empatou. Wagner avançou pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Diego. O atacante tentou encobrir o goleiro Alexandre Fávaro e a bola tocou na parte de cima do travessão.

Mas, no minuto seguinte, o Paysandu ampliou. Gian fez ótimo lançamento e encontrou Ceará livre na direita. Como no primeiro gol, ele cruzou para Rafael Moura, que fechava no meio, mas dessa vez o gol foi de cabeça.

A torcida mineira já ensaiava uma vaia, mas o Cruzeiro logo encerrou. Assim que deu a saída de bola, o time foi ao ataque. Aos 24min, Alecsandro recebeu lançamento longo, dominou na entrada da área, passou por um zagueiro e chutou com força, no ângulo direito de Alexandre Fávaro.

Na seqüência do primeiro tempo, as duas equipes se alternaram no ataque e criaram boas chances. Os goleiros trabalharam bastante, assim como os jogadores de defesa, que evitaram gols de ambos os lados.

Na segunda etapa, o jogo seguiu bem movimentado e, embora o Paysandu atacasse, era o Cruzeiro que mais pressionava. Aos 15min, veio o gol de empate. Em posição legal, Diego recebeu lançamento e, de costas para o gol, deu um toque sutil de cabeça, encobrindo o goleiro.

A virada aconteceu aos 31min. Diego fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para Alecsandro. O atacante só teve o trabalho de escolher o canto e cabecear para explodir a torcida no Mineirão.

O Cruzeiro ainda teve tempo para ampliar. Aos 40min, Francismar entrou livre e chutou. Alexandre Fávaro fez a defesa, mas o zagueiro Váldson se enrolou, permitindo que Daniel aproveitasse e empurrasse para o gol. Três minutos depois, Rafael Moura, de pênalti, fez o terceiro do Paysandu.

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Marcelo Batatais, Moisés e Leandro (Francismar); Maldonado, Diogo (Wando), Fábio Santos e Wagner; Diego e Alecsandro (Daniel)
Técnico: Paulo César Gusmão

PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Luís Henrique, Váldson e Marquinhos; Marco Aurélio, Alemão (Rodrigo), Marabá, Gian e Cléber; Ceará (Balão) e Rafael Moura
Técnico: Carlos Alberto Torres

Local: estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Wilson Luís Seneme (SP)
Assistentes: Emerson Augusto De Carvalho e Evandro Luís Silveira (ambos de SP)
Cartões amarelos: Marquinhos (P), Fábio Santos (C), Marcelo Batatais (C)
Gols: Rafael Moura, aos 9min e aos 23min, Alecsandro, aos 24min do primeiro tempo; Diego, aos 15min, Alecsandro, aos 31min, Daniel, aos 40min, e Rafael Moura, de pênalti, aos 43min do segundo tempo

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