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  25/09/2005 - 17h59
Cruzeiro bate a Ponte Preta e reencontra a vitória

Da Redação
Em São Paulo

Em uma partida repleta de expulsões e gols, o Cruzeiro bateu a Ponte Preta de virada por 3 a 2, neste domingo, em Campinas, e reencontrou o caminho das vitórias. Com o resultado, a equipe mineira voltou a ganhar depois de cinco derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

"A diferença entre as últimas partidas e essa vitória é que, neste jogo, nós não apresentamos o desequilíbrio das outras vezes", comentou o técnico Paulo César Gusmão.

Com este resultado, o time mineiro chegou aos 40 pontos e continuou na 12ª colocação. A equipe paulista, por sua vez, caiu para o nono lugar, com 41 pontos somados.

PC NEGA BOATOS
Após a vitória, o técnico Paulo César Gusmão negou as especulações de que estivesse pressionado pela diretoria por causa da seqüência de derrotas e garantiu que, em nenhum momento, pensou em deixar o clube.

"Eu sempre tive o apoio de todos, principalmente da torcida. Eles são maravilhosos, sempre incentivando a nossa equipe nos momentos difíceis. Essa vitória foi um presente para os torcedores", disse Gusmão.
Quem teve muito trabalho foi árbitro Héber Roberto Lopes. O juiz expulsou cinco jogadores, sendo três da Ponte (Preto, Romeu e Zé Carlos) e dois do Cruzeiro (Maldonado e Moisés), além de distribuir oito cartões amarelos.

A arbitragem foi alvo de protestos da Ponte Preta, que reclamou da marcação do pênalti que originou o segundo gol do Cruzeiro, convertido por Kelly e de um suposto toque de mão (que não existiu) de Alecsandro, no terceiro gol dos mineiros.

"O bandeirinha não correu para o meio-campo. Alguma coisa ele tinha que ter assinalado para ter essa atitude. Mas nós não podemos ficar comentando muito, senão seremos punidos", reclamou o meia Danilo.

A derrota encerra uma boa seqüência da equipe campineira, que vinha se recuperando na competição desde a chegada do técnico Estevam Soares e já acumulava quatro jogos sem perder.

Na próxima rodada, a Ponte busca sua recuperação diante do Goiás, sábado, às 16h, no Serra Dourada, em Goiânia. No mesmo dia e horário, o Cruzeiro recebe o Juventude, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo
Apesar de jogar fora de casa, o Cruzeiro começou a partida tomando a iniciativa e esboçou uma pressão nos minutos iniciais. Na melhor chance, aos 9min, Alecsandro recebeu livre na direita da área e bateu cruzado. A bola passou por toda a área sem que ninguém concluísse a jogada e saiu pela linha de fundo.

MÍSTICA DA CAMISA 9
Apesar da derrota, a Ponte Preta pode ter descoberto neste domingo mais um camisa 9. O primeiro gol da equipe foi marcado por Zé Carlos, que fez sua primeira partida como titular.

"Recebi a confiança do treinador e, graças a Deus, consegui corresponder", afirmou Zé Carlos.

Curiosamente, o jogador utilizou a camisa 9, que já foi vestida por outros atacantes que fizeram sucesso na Ponte neste Brasileirão. Ela começou a competição pertencendo a Roger, que marcou cinco gols. Porém, ele acabou se transferindo para o São Paulo.

Em seu lugar, Kahê assumiu a "9" e não decepcionou: balançou as redes 11 vezes. Mas também acabou deixando a Macaca, indo jogar no futebol alemão.

O último a vestir a camisa foi Tico, que marcou duas vezes em três jogos. Ele só não esteve presente contra o Cruzeiro por estar no departamento médico, o que garantiu a chance de Zé Carlos.

Caso Tico não se recupere para a próxima partida, outro jogador deve vestir a camisa 9, já que Zé Carlos foi expulso.
Se aproveitando do desespero do time mineiro, a Ponte apostou no contra-ataque e se deu bem. Aos 17min, em uma jogada rápida, Zé Carlos recebeu na entrada da área, cortou um zagueiro e bateu forte, no canto direito de Fábio, para abrir o placar.

O gol não mudou o panorama da partida e, explorando os espaços oferecidos pelo Cruzeiro, a Ponte quase ampliou em outro contra-ataque. Aos 27min, após cruzamento da direita, Zé Carlos desviou e a bola passou rente à trave esquerda de Fábio.

Porém, uma imprudência de Preto complicou a Ponte Preta. Aos 30min,o zagueiro fez uma falta violenta na entrada da área e foi expulso. Na cobrança, Martinez chutou forte, a bola acertou o travessão e entrou, empatando o jogo.

Mas o clube mineiro não teve tempo para comemorar. Três minutos depois, em uma bela jogada de Élson, o meia driblou um zagueiro, chutou de fora da área e recolocou o time campineiro em vantagem. Para melhorar a situação da equipe de Campinas, Maldonado ainda foi expulso no final da primeira etapa.

Quando tudo parecia favorecer a Ponte, uma nova expulsão mudou o rumo do jogo. Por cometer uma falta violenta, Romeu, que já tinha cartão amarelo, acabou expulso. Com um homem a menos novamente, o time paulista se retraiu em seu próprio campo e acabou sucumbindo para a pressão cruzeirense.

Aos 23min, Adriano foi derrubado fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Kelly bateu forte e empatou o jogo. Sete minutos depois, em uma jogada confusa, a bola bateu na trave, na barriga de Alecsandro, e foi para as redes.

Antes do término da partida, mais dois jogadores ainda foram expulsos. Em uma discussão, Moisés e Zé Carlos trocaram empurrões e receberam o cartão vermelho.

CRUZEIRO
Fábio; Maurinho (Weldon), Marcelo Batatais (Diogo), Moisés e Wagner; Martinez, Maldonado, Adriano (Leandro) e Kelly; Alecsandro e Diego
Técnico: Paulo César Gusmão

PONTE PRETA
Lauro; Rissutt, Galeano (Godói), Preto e Bruno; Ângelo, Everton, Romeu, Danilo (André Silva) e Élson (Isaías); Zé Carlos
Técnico: Estevam Soares

Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (FIFA-PR) e Rogério Carlos Rolim (FIFA-PR)
Cartões Amarelos: Wagner (C), Martinez (C), Élson (P), Adriano (C), Marcelo Batatais (C), Everton (P), Weldon (C), Diego (C)
Cartões Vermelhos: Preto (P), Maldonado (C), Romeu (P), Moisés (C), Zé Carlos (P)
Gols: Zé Carlos, aos 17min, Martinez, aos 30min, e Élson, aos 33min do primeiro tempo; Kelly, de pênalti, aos 23min, e Alecsandro, aos 30min do segundo tempo

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