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  24/08/2005 - 22h31
Vasco 'supera o passado' e vence Brasiliense

Da Redação
No Rio de Janeiro

Na primeira partida que perdeu em São Januário este ano, Joel Santana fora demitido do Vasco. Na segunda, o time carioca bateu o Brasiliense por 1 a 0, nesta quarta, e começou o segundo turno do Campeonato Brasileiro como terminou o primeiro: de bem com a torcida.

MAL, ROMÁRIO AGRADECE "R"

Romário foi muito mal na partida desta noite. Perdeu pênalti e errou muito durante toda a partida. Mesmo assim, agradeceu outro "R" do elenco. Não, não foi o técnico Renato Gaúcho, mas sim o goleiro Roberto, que defendeu uma penalidade e fez diversas intervenções à queima-roupa, garantindo os três pontos para o Vasco.
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Comandante vascaíno nas vexatórias campanhas no Estadual do Rio e na Copa do Brasil, Joel viu uma bela partida da sua atual equipe, mas não foi páreo diante da nova fase do Vasco. Nas últimas dez partidas, sob as rédeas do ex-pupilo Renato Gaúcho, foram seis vitórias e um empate.

"Tenho 42 anos e estou no futebol desde os 20. Disseram que eu era muito novo para ser técnico e tudo mais. Tenho vivência o suficiente. Sobre o Joel, posso dizer que achei a equipe dele estava muito recuada no segundo tempo, jogando muito defensivamente", alfinetou o técnico.

O gol do zagueiro Fábio Braz engana quem pensa que faltou criatividade aos ataques. Romário e Iranildo perderam pênaltis, um em cada tempo. O time de Taguatinga dominou a primeira etapa, colocou bola na trave, mas parou em uma grandiosa atuação do goleiro Roberto, que foi vazado apenas uma vez nos últimos quatro jogos e teve seu nome gritado pelos torcedores ao fim da partida.

O Vasco, melhor na segunda metade do jogo, completou cinco rodadas de invencibilidade e chegou aos 28 pontos. Pela primeira vez em dez jogos em São Januário, neste Brasileiro, o time não levou gols.

Bom para a defesa, que, entretanto, ainda paga pelos pecados do início do campeonato e permanece como a pior entre os 22 times, com 46 tentos sofridos.

O Brasiliense, por sua vez, perdeu uma invencibilidade de cinco jogos fora de casa. Na última rodada, goleara a Ponte Preta. Desta vez, fez boa partida, apostando nas subidas do lateral Márcio Careca.

A equipe, entretanto, estacionou nos 25 pontos e permanece na 17ª colocação. No próximo sábado, o time recebe o Palmeiras, na Boca do Jacaré, em Taguatinga, às 16h. O Vasco continua em 16° e vai ao Castelão no domingo, onde enfrenta o Fortaleza também às 16h.

O jogo
A pressão total do Vasco nos cinco minutos iniciais, com dois chutes de Romário dentro da área, foi prontamente respondida pelo Brasiliense. Aos 9min, Alex Oliveira invadiu a área pela direita e, quando puxou para a linha de fundo, foi derrubado pelo zagueiro Vergara, ao lado da pequena área.

GOL E CORPO FECHADOS
Todo grande goleiro tem a sorte a seu lado. Pela terceira partida consecutiva, o Vasco cometeu pênaltis, mas as cobranças não entraram. Méritos para Roberto, que comemorou muito a defesa no chute de Iranildo. Na última partida, contra o Paraná, Borges havia cobrado pelo lado. Anteriormente, Marques também errara o alvo pelo Atlético-MG.
Na cobrança, Iranildo bateu no meio do gol e Roberto defendeu com a perna, colocando por cima. A boa fase do goleiro continuou nos minutos seguintes. O time de Taguatinga não diminuiu o ritmo após o pênalti.

Alex Oliveira, de canhota, aos 17min, e Iranildo, de direita, aos 32min, ambos dentro da área, tiveram boas chances, mas pararam no camisa 1 vascaíno.

Aos 42min, Iranildo recebeu em velocidade na meia-lua, dominou e chutou forte, acertando a trave direita vascaína. Mais organizada, a equipe visitante teve as melhores chances da primeira etapa, principalmente pela esquerda, com Márcio Careca.

Logo no início do segundo tempo, a história se repetiu, desta vez para o outro lado. Aos 4min, Fernandinho foi puxado e derrubado pelo zagueiro André Turatto dentro da área. Na cobrança, Romário chutou colocado, no canto direito de Eduardo, mas para fora.

O lance fez com que o Vasco crescesse. Com maior posse de bola, consolidou a superioridade aos 21min, quando Claudemir recebeu livre na área, pela direita. Ele driblou um zagueiro, levantou a cabeça e viu Fábio Braz sozinho na marca do pênalti. Rolou e o zagueiro vascaíno só teve o trabalho de tocar para o gol.

Com a vantagem no placar, o Vasco diminuiu o ritmo, mas o Brasiliense só conseguiu lances de perigo efetivamente no fim do jogo. Aos 45min, em chute de Deda à queima-roupa, Roberto fez a ponte e colocou à escanteio. Ao apito final, alegria e gritos de "aqui no Rio ninguém ganha do Vascão", que não era ouvido há um bom tempo em São Januário.

VASCO
Roberto; Claudemir, Fábio Braz, Vergara e Diego; Ygor, Osmar, Morais (Amaral) e Fernandinho (Róbson Luiz); Alex Dias e Romário (Abedi)
Técnico: Renato Gaúcho

BRASILIENSE
Eduardo; Dida, Régis, André Turatto e Márcio Careca; Deda, Pituca (Tiano), Vampeta, Iranildo (Igor) e Alex Oliveira (Róbston); Oséas
Técnico: Joel Santana

Local: estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Lourival Dias Lima Filho (BA)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Matos e Kléber Moradillo (ambos da BA)
Cartões amarelos: Claudemir, Vergara, Ygor, Róbson Luiz, Osmar (V), Pituca, Régis, André Turatto, Dida (B)
Gols: Fábio Braz, aos 21min do segundo tempo

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