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  31/07/2005 - 17h51
Empate com Brasiliense estraga festa do Coritiba

Da Redação
Em São Paulo

A festa armada pelo Coritiba neste domingo teve um sabor amargo. No dia em que comemorou 20 anos da conquista do principal título de sua história, o time paranaense não saiu de um empate por 1 a 1 com o Brasiliense, no estádio Couto Pereira, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O aniversário do título brasileiro de 1985 atraiu os torcedores paranaenses à casa do Coritiba, onde puderam ver os heróis do triunfo histórico em uma preliminar. No jogo principal, porém, os comandados de Cuca decepcionaram e viram o Brasiliense estragar a comemoração.

DESPEDIDA DE RAFINHA?
A partida deste domingo pode ter sido a última do lateral-direito Rafinha com a camisa do Coritiba. Destaque da equipe no Campeonato Brasileiro, o jogador está negociando com o Schalke 04, da Alemanha, e pode fechar sua transferência nos próximos dias. Rafinha ganhou projeção internacional ao defender a seleção brasileira sub-20 no Mundial que aconteceu na Holanda, em junho. Na oportunidade, foi eleito o melhor jogador brasileiro da competição.
"Eles queriam fazer festa em cima da gente, mas não é qualquer um que consegue isso diante do Brasiliense", comentou o volante Róbson.

O empate levou o Coritiba aos 22 pontos na tabela, ocupando o 12° lugar na classificação geral. Com o resultado, a equipe paranaense completa quatro rodadas de invencibilidade. Nos três jogos anteriores, ganhou do Flamengo (3 x 2) e empatou com Cruzeiro (2 x 2) e Figueirense (0 x 0).

Também perto de data especial, o Brasiliense foi a 19 pontos, permanecendo na faixa intermediária. A equipe do Distrito Federal completa cinco anos de existência nesta segunda-feira, dia 1º de agosto.

O time do técnico Joel Santana também está invicto há quatro partidas. Mas também completando quatro jogos sem vencer. O empate desta tarde foi o quarto seguido do clube, que ficou na igualdade com São Paulo (3 x 3), Botafogo (1 x 1) e Paysandu (0 x 0).

O duelo deste domingo ainda marcou o primeiro confronto oficial entre os dois clubes, que voltam a campo na próxima quarta-feira, pela 17ª rodada. Às 19h30, o Brasiliense recebe o Cruzeiro na Boca do Jacaré, no Distrito Federal. Já o Coritiba vai a São Paulo, onde enfrenta o Corinthians no estádio do Pacaembu, às 20h30.

O jogo
Mal o árbitro Sálvio Spinola autorizou o início da partida, o Brasiliense mostrou que estava disposto a estragar a festa paranaense. Com dois minutos de bola rolando, Agnaldo roubou a bola de Alexandre Luz, driblou o goleiro Vizzoto e chutou com tranqüilidade para abrir o placar.

ENFIM, A VOLTA OLÍMPICA
Depois de realizarem a preliminar do confronto deste domingo, os heróis da conquista de 1985 voltaram ao gramado do Couto Pereira no intervalo da partida entre Coritiba e Brasiliense. Os ex-jogadres, após 20 anos, deram a volta olímpica em "casa" com o principal troféu do clube. "Na época demos a volta olímpica no Maracanã, pois demoramos para chegar e não conseguimos dar a volta aqui no Couto Pereira, que estava lotado. Hoje conseguimos. Relembrar é viver", vibrou Rafael, ex-goleiro do Coritiba.
Passado o susto, os anfitriões partiram para o ataque em busca da igualdade. Errando muitos passes, a equipe do técnico Cuca tinha dificuldades para levar perigo ao gol de Eduardo. Mesmo assim, conseguiu o empate aos 25min, em pênalti cometido por Régis sobre Alexandre.

O lateral-direito Rafinha precisou bater duas vezes a penalidade para estufar as redes de Eduardo e fazer 1 a 1. No primeiro lance, o goleiro do Brasiliense se adiantou para praticar a defesa.

O empate animou o Coritiba, que passou a pressionar os visitantes. Movimentando-se bastante, o atacante Alexandre infernizou a defesa do Brasiliense, sobretudo em jogadas pelas pontas. No entanto, a falta de pontaria dos paranaenses impossibilitou a virada no primeiro tempo.

O Brasiliense, por sua vez, arriscou-se no ataque principalmente nos contra-golpes. Agnaldo e Alex Oliveira tentaram lances individuais, mas não conseguiram superar a defesa do Coritiba.

Após o intervalo, a superioridade paranaense prosseguiu. Caio e Jackson tiveram boas oportunidades, mas erraram o gol. O volante Deda ainda quase deu uma força para o Coritiba. Eduardo precisou fazer grande defesa para evitar o gol contra de seu companheiro.

A equipe paranaense sofreu importante baixa com a expulsão de Reginaldo Nascimento, mas a desvantagem numérica pouco durou, já que Alex Oliveira também recebeu o cartão vermelho e deixou o Brasiliense com dez jogadores.

Os minutos finais foram de jogo aberto. O Coritiba teve mais posse de bola e ameaçou constantemente o gol de Eduardo. O Brasiliense, por sua vez, segurou-se como pôde e só se atreveu no ataque nos contra-golpes.

CORITIBA
Fernando Vizotto; Reginaldo Nascimento, Vagner e Alexandre Luz (Tiago); Rafinha, Márcio Egídio, Capixaba (Rodrigo Batata), Jackson e Ricardinho; Caio (Alcimar) e Alexandre
Técnico: Cuca

BRASILIENSE
Eduardo; Dida, Jairo, Régis e Márcio Careca; Deda, Pituca (Salvino), Vampeta, Róbston e Alex Oliveira; Agnaldo (Igor)
Técnico: Joel Santana

Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Valter José dos Reis (Fifa-SP) e Geraldo José Vollet Pinheiro(SP)
Cartões amarelos: Régis (BR), Deda (BR), Márcio Careca (BR)
Cartões vermelhos: Reginaldo Nascimento (CO) e Alex Oliveira (BR)
Gols: Agnaldo, aos 2min, e Rafinha, aos 25min do primeiro tempo

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